Bom, em um dos posts coloquei a capa "oficial". Na época, lembro de ter ganhado muitas delas e houve uma votação e tal e tal. Mas achei as outras e elas estão aqui:

e aqui:

Ah, aqui tá a capa da continuação...

beijos da Flora... ATÉ A PRÓXIMA!
Blog criado para abrigar algumas fics e coisas afins!



Depois do baile eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo, principalmente quando ele me disse no jardim...
Flashback
Quando nos beijamos podia sentir milhares de olhares sobre nós.
Tudo bem, talvez não fossem milhares, mas tinha certeza que Lana nos observava.
E minha suspeita foi confirmada quando nos separamos.
Na verdade não era só a loira falsa que nos encarava, uma grande parte da população feminina da academia me lançava olhares feios.
E eu não estava nem ai. Eu era a pessoa mais feliz do mundo.
Tudo bem, talvez não do mundo, mas era como eu estava me sentindo.
Dançamos umas duas músicas juntas, eu tive que insistir MUITO.
Ele não queria dançar, disse que não sabia, mas no final eu o convenci.
Depois das danças ele disse no pé do meu ouvido:
-Hei ruivinha, vamos sair daqui? – falar que eu estremeci quando ele chegou perto de mim, seria o eufemismo do ano.
Eu não respondi nada, apenas comecei a andar para fora da multidão.
E ele me seguiu. Quando já estávamos fora do salão aparatamos.
E advinha onde... O.k. você não deve fazer idéia, mas fomos para o meu jardim, onde tudo aquilo tinha começado.
Sentei no mesmo banquinho em que quase nos beijamos no meu aniversario.
Ele sentou do meu lado. Eu não conseguia evitar. Eu ainda estremecia com o menor toque dele.
-Hum, Gina. – ele começou.
Nós não nos encarávamos. Mantínhamos o olhar para a lua.
A lua estava mais linda que o normal. Estava toda redonda lá no céu. E pairando sob nossas cabeças me encantava.
Se bem que, mesmo que a noite estivesse sem brilho e a Lua encoberta pelas sombras, isso não faria a mínima diferença.
Eu já entendi que às vezes não importa o local e sim a companhia.
E a minha era perfeita.
-Sim? – eu disse depois de sair dos meus devaneios.
-Há algum tempo eu queria te perguntar isso. – parei de encarar a Lua e olhei para ele.
Ai... Eu estava nervosa, tinha uma vaga idéia do que ele perguntaria.
-Bem, não vou enrolar. – ele respirou fundo, ele fica lindo assim, meio nervoso. – Quer namorar comigo?
AAAAAAAAAH! Eu quis gritar, pular, correr, e contar pra todo mundo que o ser mais perfeito do mundo havia me pedido em namoro.
Mas eu me controlei. Um pouco pelo menos. Olhei para ele com meus olhinhos brilhando.
-Na verdade. – eu comecei. – eu acho que não saberia viver de outra forma.
Vi aquele sorrisinho surgi no canto da sua boca. Cuidado Gina para não elogiar muito ele!
-Eu digo o mesmo ruivinha. – e assim ele me beijou novamente.
E aquela morna e doce sensação de ter os lábios deles aos meus mais uma vez voltara.
Sem duvidas, eu era a pessoa mais feliz e com o namorado!
Fim do flashback
E depois de começarmos a namorar você pode imaginar o que aconteceu...
-E os declaro marido e mulher. – disse o padre.
Senti uma lágrima, de felicidade óbvio, escorrer pelo meu rosto.
NÃO! Eu não estava me casando.
Ainda sou muito nova não acham? Por Merlin, quem estava casando era o meu segundo casal favorito.
Eu era apenas a madrinha, e o casal quem era?
Meu irmão querido, com a minha cunhada preferida.
Não que eu não goste das outras, mas Mione é mais do que cunhada, é uma das minhas melhores amigas e tudo mais.
Apesar de o vestido ter essas mangas bufantes horríveis, eu era uma madrinha até que bonita.
Depois daquele beijo típico de final feliz, os dois saíram do altar e fomos comemorar a Lá Weasley.
E na nossa nova casinha. Logo que sai do altar fui procurar Draco.
E sabe quem eu encontro ali, no casamento do meu irmão, soltando sorrisinhos falsos...
É a própria Loira – falsa e irritante. Quando eu ia perguntar o que ela estava fazendo ali, vi Michael se aproximar dela.
Será que acabei de ganhar uma CUNHADINHA? Merlin tenha pena da mim!
Já imaginou se isso fica sério? Não iria suportar conviver em todas as festas com ela.
Isso era muita tortura para uma pessoa só. Ela se aproximou de mim.
E me olhando com desdém disse:
-Eu acho que rosa não é sua cor. – Nossa como ela é legal.
Mas eu já sou uma mulher adulta e muito madura para me rebaixar ao seu nível.
-E o seu cabelo hoje parece estar mais liso, usou algum feitiço?
Tudo bem, a mulher madura foi dar uma voltinha, e só sobrou a Weasley.
Como era mesmo? Ah é, 1, 2, 3...
Respira, solta, respira, solta.
Enquanto eu tentava me controlar, quase bufava fogo pelas ventas, Draco apareceu e me abraçou por trás.
Sorri, e ela me olhou mais uma vez com desdém. Quer saber?
Rosa podia não ser minha cor mesmo, e quem se importa se eu alisei meus cabelos com magia?
