Certo, minha vida não podia estar pior do que está. Sério, parece que tudo que eu faço dá errado. E se você se pergunta por que, bem vamos ver.
Eu sempre ficava reclamando dizendo que queria ter um namorado e tal, daí eu consegui o tal namorado, e adivinha só, eu preferiria não ter droga de namorado nenhum, e se você me pergunta por que, ah simples, eu não gosto dele. Não me entenda mal, eu gosto do Bernard, mas eu não gosto gosto dele, entende?
E, além disso, minha vida conseguiu virar de ponta cabeça em apenas um mês e meio. Tava tudo indo até bem sabe, eu estava no último ano do meu curso preparatório de jornalismo e eu morava numa casa, que não é tão grande nem tão luxuosa quanto essa, mas era bem legal, e também eu adorava viver só eu e mamãe. Mas daí tudo mudou, nova casa, nova escola, novos membros na família, e de 'brinde' veio o Malfoy... é ele mesmo, o meu inimigo numero um ou sei lá o que. E só pra melhorar essa situação, ele se transformou num tremendo gato. E se você ainda acha isso pouco, experimente conviver com ele praticamente o dia inteiro e ter uma mãe que parece achar que ele seria o genro ideal. Não vou negar, é difícil às vezes resistir à vontade de não 'agarrá-lo', mas como uma boa menina (que tem namorado!) eu me controlo.
Isso não é tudo, sabe pra 'melhorar' minha mãe teve a brilhante idéia de fazer um jantar para conhecer meu novo namorado, e se isso não bastasse, minha mamãe que, diga-se de passagem, tem uma boca muito grande, convidou meu 'querido' inimigo para esse tal jantar.
E é por isso que eu estou jogada na minha cama, em plena tarde de sábado, olhando para o teto e esperando chegar 7:00h, porque ai sim minha humilhação vai estar completa.
Porque com certeza Malfoy vai aparecer aqui com uma daquelas sanguessugas que ficam ao redor dele, e vai dar algum jeito de se exibir. Devo admitir que elas sejam realmente mais bonitas do que eu, mas não é motivo para ele se exibir. Tenho certeza que hoje será uma noite 'inesquecível'. E ainda por cima vou ter que rezar para ninguém fazer uma pergunta muito difícil para Bernard, ele é legal, mas não é nenhum Dumbledore, se é que me entende.
Olhei no relógio que fica na escrivaninha ao lado da minha cama, ainda eram 17h30min h, e eu não agüentava mais ficar olhando para o teto do meu quarto. Foi legal fazer isso, na primeira uma hora, agora já estava tedioso o lugar. Levantei num salto e me olhei no espelho que fica ao lado do guarda roupa. Minha situação estava horrenda. Camisetona, que dobrava meu tamanho, um short jeans e eu cabelo estava num emaranhado de fios, antes isto tinha sido um rabo de cavalo.
Precisa me arrumar, tudo bem que eu não estava ligando para o tal jantar, mas a situação estava critica.
Entrei no banheiro e me despi. Liguei o chuveiro e senti gotas de água geladas entrarem por entre meus poros. Um leve arrepio percorreu meu corpo. Odeio chuveiro com água gelada. Fechei a torneira e esperei um pouco. Abri cautelosamente e água quente caiu sobre meus ombros. Relaxei um pouco ali em baixo. Essa era uma das poucas coisas que conseguiam me deixar relaxada e me fazia não pensar em nada (quase nada!). Fiquei assim por um tempo, sem me mover, apenas sentindo os pingos de água cair nos meus ombros e percorrem o meu corpo. Mas como tudo que é bom dura pouco, (para não dizer que dura quase nada) Minha mãe interrompeu meu breve momento de tranqüilidade.
-Gina, posso entrar amor? – sua voz estava bem baixa, considerando que ela devia estar na porta do quarto e não na do meu banheiro particular (o.k. tem muitas vantagens em morar numa casa como essa. uma delas é poder demorar o quanto eu quiser no banho sem alguém vir reclamar que quer usar. Cada um tem seu banheiro.)
-Claro mamãe. – eu berrei de dentro do boxe. Ela deve ter ouvido, pois ouvi no instante seguinte barulho de porta se abrindo. Mas eu tinha muitas esperanças que quando ela percebesse que eu estava, digamos que ocupada, se retiraria logo.
Mas como eu estava enganada. Pelo menos ela não entrou no banheiro, só ficou falando através da porta. Ela me fez algumas perguntas como, 'o que seu namoradinho prefere comer?' ou 'ele não é alérgico a nada?'
Mamãe deixa eu lhe dizer uma coisa, eu não sei, não quero saber, e tão pouco me interessa! Claro que eu não falei nada disso, apenas pensei, e por um segundo quase falei, mas minha mãe não merecia que eu descarregasse meus problemas nela, sou eu que finalmente está namorando e que não vejo a hora de terminar. E que de repente o garoto que eu estou gostando vai vir na minha casa hoje, trazendo alguma garota linda de morrer e me deixar com muita raiva. Ela não tinha nada a ver com isso, exceto pela parte de que esse querido encontro só vai acontecer porque ela resolveu alem de querer conhecer meu namorado, chamar 'uns amigos' nossos para apreciar esse 'maravilhoso' momento. Mas ela não parou por ai e disse naquele tom de voz que só as mães têm:
-Queria, está tudo bem com você? – claro mamãe, não podia estar melhor, principalmente pela parte de que eu vou aturar o Malfoy o jantar todo gozando da minha cara. Perfeito, exatamente o que eu queria num sábado à noite.
