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sábado, 30 de abril de 2011

Capítulo 7: A Festa II

E lá estava ele na porta. Ele vestia uma calça jeans, uma blusa preta social com os dois primeiros botões aberto. E ele estava realmente lindo. Parecia um sonho, mas era pura realidade, e conforme eu ia me aproximando dele, sentia os olhares se virarem para nós. Mas eu estava pouco importada. Fui me aproximando devagar e parei em frente a ele.

Ele sorriu, eu sorri de volta. Eu não sabia porque, mas agora acho que até ele podia ouvir as batidas do meu coração. Ele estava um pouco corado, uma novidade. Parece que ficamos assim por horas, mas foram meros segundos. Pois logo meu 'querido' meio-irmão Michael chegou e cortou o clima. Mas antes dele se juntar ao meu meio irmão, ele falou:

-Espera Michael, vou dar os parabéns para sua irmã. – esse pos sua vez levantou uma das sobrancelhas e falou:

-o.k. to ali na mesa com a Anne. –Anne, por sinal, era uma 'amiga' dele que pra variar, eu não conhecia.

Mas logo estávamos a sós, certo tinha umas 50 pessoas em volta, mais ninguém estava exatamente ali. E ele me olhou bem nos olhos e disse:

-Espero que se divirta hoje, afinal é isso que se faz nos aniversários certo? – foi à coisa mais diferente que ouvi na noite, por isso respondi:

-Espero que se divirta também! – então de repente ele tirou do bolso da calça uma caixinha pequenina. Fiquei meio surpresa, não esperava presente, não dele. Mas sem hesitar peguei a caixinha e abri.

Nela havia um lindo anel, todo em ouro branco com uma única pedra no meio, em forma de lua. Minha cara foi pro chão, bem anel é bem o tipo de coisa que se de a namoradas, noivas e coisa e tal. E não á, bem, amigos? Será que poderia dizer que eu era amiga dele? Bem de qualquer forma acho que ele leu meus pensamentos, pois logo falou:

-Eu sei que talvez você pense que é algo mais intimo, mas tenho uma historia para contar, claro se quiser ouvir. – ora, alem de me dar o anel mais perfeito do mundo, ainda tinha historia? O Malfoy estava saindo melhor que à encomenda.

-Sabe ontem fui ao beco diagonal, para comprar uma vassoura nova.

E bem ao lado da 'artigos de quadribol', abriu uma loja de jóias. – certo eu não conseguia tirar os olhos o anel e do Malfoy e cara como eu estava adorando ouvir a historia... – bem daí fui até a vitrine, e vi um certo brilho refletido do sol, quando vi o que era, me deparei com esse anel. E enquanto admirava o tal anel, a bruxa dona da loja, havia saído e disse que me viu observando o anel. E falou que esse anel é enfeitiçado. Você nunca pode compra-lo para você, e sim para dar á alguém. E que só quem poderá usar este anel será a futura dona dele, ou seja, apenas você. E ela falou que quando esse anel atrai a atenção de alguém, é porque era pra ser da pessoa.

E apesar de não acreditar nisso, não sei porque, mas lembrei do seu aniversario e resolvi comprar. Ah, e ela também disse que quando você descobrir seus verdadeiros sentimentos, esse anel vai mudar.

o.k. não estava mais entendo bulhufas da historia, até que foi bonitinha, mas verdadeiros sentimentos? O que seria isso? E foi a única coisa que eu consegui falar:

-Sentimentos verdadeiros?

-Ah sim, sabe, quando você gostar de alguém e assumi, foi isso que ela disse.

Sorri e não sei porque, mais falei a coisa mais besta desse mundo, as vezes acho que eu não tenho tantas diferenças de um trasgo. Afinal, quantos trasgos namorando você já viu? Aposto que nenhum, assim como, bem eu.

-E em que dedo se põe - ele corou e falou:

-Ah, acho que onde você preferir, e Weasley, vou lá que Michael esta me chamando. – olhei para trás e vi Michael fazendo sinal para Malfoy que foi em direção a ele. Eu estava com um sorriso bem bobo no rosto, poxa ele foi tão, tão fofo! Ginevra! Se controle!

Era o que eu estava pensando quando John chegou perto de mim e falou:

-Pode falar Gina!

-Falar o que? – perguntei encabulada.

-Ora, o que eu acabei de ver?

-Não sei. – respondi tentando sair dali e fazendo com que me perdesse de vista, mas não funcionou.

-o.k. se não quer me contar não precisa, mas me dá os CD's eu vou por par tocar o.k? – assenti com a cabeça e ele pegou os CD's. fiquei um pouco desnorteada, não sabia o que fazer, mas logo a musica soou e eu aproveitei o ritmo.

Não demorou muito para todos se animarem, a musica tinha um ritmo pra cima, e uma letra linda;

Em poucos segundos todo mundo já tinha se levantado e dançavam, e eu, bem estava no meio da pista tentando. Mas quando olhei para a mesa, vi que um certo loiro estava apoiado na mesa sem se mexer.

E de repente uma vontade louca de tomar um suco de abóbora surgiu, e bem eu fui até lá.

-Você não vai dançar? – perguntei chegando perto de Malfoy. Ele me olhou e disse:

-Eu não sei dançar. – bem era uma cena única, um Malfoy admitindo que não sabia algo. Sorri e falei:

-Eu te ensino. – o.k. foi mais uma maravilhosa oportunidade de manter o bico calado. E quem disse que eu conseguia? Mas o pior, foi a resposta dele:

-Porque não? – bem eu não ia deixar essa oportunidade passar, então segurei em seu braço e o levei ao meio da pista.

Nós estávamos bem separados, e o ritmo contribuía, e muito. Eu fazia alguns passinhos e ele me acompanhava, era divertido ver ele me imitando.

Mas o incrível foi que bem no meio da musica, ela subitamente mudou, e uma com um ritmo mais lento começou a tocar, olhei para o som e vi quem mudara, John, ele certamente me pagaria. E sem pensar fui sair da pista. Mas fui impedida por dois pares de braços que seguraram nos meus.

-Você falou que me ensinaria a dançar. – disse ele chegando mais perto de mim. Eu o olhei ainda meio vacilante e então ele continuou. – pensei que tivesse palavra.

-E tenho! – disse com muita convicção, e assim entrelacei meus braços em volta da nuca dele, que por sua vez, entrelaçou os seus braços na minha cintura. Foi realmente constrangedor, principalmente porque em nossa volta começaram a aparecer vários casais, que se beijavam.

Eu podia sentir minhas bochechas corarem ainda mais porque a letra era bem, romântica. E assim eu evitava ao máximo o olhar de Draco. E foi ai que decidi encostar minha cabeça no seu ombro. Ele se assustou um pouco com a minha reação, mas logo senti seus braços apertarem mais minha cintura, fazendo-me sentir um arrepio que subiu por toda a minha espinha.

Parecia que ficamos ali horas, apenas movimentando o corpo conforme o ritmo da música, mas logo o tal momento já tinha acabado. A música parou e vi um enorme bolo surgir no centro da mesa. Era todo feito com glacê, e bem era gigante.

Eu e Draco no soltamos e fui empurrada, literalmente, para frente da mesa.

Tudo aconteceu meio rápido, em segundos eu estava nos braços do Malfoy, e logo depois em frente a um bolo gigante ouvindo varias pessoas cantando parabéns pra você. Um pouco traumático devo dizer, ta não era traumático, mas convenhamos que foi bem repentino. Só sei que logo após soprar as velhinhas, me dei conta de uma coisa. Nem todos estavam ali em volta da mesa, na verdade faltava apenas uma pessoa, não que eu realmente me importasse com ele, mas eu tinha acabado de dançar coladinha com ele, e bem, não costumo fazer isso em todos os caras.

