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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Capítulo 14: Malfoy x Weasley

- Srta. Weasley e Sr. Malfoy, o Sr. David gostaria de vê-los agora na sala dele.
Tirei os olhos do pergaminho que estava lendo quando ouvi meu nome ser pronunciado. Olhei para a porta da salinha e vi a secretaria do nosso "chefinho".
Fiquei pensando um minuto no que ele, isto é, o Sr. David, iria querer comigo. A sala do poderoso chefão sempre me dava calafrios, não pensem que eu sou medrosa, mas se você tivesse que ficar a uma curta distancia, de apenas 1,5m, com o Sr. David você também teria medo! Não estou falando que tenho medo do olhar distante e poderoso que ele lança a todos, não, olhares para mim são sicles depois de enfrentar o Malfoy. A coisa que realmente assusta é a saliva! Estou falando sério, não sei como alguém pode ter uma saliva tão poderosa? Que é capaz de avançar 2.5 m e ainda borrar o rimel!
-Vamos Weasley? – disse o Malfoy cortando meus pensamentos enquanto se levantava e caminhava até a porta. Levantei-me e fiz o mesmo. Minutos depois estávamos à porta do nosso "chefe", e o Malfoy como todo "bom cavalheiro" me concedeu a passagem para que eu entrasse primeiro. (pensamento construtivo: O Malfoy ainda me paga) nós entramos e nos sentamos nas duas cadeiras posicionadas à frente da mesa, (apenas 1.5 m me separava daquela saliva, Merlin me ajude!) quando o Sr. David começou a falar (para o meu desespero)
-Bem, os senhores devem estar se perguntando os porquês de eu chama-los aqui.
Pois bem, como os senhores devem saber, a Sra. Elizabeth acaba de lançar seu 4ºlivro intitulado "A Bruxa à espera" da coleção "O diário de uma bruxa". A festa para a imprensa será na sexta feira, e ambos serão os responsáveis pela cobertura do evento, para que assim eu possa definir qual dos dois se tornara membro da nossa família...
-O Senhor Está dizendo que... Quem fizer a melhor matéria será contratado?
-Exatamente Srta. Weasley, e devido à festa, sexta feira vocês estão dispensados do trabalho vespertino.
Eu estava pasma! Eu iria ganhar essa disputa custasse o custar, isso já havia virado questão de honra, e eu daria tudo de mim. O único problema é que o Malfoy também daria...
Malfoy me lançou um olhar desafiador, agora começava outro combate de Malfoy x Weasley, e esse eu não ia perder de jeito nenhum. Lancei um olhar de pouco caso e as únicas palavras que ouvi em seguida foram "podem ir" ou algo do gênero, estava absorta demais em meus pensamentos para ouvir qualquer outra coisa.
Saímos bem rápido dali e na nossa "sala" o clima estava muito ruim. Ele fingia escrever em algum pergaminho, e me olhava com o rabo de olho. E eu fazia o mesmo. O tic-tac do relógio também estava começando a deixar o clima pior. Eu estava à beira de um ataque de nervos.
"Triiim". Soou o alarme do relógio que estava no meu pulso. Senti uma enorme felicidade ao ouvi-lo. Ora, isso significava que estava na hora de ir para casa. Não que eu não goste do estagio, eu realmente gosto de ficar lá. Mas nas atuais circunstancias, eu queria mesmo era de um banho e quem sabe chocolates?
Não perdi tempo, levantei logo e entulhei tudo dentro da minha bolsa. Mas não tinha sido rápida o bastante para fugir da nossa caminhada, isto é, minha e do Malfoy, de volta para casa.
Quando finalmente cheguei à porta ele estava lá. Como? Também não sei, só sei que meus pés estavam doendo pela breve corrida. Olhei com desanimo para ele, coisa que eu acho que ele percebeu. Ele me olhou com desdém e disse:
-Vamos? – numa cara totalmente dissimulada respondi.
-Claro. – e sai na frente dele. Mas ele me acompanhou. Como fazia todas as tardes. Acho que eu não mereço tanto castigo, sabe já não é o suficiente ter que agüentar o Malfoy, na ida para a academia, na academia, no estagio e a noite jantando na MINHA casa. Ainda tenho que agüentar ele no longo trajeto até em casa! A vida poderia ser mais injusta?
Fomos quietos por todo o caminho. Não precisava ser leglimente para saber o principal motivo do silêncio.
Foi a tal conversa com o Sr. David. Tenho certeza que ele quer isso tanto quanto eu, isto é, a vaga no profeta diário. Puxa quantas pessoas que ainda nem terminaram seus cursos conseguem uma vaga num dos jornais mais prestigiados do mundo bruxo?
-Então até mais. – disse o Malfoy, por incrível que pareça soou bem educado, vindo dele.
-Até mais. – eu disse e tratei de entrar logo.
Na longa caminhada do portão de ferro até a porta de madeira de casa eu fiquei pensando "como é bom finalmente chagar em casa". Isto é, até ver o que me esperava. Quando puis a mão na maçaneta, a porta se abriu. Olhei para a porta e vi um John muito sorridente. Boa coisa não podia ser, não era aquele sorriso normal, era mais um daqueles incriminadores, do tipo "Eu sei o que você fez, não adianta esconder."
-Eu vi! – disse ele com aquele sorriso medonho na cara.
-Você viu o que? – eu realmente não fazia idéia do que ele estava falando.