-Sim mamãe, estou um pouco cansada. – não sei se ela acreditou nessa mentira, mas ultimamente eu tenho ficado boa nisso, mentir é claro. Mas se ela engoliu essa historia não sei, só sei que funcionou.
-Tudo bem amor. Estou deixando uma roupa para você aqui na cama, espero que goste.
Odeio quando ela faz isso, me trata como se eu tivesse 9 anos! Poxa eu tenho 22, alguém já notou? Mas não estava com saco para lembrar minha idade, então apenas disse:
-O. K.
E escutei uma porta batendo. Finalmente a sós. Decidi tomar realmente o banho logo. E foi o que eu fiz. Não devo ter demorado muito, quando sai ainda eram 6:45 h. exatamente 45 min. Para a humilhação. Olhei para minha cama e vi a roupa que mamãe havia deixado ali. Na verdade era bem legal, nada de luxuoso. Simples e bonito.
Um vestidinho preto, tubinho, com finas alças falsas. Puis logo o vestido e me olhei no espelho, ficou perfeito. Até que tinha ficado bonitinho em mim. Mas quando cheguei ao rosto e vi o estado do meu cabelo, não pude dizer o mesmo. Peguei a varinha e os sequei e alisei com magia. Um feitiço simples que aprendi nos tempos de Hogwarts. Só faltava agora um sapato e um pouco de maquiagem. Merlin, porque é tão difícil ser mulher?
Puis um rimel, gloss e lápis preto, básico e bonito. Sentei na cama olhei para o chão e vi um par de sandálias pretas ali.
Admirei-as por um minuto. Eram lindas. Salto fino, do tipo agulha, e tinha algumas pedrinhas no fecho. Calcei logo e tentei me equilibrar nelas. Salto alto nunca havia sido meu forte. Olhei-me novamente no espelho. Devo dizer que uma roupa e um pouco de maquiagem fazem mágica. Olhei no relógio e já marcava 7:20, realmente, eu demoro demais para me arrumar. Mas confesso que hoje valera a pena.
Quanto mais à hora se aproximava da hora do tal jantar, mas nervosa eu ficava. Sentia minha palma da mão suando. Olhava para a porta de 5 em 5 minutos. Já eram 7:30h. Minha mãe sorria carinhosamente para mim. E meus meios irmãos e meu padrasto tentavam me deixar mais a vontade. 7:32 h, e nada. Cada minuto a mais era um tormento. Por mais que eu não gostasse, gostasse mesmo, de Bernard, eu queria que minha família gostasse um pouco dele. E queria provar pro Malfoy que não dava a mínima para o fora que tinha tomado dele.
7:35 a Campânia soou. Um elfo doméstico se apressou a abri-la. Eu não ousei olhar para ver quem era. Apenas me levantei do sofá. Estava tão nervosa que sentia minhas pernas bambas. Sabia que deveria ir até a porta e cumprimentar quem quer que fosse. Depois de desamassar as dobras que se formaram no meu vestido quando eu havia sentado, ousei finalmente olhar para a porta. Não era o Malfoy. E não sei por que esperava ser ele. Meu coração que antes martelava fortemente contra minhas costelas, agora havia dado uma acalmada ao ver quem era que acabara de chegar.
Ali na porta parado estava Bernard, mais lindo do que nunca. Vestia uma calça jeans escura e uma camisa preta social, que deixava ele ainda mais gostoso. Sério, eu me orgulhava só de pensar que um garoto todo ' bam bam bam' um dia olhara para mim. Fui até a porta ainda tremendo um pouco e tomando o maior cuidado para não desequilibrar e cair no chão. Só encontro uma palavra para descrevê-lo naquele momento. PERFEITO. Sério, ele trazia numa das mãos um buquê de rosas vermelhas. Eu nunca havia ganhado flores, pelo menos não de um garoto. E foi a coisa mais fofa desse mundo.
Aproximei-me dele e ele me entregou o buquê. Sorri e agradeci a gentileza. Em seguida dei ao elfo que estava ali do lado. Dei apenas um beijo de leve na sua bochecha. Não iria beijar um garoto na frente de minha mãe, dos meus meios irmãos e do meu padrasto. Acho que ele entendeu. Estendi a minha mão e ele a segurou firme. E trouxe-o para dentro. Começaram-se as apresentações. Devo dizer que minha mãe não esperava que eu namorasse um deus grego desses. Mas era a mais pura verdade.
Depois dos devidos cumprimentos e de mamãe falar o quanto eu era sortuda (Coitada de mamãe vivia em outro mundo, só assim para me achar sortuda) Todos nos sentamos no sofá esperando obviamente Malfoy e a companheira chegarem. E enquanto isso meu padrasto ofereceu bebida a Bernard que recusou. Fofo não? É pelo menos foi o bastante para deixar minha mãe com cara de boba. E lá começou um interrogatório. Eu estava totalmente zonza. Não sabia se era de sono ou aquela situação estava me dando náuseas. Acho que os dois.