Depois de receber vários parabéns e abraços de diversas pessoas, e conseguir finalmente me ver livre daquilo, resolvi comer um pedaço do meu bolo, afinal ele era meu certo? Não que eu fosse comer aquele bolo, do tamanho de um hipogrifo, sozinha, mas eu ainda não tinha provado nada, e nessa hora que lembrei que outra pessoa também não provara ainda.

Sinceramente não sei porque estava tão preocupada com ele, o negocio da dança foi legal e coisa e tal, mas daí para eu começar a levar pedaços de bolo... mas como normalmente meu cérebro só exerce a função de separar minhas orelhas, em segundos lá estava eu com um segundo pedaço, que por sinal não era para mim, indo em direção ao jardim. Não sei porque eu fui para lá, achei que seria o lugar mais provável dele estar. E também não sei porque eu queria encontra-lo, mas dançar agarrada com ele, também não tinha explicação, então resolvi continuar o que ia fazer sem tentar entender.

Pude observar pela porta de vidro que eu estava certa, ele estava no jardim, olhando para uns arbustos, fiquei pensando se a festa estava tão chata assim, ou se eu dançava tão mal a ponto dele ficar com trauma. Seja o que for eu iria descobrir agora.

Abri a porta de vidro, e com o barulho ele olhou para ver quem era. Quando percebeu que era eu, ele sibilou um sorriso, e dei outro em troca.

Ele notou o pratinho com bolo que eu estava segurando, e percebendo isso, logo falei:

-Ah, trouxe para você! – e estendi o pratinho, eu estava sendo uma ótima anfitriã certo?

Ele olho para o prato meio exitante, olhei para ele novamente e falei:

-Não se preocupe, na está envenenado! – ele sorriu e pegou o prato das minhas mãos, fazendo isso, por uma fração de segundos, senti suas mãos tocarem as minhas, e pode ter sido bem rápido, mas a sensação foi boa.

-Não achei isso, apenas achei muita gentileza da sua parte Weasley.

-Você fala como se eu fosse muito mal-educada. – falei fingindo tom de ofendida. Ele foi logo tentando se explicar.

- Não foi isso que eu disse, apenas disse que voce não costuma ser gentil comigo. – disse ele indo à direção a um banco de metal que fica bem no meio do jardim.

-Olha, foi legal você ter vindo e coisa e tal, o presente, foi bem legal mesmo, e só quis retribuir. Nada demais. – frisei bem o nada demais, poxa, não queria que ele pensasse que eu estava amando ele ou coisas do tipo. Terminando a frase me sentei ao lado dele no banco.

Enquanto ele comia, eu apenas observava as flores, e percebi que fazia uma noite bem linda, o céu estava todo estrelado e a lua estava em forma de 'C' e brilhava mais que tudo sobre nossas cabeças.

Ele deve ter notado o meu olhar de boba para o céu, que estava perfeito, pois disse logo em seguida.

-É, a noite está realmente linda. – certo, eu me assustei, acho que ele estava usando leglimência.

- Está perfeita! – disse eu olhando ainda para o céu, mas notei que ele não olhava mais o céu, e agora seu olhar estava direcionado a mim.

-Obrigado por ter me chamado Weasley, sua festa está ótima...- começou ele, mas eu o interrompi.

-Gina! – disse eu meio sem graça. Ele ia falar algo, mas parou e em vez disso falou.

-Como?

-Me chame de Gina. – falei novamente, e era melhor ele entender logo antes que eu mudasse de idéia.

-Prefiro ruivinha. – disse ele abrindo um sorriso digno de Lockhart.

Levantei uma sobrancelha e o encarei por um instante, ao invés de pensar que aquele apelido era horrível e que eu realmente odeio quando me chamam assim, eu estava pensando que á luz do luar ele ficava mais lindo ainda. Dá pra acreditar nisso? Só despertei do transe quando notei que aqueles olhos azuis acinzentados haviam encontrados os meus e percebi que aquele olhar me perturbava.

Podia sentir minhas bochechas queimarem, e agora podia ouvir a música que vinha da sala.

Eu podia sentir os batimentos do meu coração acelerarem a cada segundo, estava tão alto que jurava que ele também escutava.

A cada instante estávamos mais próximos, e agora eu não sentia mais vergonha, e sim um desejo incontrolável de sentir aqueles lábios junto aos meus. Sabia que não devia fazer isso, afinal ele era o arrogante e prepotente Malfoy, mas naquele momento, ele era apenas Draco.

Não me importava o que todos lá dentro pensariam se aquilo de fato acontecesse, mamãe até iria gostar, mas o que realmente queria saber era se ele queria tanto quanto eu.

Minha pergunta estava prestes a ser respondida, estávamos pertos, bem pertos, podia escutar sua respiração que estava um pouco ofegante, ele deveria estar nervoso. Afinal, nunca imaginaria que um dia uma Weasley e um Malfoy, sabe, ficassem juntos.

Nossas bocas estavam separadas apenas por poucos militemos, decidi fechar os olhos, e relaxar a boca caso ele quisesse enfiar a língua ali, sim eu consegui tirar o romantismo do beijo. Mas eu estava realmente nervosa e não sabia mais o que pensar, a não ser que queria provar o sabor do seu beijo.

Sentia sua boca se aproximar da minha, agora ele havia colocado uma das mãos na minha nuca o que fazia ficarmos mais próximos.

Senti um leve arrepio quando seus lábios tocaram nos meus. Mas não consegui saber exatamente qual seria o sabor daquele beijo, sabe bem nessa hora, alguém abriu a porta de vidro. Quem quer que fosse, podia sentir-se amaldiçoado pelo resto da vida.




N/A por enquanto é só, rs.

Começo da semana posto mais uns quatro :D

beijinhos, Flores

Bom final de semana...


Flora Sly.*

Capítulo 6: A Festa I

Hoje poderia ser um dia como qualquer outro, exceto pelo fato que era meu aniversário, e se você acha que eu estou super animada, sinto em lhe dizer, mas sinceramente não faço muita questão de comemorar e coisa e tal.

Mas acho que mamãe não percebeu isso, pois logo que acordei me deparei com ela sorrindo para mim. Era extremamente irritante saber que foi observada enquanto dormia, poxa, vai que eu falei algo ou fiz algum movimento embaraçoso, se é que você me entende.

Pois bem, foi assim que eu acordei hoje, sendo observada por mamãe que tinha um sorriso de orelha a orelha e logo que abri o olho falou:

-Querida, feliz aniversario! – e me deu um beijo na bochecha.

Eu ainda estava meio tonta, afinal era sábado e na noite anterior, fui dormir tarde. Então minha cara não deveria ser das melhores.

Tentei sorrir, mas não deu muito certo. Mas logo ela continuou:

-Como hoje é um dia bem especial, Dennis e eu concordamos em fazer uma festinha. – certo, mais uma coisa sobre mim que ela parecia ter esquecido, eu odeio festas. Não que eu seja uma anti-social ou algo do tipo. Longe disso, até gosto de ir em festinhas sabe? Mas quando elas não são minhas! Não suporto muito essa idéia. E bem ela deve ter percebido minha cara de nojo. Pois logo em seguida falou:

-E não se preocupe querida, mas convidamos apenas alguns amigos íntimos. – na linguagem dela queria dizer, digamos que, umas 50 pessoas. Não, eu não sou a miss popular para ter 50 amigos íntimos (duvido que alguém tenha), mas bem, minha família já eram sete filhos, mais mamãe e agora Dennis com seus dois filhos. E não preciso dizer que cada irmão meu tenha uma namorada, ou mulher. E sem esquecer que tinha Harry, que afinal, era um irmão também.

E sem esquecer do pessoal da escola, Suzze, Brad e Jacke.

E percebendo minha cara de duvida ela falou novamente:

-amor, veja não convidamos muita gente, apenas alguns amigos da antiga ordem, e seus irmãos, a claro, Harry falou que vinha e John deu a idéia de chamar seus coleguinhas da escola. – viu, ela me trata como se eu tivesse oito anos! Alou, eu acabei de fazer 22, e alguém se importa? Não, parece que não faz diferença.