-Ora Gina! Você e o Draco! – levantei uma sobrancelha, afinal do que ele estava falando?
-Eu e o Malfoy? – John fez uma cara de impaciente. E falou numa vozinha como se estivesse falando com uma criança de cinco anos.
-Gina eu acabei de ver vocês ali chegando juntos! – fiz uma cara de alivio, era disso que ele falava.
-Não comece a viajar, nós estávamos voltando do estagio juntos, apenas isso.
-Eu sei, mas se quer saber pareciam bem íntimos de longe. – revirei os olhos.
-John só na sua cabeça! – o empurrei e entrei em casa. Mas não adiantou nada, ele me seguiu.
-Ah fala Gina!
- Falar o que maluco? – ele se posicionou na minha frente, impedindo que eu subisse a escada.
-Ora, o que ta havendo entre vocês!
- Eu já disse que não ta havendo nada. Apenas voltamos juntos. – ele me olhou desconfiado e disse por fim.
-Tudo bem, vou deixar essa passar. – e assim saiu da minha frente.
Sorri em agradecimento e subi as escadas. Não sei se era o cansaço, mas aquelas escadas pareciam maiores que as de Hogwarts.
Entrei no meu quarto e bati a porta atrás de mim. Joguei-me, literalmente, na minha cama e fiquei assim por alguns segundos. Até escutar alguém bater à porta. Desejei que o/a infeliz morresse. E com todas as minhas forças, ou pelo menos o que sobraram delas eu murmurei um "entre".
A maçaneta girou e a porta se abriu, era minha mãe. Toda risonha e tinha algo em suas mãos.
-Advinha quem acabou de me enviar uma coruja? – disse ela entrando e se sentando ao meu lado.
-Não faço idéia mamãe. – disse eu com uma voz arrastada que não sei da onde surgiu.
-Seu irmão! – sério minha mãe poderia ser mais especifica às vezes... sabe eu tenho muitos irmãos! E percebendo minha cara de duvida ela continuou:
-Rony querida.
-Huuum... – disse eu. Sinceramente não estava a fim de conversar com ninguém.
-Ele avisou que ele e Mione vão se casar.
-O QUE? – tudo bem, talvez não fosse para eu ter berrado, e também tem lógica, afinal namoram a tanto tempo... Mas eles ainda são novos demais certo?
-Por que o espanto querida? Eu tenho certeza que eles se amam. – disse minha mãe um pouco surpresa com a minha reação.
-Eu também tenho certeza, mas eles não são um pouco novos demais? – tentei dizer na minha voz mais calma possível.
Não é que eu não goste de Mione, ela sempre foi uma das minhas melhores amigas, mas ela ainda tem 23 anos!
-Gina, eu e seu pai também nos casamos cedo, e fomos muito felizes.
Eu tentei sorrir. A idéia de casar com essa idade me deu arrepios. Mas como não seria eu quem iria casar, não teria nada a ver com isso.
-Ok mamãe, ta certo. – a reação que eu esperava era que ela saísse do quarto e eu pudesse relaxar um pouco. Mas ao invés disso, ela continuou.
-Então querida na carta Rony disse que Mione virá aqui algum dia desses para falar com você sobre uma coisa.
Vários pensamentos sombrios passaram pela minha mente. Sobre o que ela iria querer falar? Minha mãe deve ter percebido a minha cara de susto e continuou.
-Calma querida, eles apenas querem que você seja madrinha do casamento deles junto com o Harry. – dei um suspiro de alivio.
Madrinha de casamento eu?
Essa era boa. A idéia me assustou um pouco, mas devia ser divertido. Sorri em resposta e logo minha mãe saiu do quarto. Deixando-me em fim só.
Levantei vagarosamente e andei até o banheiro. Liguei a torneira da banheira e me despi.
Puis o roupão e fiquei ali vendo a água cair ao poucos e encher a banheira.
Entrei na água aos poucos. Estava bem quente. Fiquei ali por bastante tempo. Nem sei quanto tempo. Mas o suficiente para inundar minha cabeça de duvidas e pensamentos.
Como alguém pode querer casar tão cedo? Sabe escolher a pessoa com quem você quer ficar para o resto da vida assim, aos 23 anos!
Pra falar a verdade já acho estranho casar. Será que dá pra prometer que você irá amar a pessoa pelo resto dos dias?
Como alguém não enjoa? Ah! Mergulhei um pouco mais na água. Minha cabeça estava latejando. Fechei os olhos por um instante, e a primeira coisa que me veio à cabeça foi ele. Sabe... o tal loiro. Mas logo eu tenho que me lembrar que tenho um namorado! E que apesar de não gostar dele, sabe daquele jeito especial, ele não merece uma namorada tão ruim quanto eu.
Esse namoro.
Outra coisa que fazia minha cabeça doer. Sério, a cada dia eu me sentia pior. Era triste vê-lo sorrindo e dizendo "eu te amo" e não poder retribuir.
Realmente o mundo não é justo. Porque eu tenho que gostar de um garoto que não esta nem ai para mim,enquanto meu namorado vive se declarando?
Seria tão mais fácil se só gostássemos de quem gosta da gente. Essa foi a minha conclusão depois de algumas horas na banheira.
Estava meio enrugada de ficar tanto tempo na água. Mas pelo menos me sentia um pouco melhor.

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N/a logo logo tem mais, ok?
E estou feliz com as várias visualizações :D
Espero que gostem...
E Fernanda, fico feliz de encontrar uma nova/velha leitora, espero que goste *-*

beijos,

Flora Sly.

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