Mas não tive muito tempo para me preocupar com as náuseas. Logo a Campânia soou novamente. E desta vez meu coração deu um pulo dentro do meu peito. Sabia quem era. Só podia ser ele, e vê-lo de mãos dadas à outra garota não era exatamente o que eu queria hoje. Na verdade eu só queria que tudo aquilo acabasse logo e eu pudesse me jogar nas cobertas e desaparecer por lá. Mais uma vez o elfo apareceu e foi abrir a porta, e não sei por que eu fui junto. Sério, eu devo ter sérios problemas, mas lá estava o elfo e eu atrás da grande porta.
Tinha a sensação de que se eu falasse algo meu coração poderia sair pela boca. O elfo abriu a porta e para minha surpresa, não tinha nenhum casal de mãos dadas, era apenas uma pessoa. Que por sinal estava maravilhoso de calça social e camisa preta. O cabelo loiro meio molhado ainda caindo sobre os olhos, eram o toque perfeito. Era a própria imagem da perfeição e por alguns (poucos porem suficientes) segundos ficamos assim, apenas nos observando. Eu reparei seu olhar sobre mim. Era como se aqueles olhos estivessem me examinando. Ele estava com aquele olhar. Aquele olhar que só ele tinha, que era capas de me fazer esquecer do mundo e querer ficar ali, me perder naquela imensidão.
Mas logo fui trazida para a realidade. Olhei para ele e disse:
-Cadê seu par? – por Merlin alguém me explica por que eu tenho o dom de falar esses absurdos sem noção? Sério, deveria existir um poção contra isso.
Ele levantou uma de suas sobrancelhas, o que o deixava ainda mais sexy. E disse casualmente:
-A desculpa, não sabia que era obrigado vir acompanhado. – como eu queria uma capa de invisibilidade nesse instante. Queria subir para meu quarto e passar o restante da noite ali.
-Eu apenas achei que... – não consegui terminar a frase. Graças a Merlin. Minha mãe chegara e fora cumprimentar logo o ser. Ele também estava com flores na mão. Mas não eram rosas vermelhas, e sim orquídeas. Não lembro onde, mas já tinha ouvido dizer que eram flores que significavam amor. Mas as flores não foram para mim, acho que era meio que para a casa. Deve ser alguma coisa de etiqueta.
Só sei que não conseguia me conter. Minhas mãos suavam mais e mais, e meu coração batia tão alto que tinha certeza que a sala toda poderia escutar. Voltamos ao sofá. Mas não tinha exatamente muito assunto, pelo menos não da minha parte. Draco e Bernard pareciam estar prestes a se atracarem na minha sala.
Cada coisa que um deles falava, o outra lançava um olhar mortal. Sabia que eles não se gostavam muito. Mas ao ponto disso, estava ficando um clima bem desagradável. E foi um alivio quando Dennis avisou que o jantar estava servido.
Eu fui a primeira a me levantar e comecei a ajeitar meu vestido. Senti olhares em mim. Quando levantei o rosto vi que estava mesmo sendo observada, o Malfoy parecia vidrado em mim. Acho que o tubinho preto tinha funcionado para alguma coisa.
Bernard deve ter percebido, pois logo depois se levantou e me entrelaçou seus dedos nos meus. Como se dissesse que eu era dele ou algo do tipo. Mas Draco pareceu não se incomodar. Ele disse num tom bem sarcástico.
-Bonito anel Weasley. – olhei para minha mão e vi. Ali, na minha mão direita se encontrava o pequenino e muito lindo anel que ele havia me dado de aniversario. E eu não havia tirado-o do dedo nenhum dia se quer. Senti minhas bochechas corarem a primeira vez naquela noite.
Não havia entendido bem o porquê de ele ter dito aquilo. Com certeza era para cutucar Bernard, mas também não via motivo para isso.
Ele não podia estar com ciúmes, podia? Afinal, ele havia me dado o fora.
Sentamos todos na mesa. Na ponta ficou Dennis e quase ao seu lado mamãe. Enfrente estava Michael e eu ao seu lado. Bernard também estava ao meu lado, e na minha frente nada menos do que ele, sim o Malfoy. Já devia ter percebido que seria uma longa noite.
N/a estão gostando?!
Tem um monte de visualizações e nenhum comentário...
Essa semana foi louca e agora só posto na segunda!
Bom final de semana a todos!
beijooos,
Flora Sly.*
Continuaaa, please.....
ResponderExcluirEstou adorando!!!!!!
Olá!
ResponderExcluirEu começei a ler essa fic assim que foi iniciada, a alguns anos.
Porém não cheguei a terminar de ler, e nem lembro onde parei.
Esses dias resolvi entrar no antigo email e estava lá um aviso.
E assim cheguei aqui.
Por favor continue,
gosto muito desta fic, e estou anciosa para relembrar trechos que gosto, e anciando pelo final.
Beijos.