-Mãe, e meus meios irmãos? Vão trazer amigos? – dá pra imaginar o tipo de amizade que Michael tinha certo? Mas mamãe disse o que eu mais temia.

-Ah sim, conversei com eles, e pedi que trouxessem amigos bem íntimos, sabe, para não ficarem isolados.

Eu sorri um sorriso bem falso para falar a verdade. E perguntei:

-Quantos são os nossos, digamos, amigos íntimos? – ela olhou para mim e mexeu numa mexa de cabelo minha. E falou:

-Não muita gente querida, apenas 55 pessoas, e Gui vai trazer Emilly, ele disse que ela está cada dia mais linda! – sabe, Gui já está casado a muito tempo com a tal de Fleuma, que eu realmente não suporto, mas ela trouxe uma coisa boa, eles tiveram uma filha. Que por sinal é muito linda. Ainda é pequenina, tem três aninhos, mas é um amor de menina. É loira como a mãe, mas tem as feições de Gui, sorte da garota. E eu realmente adorava vê-la, por isso sorri e murmurei um o.k.

Afinal, ela só queria que eu me divertisse certo? Então não ia ser mal-educada e falar que não queria nada.

Ela me olhou mais uma vez e disse apontando para a cadeira da escrivaninha:

-Ah, ai esta uma parte do nosso presente, meu e de Dennis, espero que goste.

Eu sorri e ela saiu fechando a porta do quarto. Joguei-me de volta no travesseiro e pensei na tal festa.

E por instantes pensei se Malfoy viria. Afinal, poderia ser considerado amigo de Michael, passava mais tempo aqui do que na própria casa. Mas logo me forcei a parar de pensar nesse, bem nesse cara.

Espreguicei-me bem devagar, olhei para o relógio na parede, 10:00 h, certo acordei tarde, mas estava cansada. Fui a direção a cadeira da escrivaninha e tinha embrulho bem bonito. Sentei na cama e comecei a rasgar o papel.

Minha surpresa foi tamanha quando vi o que era o tal presente.

Era um vestido, o mais lindo que eu já tinha visto. Não tinha muito 'fru-fru', era simples e digamos que perfeito para a ocasião de hoje.

Deveria vir mais ou menos até a metade das coxas, e era tomara que caia meu tipo preferido. E o que realmente chamava atenção era sua cor, era de um lilás bem vivo, e era todo bordado, deixando o vestido com um brilho incrível. E tinha pontas saindo da parte de baixo. Olhei para a cama e vi que havia mais coisas no embrulho. Puxei um pano do mesmo tecido do vestido e descobri que era uma esharpe. Muito bonito por sinal, e ainda havia um par de sapatos, que combinavam perfeitamente com o resto da roupa. Sorri e fiquei admirando-a por uns instantes.

Logo fui tomar banho, afinal ninguém merece minha cara amassada de sono. Despi-me e entrei na ducha. Senti um leve arrepio ao sentir a água um pouco fria cair nos meus ombros.

Tomei um banho não muito demorado e sai logo para me trocar, o dia estava lindo, e queria dar uma caminhada para espairecer.

Vesti um shorts jeans, com uma baby-look branca, puis meus tênis e desci as escadas para almoçar, demorei demais nesse tempo.

Nem fiquei surpresa ao ver o Malfoy na mesa, já estava virando rotina e eu finalmente tinha aprendido a ignorá-lo.

Mas hoje não teve muito sucesso, logo que entrei na sala onde fazíamos as refeições, John veio me cumprimentar e dizer aquelas coisas que todos dizem. Não é que eu não goste dele, ele é bem legal, só que como disse, não curto essa idéia de ser lembrada apenas hoje.

Logo atrás veio Dennis, que provavelmente obrigou a Michael fazer o mesmo. E para minha surpresa Malfoy também veio me cumprimentar claro que não me abraçou, e falou apenas um 'Parabéns'. Era uma evolução, digamos que de arquiinimigos, passamos para bem não sei, mas também não importa, é o Malfoy.

O almoço foi muito bom, apesar de ter que agüentar o olhar de Malfoy todo o instante para mim. Eu sei que não sou nenhuma veela, mas veja bem, estou longe de ser um rabo – córneo - húngaro. E eu estava começando a achar que tinha alguma coisa escorrendo do meu nariz, ou algo do tipo. Porque ele não parava de me olhar.

Bem depois do almoço avisei que ia passear no parque, e mamãe adorou a idéia porque foi logo me chutando para fora de casa. Algo bem suspeito vindo dela. Mas eu não estava com cabeça pra pensar nisso. Então apenas aproveitei os raios de sol penetrando na minha pele. Uma coisa particularmente boa.

E lá estava eu, com 22 anos completos, sem namorado, ainda estudando, morando na casa da mamãe, não que eu tenha muito a me queixar, mas não era isso que eu planejava quando tinha uns 13 anos. Mas meu pai sempre dizia:

'A vida nem sempre sai do jeito que agente quer, mas no final, se merecemos, sempre terá um final feliz.' Poético né? Meu pai falava umas coisas bonitas as vezes, e sempre que eu reclamava de algo também.

As horas pareciam ter corrido, quando percebi, já eram 6:30h, e como eu não podia esquecer, em algumas poucas horas, teria uma festa e eu, como aniversariante, deveria simplesmente arrasar. Por isso decidi aparatar no meu quarto, tenho mais privacidade lá.

Tomei um banho mais demorado que o anterior, quando sai já estava bem escuro lá fora. Mas como estava de toalha, não tinha tempo de ficar observando minha bela vista da janela.

Coloquei o vestido, os sapatos, e fui me maquiar.

Certo, eu não era exatamente boa nisso, mas mamãe havia me ensinado, há alguns anos já, um feitiço bem simples, e eu usei.

O resultado foi muito, mais muito gratificante. Não estava nada muito forte, apenas um contorno preto em volta dos olhos, que realçavam bastante, devo dizer. E uma sombra da cor do vestido. Um pouco de batom, e eu realmente achei que estava arrasando. Ainda faltava meu cabelo, olhei no espelho e decidi fazer outro feitiço, ele rapidamente ficou extremamente liso até as pontas, onde ele formava pequenos cachinhos. E daí sim pude dizer que eu estava ARRASANDO. Afinal, é isso que as aniversariantes fazem certo? E apesar de não gostar da idéia, também era uma.

Coloquei o esharpe em volta dos ombros, olhei no relógio, eram 8:10h, achei que estava na hora de descer. Não tinha certeza se alguém já havia chego, mas estava muito ansiosa, e então decidi descer.

Estava descendo a escada quando senti um frio na minha barriga. Olhei para a sala, e percebi que já haviam chega algumas pessoas. Meu coração começou a disparar, olhei rapidamente para todos, mas meu olhar parou assim que senti um flash na minha cara.

Era Dennis, brincando de fotografo e agora dizia:

-Sorria Gina, você esta realmente encantadora.

Sorri e não pude deixar de ficar corada, ora não era todo dia que me diziam que estava encantadora!

Continuei descendo e percebi que Malfoy não estava, senti um aperto no coração, mas afinal, porque diabos estava pensando nele?

Meu pensamento se dissipou quando vi mamãe correndo em minha direção com dois ruivos, que eu conhecia e muito. Sorri abertamente quando vi em minha frente meus irmãos, Fred e Jorge. Sabe, quando morávamos na toca, era com eles que eu melhor me dava, então não pude deixar de pular nos pescoço deles.

-Vocês vieram! – berrei no ouvido de Jorge.

-Maninha, até parece que não nos conhece!– começou ele.

-Acha que perderíamos a festa de nossa irmã preferida? – disse Fred rindo. Claro que era a irmã preferida deles, a única que eles tinham, do sexo feminino, claro. Eu apenas sorri e Fred disse novamente:

-Ah, quase esquecemos do presente! – e me entregou um embrulho relativamente grande. Olhei para eles, sorri e falei:

-Bem, posso abrir depois certo?

-Como preferir maninha. – disse Jorge. E continuou. – ah, quase me esqueci, Kate e Emmy, vieram conosco. – disse ele terminando com um sorriso bem patético, aqueles de 'apaixonados'. E eu só pude dizer:

-Que ótimo! – não é que não gostasse delas, mas bem, eu posso dizer que sou um pouco ciumenta, e também são meus irmãos oras! Quem não teria ciúmes?

Logo fui conversar com o resto da festa. Primeiro fui cumprimentando, digamos que os mais velhos. Logo em seguida, fui para os mais próximos sabe? E ainda não tinha chegado muita gente, e os únicos irmãos que tinham chegado já eram, Carlinhos com sua noiva Nate, Percy com Hilary. E claro, Fred e Jorge, com Kate e Emmy. Bem não estavam todos ali, mas sabia que eles viriam.

John veio falar comigo e me apresentou suas amigas, sim, ele trouxe duas. Ok quem se importa que eu nem conhecia metade das pessoas da festa, que por sinal era minha!

Bem conversamos um pouco, mas logo a campainha tocou e lógico, fui ficar ao lado da porta caso fosse alguém que eu estivesse com saudades, e bem, pular no pescoço da pessoa.

Realmente, era alguém que eu estava morta de saudades e louca por abraçar, era meu irmão mais novo, mesmo assim, mais velho que eu. Rony, e chegara acompanhado de sua, e digamos que finalmente, namorada e uma de minhas melhores amigas, Hermione.

-AHHHHHHHHHHHHH- foi a única coisa que saiu da minha boca quando vi os dois ali, parados na minha frente de mãos dadas. Abri um sorriso bem grande e Rony foi o primeiro a me abraçar. E disse:

-Feliz aniversario Gina!

-Parabéns, e sei que tudo que você quer vai acontecer! – disse Mione em seguida. Sorri novamente e mais uma vez pulei nos pescoços deles, poxa eu estava feliz.

Ganhei dois presentes, um de Mione, que pelo formato parecia um livro, e algo bem pesado de Rony. Sorri e logo um elfo pegou os pacotes e, pois em algum lugar.

Rony foi falar com o resto da família e Mione ficou ali comigo conversando.

-Iai Gina, como anda o coração? – certo, odiava quando ficavam interrogando o fato de sabe, e não ter um namorado. Então respondi:

-Não começa Mi, você sabe que eu estou bem sozinha. – e enfatizei bem o SOZINHA. Mas ela não se deu por contente e continuou:

-ah Gina, e o tal gatinho amigo do Harry? Poxa me falaram que você dispensou o cara, assim sem mais nem menos. Porque foi afinal?

-Olha, eu simplesmente não gosto dele. - estava sendo bem grossa para ver se ela mudava de assunto, mas acho que essas indiretas não funcionavam com Mione, porque ela continuava.

-Tá e porque motivo você dispensaria um cara gato daqueles, e pelo que sei, era bem legal. – o.k. ela me pegou, não tinha motivo. Mas ninguém entendia que eu me sentia bem assim. Claro seria bom ter um namorado de vez em quando, para saber fazer aquelas coisas de namorados, como beijar, por exemplo. Mas eu não estava tão necessitada... Estava?

-Olha Mi, vamos mudar de assunto? – e nesse minuto, a campainha soou mais uma vez! Salva pelo gongo! E fui logo abrir a porta

Sorri ao ver quem era. Luna estava linda, e agora também namorando, e a bastante tempo, desde os tempos de Hogwarts com Neville. Sorri e abracei os dois enquanto me desejavam parabéns e todas aquelas coisas que você diz quando algum faz aniversario.

Atrás deles estava Harry, uma bela garota de cabelos loiros, que eu não sabia quem era, assim como grande parte da festa, e aquele tal amigo dele, Bernard. Este estava realmente lindo.

Os cabelos castanhos claros meio bagunçados contrastando com os olhos cor de mel, e digamos que ele tinha um corpo bem definido. Realmente não era de se jogar fora, mas eu não estava afim, pra mim precisa de mais que um sorriso bonito, entende?

Harry me abraçou e disse para Bernard:

-Olha, a cada dia ela fica mais linda, não acha Bernard?

Este por sua vez me olhou de cima em baixo, fazendo me corar e disse:

-ela está realmente perfeita! – o.k. ele era um doce, e isso as vezes enjoa, por isso acha que nunca daria certo então apenas sorri, com o rosto vermelho e fechei a porta logo em seguida.

Respirei fundo e pude perceber que até que a festa estava animada, todo mundo conversava animadamente e se serviam de alguns canapés, bem ainda não tinha musica e decidi pegar meus cd's no quarto, uns que Mione sempre me dava de aniversario.

Subi rapidamente para o quarto e enquanto estava fechando a porta novamente, escutei a campainha soar. Não daria tempo de abrir a porta, e não conseguia pensar quem seria, afinal todos que eu conhecia, já haviam chego. Então quando eu estava no topo da escada vi mamãe abrir a porta.

Devo dizer que meu queixo quase foi pro chão quando vi quem estava atrás dela.

Era nada menos que Draco Malfoy, não sei porque, mas de repente senti meu coração disparar. Eu o olhei e não conseguia mais parar, ele estava mais lindo do que tudo. E não era exagero, ele agora parecia encabulado com o meu olhar, quem diria um Malfoy...

Mas não o culpo, estava difícil de parar de olhá-lo e logo que recobrei a consciência comecei a descer a escada com o coração martelando no meu peito a cada passo.




N/A Ainda tem mais um hoje! :D

Gente, se ocorrer alguma falha na colagem, me avisem... Pq quando passo do word para cá, às vezes, surgem probleminhas...

beijinhos,


Flora Sly.

Capítulo 5: Estranhas Sensações

AVISO:

A partir desse capítulo, não está betado... perdoem os erros... Quando tiver mais tempo, corrijo aqui. Ok?
Enjoy. x)

beijos, Flora Sly


Essa foi uma semana bem cheia, não via a hora de chegar sexta, e finalmente ela chegou. E se você se perguntar porque ela foi cheia, bem de onde devo começar?

Ah sim, o meu 'querido' vizinho, é a última pessoa que eu gostaria de ver na face da Terra, e além dele ficar enfurnado aqui em casa todo dia, eu ainda tenho que aturar ele e o seu grupinho sanguessuga. E só pra melhorar a situação, ele leu o meu caderninho de poemas, e isso foi realmente incomodo e se você acha que acabou por ai, se enganou, eu ainda tive que trabalhar com ele em um projeto, foi realmente muito difícil, mas eu estou me superando na arte de 'aturar Malfoy'. Fora isso, posso dizer que esta tudo indo normal.

Se normal quiser dizer, que tem um garoto simplesmente lindo na sua sala de aula, e ele parece acreditar que vocês formam um casal realmente legal, exceto pelo fato de que talvez namorar um cara que se preocupa mais com o cabelo do que com a namorada não seja a melhor escolha. É, eu não via a hora de chegar sexta-feira.

E o bom de chegar sexta é que, o dia que se sucede, é sábado, e neste em especial, só há uma coisa a me incomodar. É meu aniversário. Nunca fui muito com a cara de fazer aniversários, por isso não estou tão animada...

Meu dia não começou muito bem, como dizem os trouxas, levantei com o pé esquerdo, então, foi exatamente isso que aconteceu.

Estava tudo indo bem, acordei como de costume, tomei meu café da manhã, e me dirigi ao carro de Michael. Tudo como numa simples manhã, eu achava isso até chegar à escola.

Sabe, foi bem legal no começo ter o Bernard atrás de mim. Afinal, não era todo dia que um garoto lindo se interessava por mim.

E era muito divertido ver aquelas parasitas de Malfoy's se roendo de raiva por eu estar recebendo as atenções deles. Mas só depois percebi que beleza não era tudo, sério, existem certas pessoas que deveriam permanecer constantemente caladas. Uma delas é Bernard, ele conseguiu ser mais convencido que o Malfoy, e olha que eu pensei que isso fosse impossível. Ele é aquelas caras bonitinhas e sem papo. Em todas essas 'amáveis' horas que passamos juntos, só consegui descobrir qual é o xampu que ele usa, como se eu me interessasse.

e isso quando ele não desembucha a falar de Quadribol, o.k., eu amo quadribol, mas ele só fala isso, a cada frase completa que ele diz, ou são sobre quadribol e Harry Potter, que por sinal é amigo dele, ou ele fala de como ele é bonito e essas coisas.

Não daria para namorar um garoto que prefere o próprio cabelo. Mas de qualquer forma, era divertido observar as sangue sugas do Malfoy se roendo de raiva, e se posso dizer que ele também.

-Gina! – disse uma voz atrás de mim assim que eu acabara de sair do carro. Quando me virei tive vontade de sair correndo, mas tarde demais, ele já estava a 5 passos de distância. E o cara não era tão burro. Até que se prove o contrario.

-Er...Oi! – disse eu vacilante.

-Eu falei com o Harry ontem! – começou ele. Eu disse que de 5 palavras 4 são Harry.

-Que legal! – eu disse naquele tom de estou pouco me lixando, mas acho que ele não percebeu, pois continuou:

-Ele me disse que amanhã é seu aniversário. E estava pensando se você vai fazer algo... – o.k. ele queria que eu o chamasse para a minha festa, tudo bem, não tem festa, mas mamãe disse que posso chamar quem eu quiser para um jantarzinho... Será que eu quero esse modelo de xampu de cabelos no meu jantar de aniversário? Bem, eu normalmente não tenho poder sobre minha boca, então eu apenas disse:

-Vai ter um jantar lá em casa, se quiser aparece. – e sai andando sem dar mais explicações, logo ele ia começar a falar de como ele rebateu dois balaços, e eu definitivamente não estava com cabeça para isso.

Mas minha idéia não foi muito boa, ele logo me seguiu. E eu tentava desesperadamente despista-lo, mas tentavas em vão. Isso até chegar uma sanguessuga Malfoy, pega-lo pelo braço e leva-lo para longe. Nunca fiquei tão aliciada de cruzar com uma delas.

Estava indo abrindo a porta do meu armário quando senti alguém fecha-la atrás de mim. Me virei rapidamente pensando em socar a criança, e me deparei nada menos do que com o Malfoy.

Sério, deveria existir uma lei que proibisse os inimigos de serem tão gatos. E eu tinha todas as palavras na ponta da língua, mas como eu já disse, minha boca não costuma obedecer meu cérebro. Então, lá estava eu, entre aqueles braços bem definidos, encurralada no meu armário. Aquele perfume dele começou a invadir minha narinas, e eu já estava achando que se não saísse dali bem rápido, eu não poderia me responsabilizar pelos meus atos.

-Ora, ora cadê seu namoradinho Weasley?

-Ele não é meu namorado.

-Não é o que parece. – como eu poderia namorar com um cara entende mais de roupas que eu? Mas claro que eu não ia o deixar saber. Não quero dar esse gostinho a Malfoy.

-Me poupe das suas observações.

-Vocês só andam juntos desde que ele chegou. E ainda diz que não tem nada com ele.

-Desde quando com quem eu saio te interessa? Faça-me o favor e desapareça. – e assim eu empurrei um dos seus braços e sai o mais rápido possível, o que não foi tão rápido, pois logo ele estava atrás de mim.

-Sabia que é falta de educação deixar os outros falando sozinhos?

-Há! – disse eu o mais irônica possível. – Desde quando você é o rei da educação?

-Eu tenho classe, diferente de você.

-Então vá você e sua classe pra Cornoalha. – às vezes eu me surpreendo como eu sei ser grossa.

-Assim você me magoa! – mais cínico, impossível, ele estava me dando nos nervos. Eu não precisava ter outro idiota atrás de mim. Por Merlin, o que eu fiz para merecer isso?

-Vá caçar sapos de chocolate Malfoy.

-Weasley, Weasley... Não seja tão rude. – parei de andar e me virei para ele. É realmente impressionante como ele consegue ser tão lindo, mas em compensação é um idiota de primeira.

-Malfoy, eu te aturo todo dia, será que você não poderia me deixar sozinha pelo menos agora?

-Não! – revirei os olhos, que diabos ele queria afinal?

-E posso saber o motivo?

-Acabei de falar com o professor Edward... – começou ele. – E ele me disse que já viu todos os projetos.

-E? – continuei nunca quis tanto conversar com um Malfoy.

-E que você não quer falar comigo... – dá pra acreditar em como ele é? Revirei os olhos mais uma vez e seu olhar encontrou o meu.

-O.k. você não vai dizer? – minha cara deve ter sido assustadora, pois ele acrescentou.

- Ele apenas disse que o nosso trabalho estava ótimo, bem escrito, bem elaborado, e a minha idéia foi ótima. – terminando a frase ele fez um sorriso bem falso.

-Sua idéia uma ova. A idéia foi NOSSA.

-Ei, calma Weasley... – ele não terminou de falar pois logo me seguida o sinal bateu, e eu estava aliviada de não ter que olhar na cara dele pelo menos na sala.

Em segundos os corredores se esvaziaram e Malfoy já havia voltado ao grupinho sanguessuga. E Bernard, para meu azar, se juntou a mim, novamente.

As horas pareciam se arrastar, talvez fosse apenas ansiedade para a última aula, que seria do Sr. Edward, ou pelo fato de Bernard estar do meu lado falando de umas coisas sem pé nem cabeça.

Mas finalmente a última aula chegou, e classe estava um tanto quanto quieta. E principalmente quando o professor anunciou que já tinha as decisões do estagio, e primeiro comentaria todos os projetos.

Tive pena das minhas unhas, roí todas, e mesmo assim a sensação das borboletas passeando na minha barriga não diminuía.

E como o Malfoy tinha dito, ele realmente elogiou bastante nosso trabalho, o que me deixou um pouco mais aliviada.

-Bem senhores – começou ele aumentando a voz fazendo assim com que todos se calassem. Eu olhei rapidamente para Malfoy, pude ver um ligeiro nervosismo passar em sal face, mas ele não era lá de demonstrar o que sentia...

-Devo dizer que todos os trabalhos estavam excelentes – meu coração já estava no esôfago, ele podia pular a parte de todos são vencedores... – mas só teremos vaga para dois estagiários. – acho que se eu tentar falar algo meu coração sai junto, porque ele enrola?

-E sem mais delongas... – agora ele diz isso? – o estagio no 'Profeta Diário', vai para a Srta. Weasley e o Sr. Malfoy.

-ISSO! – foi a única coisa que eu consegui dizer, ou melhor berrar, tudo bem, eu levantei num salto, mas não era todo dia que eu ganhava estágios no jornal bruxo mais lido da Inglaterra.

-Devo parabenisar a todos, e gostaria de dar mais informações ao Srs. – ele olhou para mim e para o Malfoy, que tinha um belo sorriso estampado no rosto, era impressionante como ele ficava ainda mais lindo sorrindo. – então, gostaria de pedir aos Srs. Que ficassem um pouco mais comigo, depois que bater o sinal, e lhe darei as informações que precisam. – apenas afirmei com a cabeça. Queria ter certeza que não era um sonho. É não podia ser, Malfoy estava lá.

O sinal tocou, recebi muitos parabéns, e abraços, mas claro que Malfoy recebeu o dobro, mais devo dizer que um abraço meu valia por 5 do que ele recebia.

Todos já haviam se retirado e só ouvi Michael dizendo algo para Malfoy que logo se juntou a mim e ao professor.

- Meus parabéns aos dois, realmente o trabalho estava fantástico, e como havia falado, vocês vão fazer um estagio, não por muito tempo, mas tenho certeza que quando se formarem, já terão emprego garantido.

Eu não conseguia parar de sorrir, sentia ele se formar naturalmente, fazia tempos que não me sentia tão bem, e apesar de tentar disfarçar, eu sei que Malfoy também se sentia assim, afinal, ele deve ter um coração.

O professor nos explicou algumas coisas sobre como deveríamos agir, e o que faríamos, e depois se despediu, nos deixando a sós.

Peguei minhas coisas e fui o mais rápido possível em direção a porta, minhas ultimas experiências diziam que ficar numa sala sozinha com Malfoy, não era boa coisa.

Mas senti algo agarrar meu braço, ou melhor alguém, olhei para trás e vi que era ele me prendendo. Depois de segundos de delírios, recobrei a consciência e fui logo falando:

-Me solta Malfoy!

-Não, você vai comigo!

-Há, porque você acha que eu iria com você?

-Porque Michael teve que ir já e me pediu que te levasse.

-Ah, e você vai me levar como? Não lembro de você vir de carro, e eu sei aparatar ok?

-Não me interessa, eu prometi...

-E desde quando você é tão honesto?

-Olha Weasley não reclama.

-Ta, mais só me diz uma coisa, como você pretende me levar? Andando? Eu já vou avisar que não pretendo ir para casa com a sua companhia...

-Não seja tonta, seria mais de meia hora andando!

Eu não havia percebido, mas no meio da discussão acabamos muito próximos, tão próximos que eu ouvia até sua respiração.

Ninguém falou por alguns segundos, estávamos próximos demais, e uma vozinha na minha cabeça gritava 'perigo, perigo!' mas o resto do meu corpo parecia não compreender aquilo. Aqueles olhos, me faziam perder a consciência, aquele cheiro que invadiam minhas narinas me fazia entrar em transe. Mas eu não podia deixar aquilo acontecer, afinal, ele era nada menos do que Draco Malfoy, o garoto que passou a minha adolescência inteira me atormentando e eu estaria mesmo prestes a beijá-lo?

-Srs.? – uma voz ecôo na sala. Olhei desesperada para a porta e lá estava o Sr. Edward, era uma das únicas vezes que ficava feliz em vê-lo. Ninguém ousou falar nada. Ele só fez um sinal para sairmos da sala, certamente não queria ninguém se agarrando ali.

Eu ainda estava meio zonza, quando Malfoy falou:

-Então vamos?

-Olha, eu não sei porque você não simplifica, eu aparato na minha casa e você na sua.

-Eu te levo para casa nem que seja no colo Weasley.

-Há. – disse o mais sarcástica possível.

E antes que eu pudesse fazer algo, senti meu corpo sendo levantado. Eu não sabia se ria ou batia nele, só sei que num segundo estava sendo levantada pelo Malfoy.

-Nunca duvide de um Malfoy, Weasley!

-Ah Malfoy, você provou que é forte... Me solta!

-De jeito nenhum. - disse ele me encarando, eu sentia meu rosto queimar de vergonha, era meio constrangedor ser carregada por ele.

E assim ele me levou até o pátio da escola bem afastado e aparatamos.

Eu não conseguia parar de rir, apesar de ser meio desconfortante ser carregada por ele, era algo bastante engraçado.

Até aparatarmos no meu quarto. Eu olhei meu feio para ele, mas ele logo acrescentou:

-Entregue! - ele falou como se ele fosse um entregador de pizza, e no momento eu deveria ser a pizza.

-Há que engraçado! – falei sarcástica. Ainda nos braços dele.

E em vez de pensar que ele era um metido insuportável, eu pensava em cenas românticas, daquelas que o herói trás a mocinha nos braços e a coloca delicadamente na cama.

Mas como o Malfoy ta longe de ser Herói, e eu mocinha. Não foi isso que aconteceu.

Ele me atirou na cama, e tive que me agarrar nos lençóis para não ir para o chão.

Olhei feio para ele e acrescentei:

-Obrigada! – e sorri o mais falsamente possível. E ele retribuiu o sorriso.

-Agora que a ruiva está em lugar seguro, vou para casa e parar de salvar o mundo por hoje.

-Há e mais há. – disse eu ainda sentada torta na cama.

-Ora Weasley, confessa que você ainda queria estar em meus braços. – acho que ser mais modesto seria impossível né?

-Ah vá caçar sapos de chocolate Malfoy.

-Weasley você tem que aprender a não duvidar de um Malfoy!

-E você precisa cair na realidade. E ver que não soa todas as garotas que estão ao seu pé.

-Posso até não ter todas aos meus pés, mas eu também não disse que queria todas. Para mim basta uma querer. – Seria possível um Malfoy admitindo que ama alguém? É muito para uma sexta feira certo?

-E posso saber quem é a tal azarada?

-eu não disse que escolhi alguém disse?

-Você deu a entender...

-Então aconselho a você praticar leglimência, você é péssima.

E assim ele saiu, fazendo barulho ao passar pela porta.

Não seria possível que um Malfoy pudesse amar... Seria?

Não sei qual porque mais essa noticia definitivamente mexeu comigo.

Azar o da garota, não é da minha conta de quem o Malfoy gosta ou deixa de gostar. É?

Afundei na cama com a cabeça borbulhando, de repente minha vontade só foi de ficar ali parada pensando. As vezes faz bem refletir o rumo que as coisas estão tomando, e eu estava precisando ver isso, antes de perder o controle, não só da vida, mas do meu coração. Se é que se pode controlar os sentimentos. E definitivamente eu precisa aprender o mais rápido possível.

Avisos Básicos - LEIA!

Bom,

Eu tinha tentado mudar o rumo da fic, a partir do capítulo 5, vou postar o original dela...

Enjoy =)

E segue aqui a capa para quem nunca viu!



Ah, vou colocar o vídeo da música em que a fic é baseada.
A cantora é LeAnn Rimes e a música é The Right kind of wrong...



beijinhos, flores.


Flora Sly*

Capítulo 4: Mudanças?

No dia seguinte, eu estava me sentindo ligeiramente estranha.

Passar o tempo fazendo trabalho com o Draco. Digo, Malfoy, não foi tão ruim.

Eu até tinha levado minha varinha, no caso de precisar. Sabe como é, eu sei que crescemos, mas tem coisas que nunca mudam.

Quando desci para tomar café, todos já estavam na mesa. Eu devia ter dormido demais.

Sou sempre a primeira a acordar e bem, até Michael estava tomando café já.

-Conseguiram não se matar ontem? – ouvi John perguntar animado.

-Claro. – eu disse baixinho. Não queria que minha mãe viesse com perguntas.

-Afinal, qual é a de vocês? – ele perguntou me passando o jarro de suco de abóbora.

-Digamos que, não nos dávamos bem em Hogwarts. – eu disse simples.

Ele não precisava saber de toda a história.

-Sonserinos e Grifinórios são inimigos por natureza. – completei.

Ele deu de ombros. John e Michael não estudaram em Hogwarts, os dois pertenciam a uma escola de magia americana.

A família só se mudou para cá quando a mãe deles faleceu. E bem, o resto você pode imaginar.

Nossos pais se conheceram em um evento comemorativo. Todo ano nós festejávamos o dia que Você-sabe-quem caiu.

Era algo que tínhamos que nos orgulhar, certo?

E bem, desde então minha mãe anda mais feliz. Ela até voltou a cantar enquanto cozinha. Muito desafinado por sinal.

-Gininha, - minha mãe começou, odiava quanto ela me chamava assim. – você foi rude com o menino Malfoy? – às vezes ela me tratava como se eu tivesse cinco anos.

-Não, mãe. – respondi ríspida.

-Ah, que bom. Ele se tornou um amor de garoto, não acha? – ela disse me olhando com uma cara de "vai, vocês deveriam sair".

-Hã? Amor de pessoa? – céus, estávamos mesmo falando de Draco Malfoy?

-Gina, as pessoas mudam. – ela disse simples. Sério, ela tem problemas. Eu amo minha mãe, mas tem dias... Nem Merlin aguentaria.

Engoli o resto do meu café e segui os meninos até o carro. Malfoy já estava encostado no carro com um par de óculos escuros no rosto.

Que – diga-se de passagem – deixava ele ainda mais gato.

Mas ele ainda era o Malfoy. Aquele ser irritante, prepotente e que atormentou grande parte da minha infância.

Entrei no carro sem nem ao menos dar bom dia. Por que ele não ia com o próprio carro?

Assim que chegamos na escola, vi um grupo de garotas reunidas. Elas berravam alto e soltavam risadas histéricas.

Merlin devia estar ali, ou porque desse barulho?

Quando nos aproximamos da roda, sim, Malfoy estava comigo, e Michael também.

Vi nada menos que Harry e um amigo. Esse amigo era bem bonitão, sabe, tipo aqueles modelos trouxas. Não era uma pessoa totalmente estranha.

Acenei para ele. Harry abriu um sorriso ao me ver e atravessou a pequena multidão de garotas oferecidas para vir falar comigo.

Há. Mas eu sabia que não tinha nada demais. Éramos amigos. Quase irmãos, sabe, fomos criados juntos e coisa e tal.

- Que saudade! – ele disse me abraçando forte.

Sorri. Ele não tinha mudado nada. Os mesmos cabelos bagunçados, os óculos, e aqueles olhos verdes.

-Eu também. – respondi vermelha. Já que agora todos pareciam estar interessados na nossa conversa. – Como vai a carreira de auror? – perguntei.

-Melhor que nunca. Estou voltando, vou ocupar um cargo no Ministério. – sorri. Isso era bem bacana e totalmente a cara dele.

-Parabéns, Harry. – e o abracei de novo.

O sinal tocou. Estava quase decidindo bolar a aula e ficar de papo furado com Harry quando senti alguém atrás de mim.

-Weasley, vamos? – ouvi Draco chamar. Quem ele achava que era para me dar ordens?

-Não, obrigada. – eu disse ignorando-o.

Ele bufou irritado.

-Olha, eu não quero fazer isso tanto quanto você. – ele apontou para nós. – mas eu quero essa droga de estágio. Certo? – e saiu me deixando atônita.

-Perdi alguma coisa? – Harry perguntou sem graça.

-Não. Ele continua o mesmo babaca. – uma súbita fúria estava me invadindo. Meu sangue fervia nas minhas veias.

-Se acalme. – ele disse abrindo um sorriso. – Vá para a aula. Mais tarde eu passo na sua nova casa. Tenho outras novidades. – e daí ele me deu um breve abraço e saiu.

Harry virara um amigo muito legal. Suspirei irritada. Mais um dia aturando o Malfoy.

~~D/G~~

Quando cheguei à classe, todos já estavam sentados, e o professor começava a discursar sobre algo.

Sentei no meu lugar costumeiro. Dei um aceno para Jack e para Suze. Olhei de rabo de olho para o Draco.

Ele parecia muito concentrado na aula. Ele me encarou do nada, tomei um susto. Sabe aquela sensação de estar fazendo o que não devia?

E por que diabos meu estômago estava se revirando?

Céus. Eu estava mesmo com problemas. Precisava ser internada urgente.

A aula estava monótona e chata. Eu estava me sentindo levemente irritada. E eu nem sabia o por quê.

Ou achava que não.

O resto do dia passou tranqüilo. Não via a hora de voltar para casa.

Tinha que avisar minha mãe sobre Harry. Era algo que ela gostaria de saber.

-Você é bem amiga do Potter né? – John comentou no carro.

-Ele é praticamente da minha família. – eu disse feliz.

-Eles não sabem do seu romancezinho com ele? – Draco falou malicioso.

Senti minhas bochechas queimarem. Ele tinha que falar de novo sobre isso?

-Cala a boca, Malfoy. – foi a única coisa que meu cérebro conseguiu processar.

John me olhava divertido. –Nunca tivemos nada. – eu disse olhando sério para ele.

-Tudo bem. De qualquer forma, deve ser bem legal ser amiga dele. – John comentou.

-E é. Mas não por causa da fama. Ele é uma boa pessoa. – comentei.

-Ele vai em casa hoje? – Michael estava subitamente interessado.

-Foi o que ele disse. – ouvi o Malfoy suspirar. Talvez isso deixasse ele longe por pelo menos um dia.

Quando Michael parou o carro na porta da Mansão do Malfoy, sorri feliz. Seria o primeiro dia, desde que cheguei aqui, a ficar sem a sua amável companhia.

-Ah, eu vou com vocês. – ele disse olhando para o banco de trás.

Não pude evitar de arregalar os olhos.

-Você não tem mais o que fazer? – perguntei sem rodeios.

Ele estava testando minha paciência. E ela não era muito grande.

-Nós temos que terminar um trabalho, então – ele fez uma pausa. – se você puder não ficar namorando, nós podemos terminar isso o mais rápido possível.

Bufei. Sério, eu estava cogitando a hipótese de não fazer esse trabalho.

Mas eu não era tão idiota assim. Eu acho.

-Malfoy, - falei assim que Michael parou o carro. – Me espera na sala.

Nem olhei para trás. Mas pude sentir o seu olhar me acompanhando.

~~D/G~~

Depois de me trocar, e enrolar o máximo que pude no meu quarto. Desci para encontrar o mala. Digo, Malfoy.

E adivinha quem estava conversando animadamente com ele?

Sim. Minha mãe estava toda cheia de sorrisos. Rolei os olhos.

-Gininha! – ela disse feliz a me ver. – O Draco estava me contando do trabalho de vocês. – forcei um sorriso.

-É, ótimo. – eu disse ácida.

-Não seja rude. – ela me lançou um olhar feio. – aposto que vocês vão tirar uma nota excelente.

-Certo. Vamos? – eu disse olhando para ele.

-Obrigado pelo convite, mais uma vez. – ele disse cumprimentando minha mãe.

Que convite? E porque ele tinha que se fazer de legal para ela?

Eu nunca vou entender como aquele mente doente funciona.

-Mãe. – eu disse antes de sair da sala. – Harry voltou de viagem. – ela abriu um enorme sorriso. – E vem jantar aqui hoje.

E antes que ela começasse a tagarelar, sai dali. Aturar o Malfoy mais uma vez já seria bem chato.

-Que convite é esse? – eu quis saber assim que estávamos longe dela.

-Para uma festa que ela está organizando. Acho que o noivado do seu irmão. – ele falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

-E porque você iria querer ficar no noivado do meu irmão? – eu disse achando aquilo estranho demais.

-Eu gosto da sua mãe. – ele disse como se aquilo fosse óbvio. – E claro, tenho uma amizade antiga com o Dennis. Meu pai tinha negócios com ele.

Mesmo assim. Aquilo não explicava tudo. Sério. Ron não iria gostar de saber que o Malfoy estaria na sua festa.

Tentei não pensar mais naquilo e me concentrar na tarefa.

-Fiz uma lista de perguntas para o Ministro. – comecei entregando meu caderno a ele. – Marcou a entrevista?

Ele pegou o caderno e começou a ler.

-Falei com o assessor de relacionamento dele hoje. Ele ficou de me dar uma resposta até o final da tarde.

-ótimo. – eu disse me sentindo mais tranquila.

Finalmente, eu estava achando que aquilo ia funcionar.

Sorri satisfeita.

-Sabe, Malfoy, talvez não seja tão ruim. – eu disse, sabe-se lá por que.

Eu devo estar com distúrbios. E sérios.

-Eu sei que você deve adorar passar esse tempo comigo, mas eu não vejo a hora de acabar. – ele disse azedo como sempre.

Bufei. Por que é mesmo que eu estava tentando ser legal?

-Digo o mesmo. Mas eu ainda vou ter que te aguentar na minha casa todo dia. – respondi grossa.

Ele não era o único que sabia ser insuportável.

-Não seja convencida. Eu venho nessa casa muito antes dela ser sua. – ele não podia me deixar ser a última a falar?

-É? Então, divirta-se nela. – e daí eu deixei ele plantado no meio da sala de estudos.

Mas eu não consegui fazer uma saída dramática como estava planejando.

Eu tropecei em uma das dobras do tapete. E o resto você pode imaginar.

Cai no chão igual a bosta de dragão. E claro, o Malfoy rolou de rir da cena.

Eu devia estar da cor dos meus cabelos.

Juntei o restinho de dignidade que havia sobrado em mim. Levantei sem olhar para trás e sai dali.

Por que eu sempre bancava a esquisita perto dele?

Não que eu quisesse impressioná-lo, mas só de não bancar a tonta eu estaria feliz.

Merlin não deve ir com a minha cara.

Decidi ir me trocar. Harry não iria demorar a chegar.

Não que eu fosse me arrumar por causa dele.

Claro que não. Eu não tenho mais onze anos. Sou uma mulher adulta e madura.

Isso, madura.

~~D/G~~

Um elfo simpático veio me avisar que muitas visitas estavam na sala.

Harry deve ter trazido companhias. Bem que poderia ser aquele amigo gato dele que eu vi na Academia.

Tratei de parar de pensar nisso e fui até a sala.

Levei um susto quando entrei na sala. Harry estava lá, e o tal garoto bonitão. E eles estavam conversando, com o Malfoy.

Eu devia estar em algum Universo Paralelo louco.

Eu não podia ser a única a lembrar dele nos tempos de escola.

-Gina! – Harry me chamou assim que coloquei os pés na sala.

-Oi. – eu disse sem graça. Até o Harry?

-Puxa, você está linda. – ele comentou. – Ah, esse aqui é o Bernard. – ele disse me apresentando o moreno gato.

Sorri simpática.

-Que surpresa, Malfoy. – eu disse com desdém.

-Não resisto aos convites da sua mãe. – ele disse simples e deu aquele sorriso torto.

Ignorei-o.

-Harry, quer conhecer a casa? – perguntei tentando me animar e esquecer da presença dele ali.

Harry aceitou e mostrei algumas coisas para ele e Bernard.

No meio do nosso "tour", ele decidiu me interrogar.

-O que está rolando entre você e o Draco? – ele estava falando sério?

-Não há nada entre nós. – respondi automaticamente.

-Eu entendi isso. Mas, céus, vocês não conseguem conversar normal um segundo só? – ele perguntou.

-Você falou com a minha mãe? – só podia ser ela a delatora.

-Também, Gina. Mas é porque nos preocupamos com você. – ele disse tentando me acalmar.

-Harry, ele é um Malfoy. Ou melhor, é o Malfoy. Lembra de Hogwarts? – eu disse explicando com calma.

-Eu sei, Gina. Só que as coisas mudaram depois da guerra. Sem a ajuda deles não iríamos conseguir. Você sabe. – é, eu sabia.

Mas não era por isso que seriamos melhores amigos.

-Mas ele continua me provocando, Harry. – eu falei fazendo um beicinho.

-E é só isso? – ele estava começando a me tirar do sério.

-O que mais poderia ser? – perguntei.

-Sei lá, Gina. Só tome cuidado, ok? – certo, eu não sabia mais do que estávamos falando.

Desisti de conversar com Harry. Talvez o amigo dele fosse mais interessante.

~~D/G~~

Bernard se formou com Harry da Academia de aurores, e agora, estava indo trabalhar também no ministério.

Ele não era muito interessante. Quer dizer, ele ficava falando dele, e da Academia e de como era legal sair com Harry Potter.

Eu estava quase perguntando se rolava algo entre eles. Ironias a parte.

O jantar foi até que tranquilo.

Ignorei o Malfoy o máximo que pude. Inclusive na hora que ele me pediu suco de abóbora.

O que minha mãe classificou como nada educado.

Mas estávamos falando do Malfoy. Eu não precisava ser educada com ele.

-Gina, quer ir com a gente em uma boate? – ouvi John falar depois do jantar.

-A ideia parece boa. Amanhã é sábado. – pensei em voz alta.

-Grande dedução. – esse foi Draco.

Ignore. Ignore. Ignore. Repeti como um mantra.

-Você vai, Harry? – perguntei mantendo meu foco.

-Pode ser uma boa.

Sorri. Talvez fosse legal sair com eles.

-Só vou trocar de roupa. - anunciei e sai correndo escada acima.

~~D/G~~

A boate era bruxa e estava lotada. Fazia tempo que eu não ia a uma boate bacana.

Era bom descansar um pouco. Tocava uma música alta das Esquisitonas.

-Vamos no bar. – John berrou na minha orelha.

Segui todos. Claro, Malfoy foi junto também. E eu estava decidida a ignorá-lo.

Depois de todo mundo pegar um copo de firewhisky, fomos para a pista.

Fiquei dançando ao lado de Harry. Não pude evitar de vê-lo dançar.

Ele era realmente bonito. Sabe, os cabelos loiros ficavam insistindo em cair em seu rosto. E aquilo não parecia incomodá-lo. Nada parecia incomodá-lo.

Quando foi mesmo que eu comecei a reparar no cabelo do Malfoy?

Céus. Desse jeito eu iria mesmo ao St. Mungus.

-Você parece tensa. – Harry comentou no meu ouvido.

-Vou pegar mais firewhisky. – eu disse. Beber sempre melhora.

Ou quase sempre.

Pedi mais um copo para o barman. Voltei a olhar para a pista. E pude ver uma garota se aproximar do Malfoy.

Era uma loira peituda com pouca roupa. Provavelmente, o tipo dele.

Não que eu me importasse. Peguei a minha bebida. E para a minha surpresa, lá estava ele com a língua enfiada na garganta dela.

Suspirei. Isso era um tanto óbvio. Quer dizer, ele iria mesmo acabar ficando com alguém.

Aquilo realmente me irritou. E eu estava mesmo começando a achar que tinha problemas mentais sérios.

Quando ia voltar para perto do grupo, Bernard apareceu.

-Hei, Gina. – ele disse me dando um belo sorriso.

Dei um sorrisinho não muito convincente.

-Você quer dançar? – ele perguntou me surpreendendo.

Pior do que estava não podia ficar. Peguei apenas mais um copo e o segui.

Bernard dançava bem. Era alto e tinha incríveis olhos azuis. Tentei não olhar para o amasso louco que estava acontecendo do nosso lado.

Eles podiam ir a um motel, certo?

Bernard falou alguma coisa que eu não entendi.

-Vamos? – ele berrou.

- O que? – eu não estava muito a fim de papo.

-Para um lugar menos barulhento.

Ele me guiou até um canto perto do bar.

-Você é muito linda. – ele começou me dando aquela olhada.

Senti minhas bochechas ruborizarem. Devia ser a bebida.

-Obrigada. – eu disse sem jeito.

Não era todo dia que caras gatos me elogiavam.

E sem mais nem menos ele me beijou.

Aquilo me pegou de surpresa. Mas não o afastei.

Não me sentia tão a fim dele. Ele era realmente lindo. Mas não sei se era o meu tipo.

Eu nem sei qual é o meu tipo.

Ele tentou aprofundar o beijo e eu deixei.

Mal aquilo não podia fazer.

Ele enlaçou a minha cintura e ficamos assim durante um tempo.

Tentei não pensar mais na cena do outro beijo.

Eu tinha coisas melhores com o que me preocupar.




N/a Hoje posto mais uns dois...

beijinhooos, e até o próximo capítulo!

Flora Sly.*