Eu tinha o melhor namorado do mundo, eu o amava, e isso era recíproco.
Levantei uma sobrancelha e ela saiu dali rapidinho.
Virei de frente para ele e disse com todas as letras:
-Te amo MEU loiro. – sublinhando bem o MEU.
-Eu também ruivinha. – daí ele me beijou. E eu só o soltei por que ouvi um gritinho agudo.
Eu conhecia bem aquele grito. Só podia ser dela. Olhei para trás e vi Lana, ou pelo menos o que restou dela.
Ela estava totalmente imunda. Havia varias partes de seu vestido enlameadas.
Não agüentei comecei a rir. Todos me olhavam como se eu fosse louca.
Mas sabe, só me arrependo de não ter visto-a cair. Seria outro eufemismo dizer que eu ia AMAR ver a cena.
Nossa como eu sou má. Bem, ela merecia certo?
Olhei de esguelha para Draco e ele também ria.
Abracei-o novamente. Fala se ele não é perfeito?
Bem, mas é só MEU!
Ouvi mais alguns gritinhos de Lana, mas não olhei.
Estava ocupada fazendo outra coisa.
Fim!
Andei por todo Profeta atrás dele, e nenhum misero sinal se quer.
Droga! Justo hoje ele resolve sumir? Isso não é justo.
Mas não faz mal, vou continuar atrás dele. E ele vai ter que me ouvir.
Acho que esse é o lado Weasley falando mais alto.
Aquela altura eu me sentia bem melhor, sabe depois de ver a Bárbara com o Sr. Clark, me bateu uma certeza de que tudo se resolveria.
Definitivamente eu precisava encontrá-lo e já me faltavam idéias de onde ir.
Voltei a minha sala, e o Sr. Clark ainda estava lá, claro, com Bárbara.
-Com licença, mas algum de vocês viu o Draco? – perguntei tentando controlar minha ansiedade.
-Ah ele veio aqui mais cedo. – respondeu Sr. Clark.
Droga! Que hora afinal ele acordou? Puxa será que eu que acordei tão tarde assim?
Vendo minha cara de ponto de interrogação Bárbara falou:
-Mas se quer saber acho que ele também estava te procurando.
Não pude deixar de sorrir ao ouvir aquilo. E eu também não pude deixar de perguntar.
-Ele sabe sobre vocês? – eles se entreolharam um tanto sem graça.
-Na verdade, você foi à primeira, a saber. – respondeu meu chefinho.
Bem, ele ainda não sabia, mas pelo menos já não havia motivo para ciúmes besta.
Sai dali sem mais nem menos. Tudo bem que pode ter sido mal-educado da minha parte.
Mas além da minha barriga estar roncando de fome, eu não havia tomado café direito e já estava na hora do almoço.
Eu ainda tinha que arrumar as coisas entre eu e ele.
Mas antes, parar pra comer alguma coisa, como diria minha mãe, saco vazio não para em pé.
Apesar de eu estar achando que dei uma engordadinha básica...
Bem voltando, eu decidi dar uma parada
Seria muita sorte, mas eu acho que depois de tanto azar as coisas não podem piorar... Podem?
Espero que não. Sai correndo do Profeta, certo, super normal uma ruiva um tanto alta correndo totalmente descabelada e desorientada pelos corredores do maior jornal inglês.
E detalhe, quase derrubei a moça simpática que trás café com bolachinhas.
Pedi desculpas e ela apenas sorriu. Gostei dela!
Voltando, sai de lá. E desaparatei
Sabe, almoçando na mesa, ao invés de ir roubar comida dos elfos na cozinha.
Verdade que eu fiquei bem mal quando vi que ele não estava ali.
Sentei-me na mesa e dei um olá geral . E não resisti, eu tinha que perguntar.
-Hum mamãe? – comecei bem doce.
-Sim querida. – ela respondeu pegando um pouco de suco de abóbora.
-Draco apareceu aqui? – isso, um tanto sutil e nada preocupada.
-Não querida, era para ele ter vindo? – disse ela com aquele olhar de "você esta me escondendo algo".
-Hahaha. – tudo bem foi uma risada nervosa. – não é que não o encontrei em parte alguma...
-Eu o vi mais cedo. – disse Michael. – ele estava meio estranho aconteceu algo com vocês?
Certo, a mesa toda me encarava. Como eu adoro o meu querido meio irmão!
Ele não é um doce? Na verdade não!
-N-não. Tudo normal. – eu gaguejei isso. Bem, experimenta ter uma mãe, um padrasto e mais dois meios irmãos te encarando sem o menor dó.
Não é fácil. Mas esses últimos dias não foram fáceis também, é estou me acostumando.
-Eu soube que vocês vão juntos no baile. – Aiai... eu já disse que eu AMO meu meio irmão Michael?
HÁ HÁ HÁ. É querido, nós íamos juntos. E talvez até iremos, se eu o encontrar antes da hora do baile certo?
Ai droga! Acabei de lembrar, amanhã é minha formatura. Bem isso significa que vou vê-lo de qualquer jeito.
Ahá. Não preciso me preocupar. Tudo sob o mais perfeito controle.
Amanhã, quando a nossa colação acabar, eu irei até ele e bem, vou dizer tudo que está entalado na minha garganta.
E se ele disser que não quer nada comigo eu me interno no St. Mungus e nunca mais saio de lá.
Já se ele disser que me ama, me beijar e me pedir em namoro, (sim eu posso sonhar ok?) eu vivo feliz para sempre!
-Isso é verdade querida? – não queria deixar minha mãe feliz antes da hora.
Sabe, falar que eu desencalhei sem ser verdade. Ela não merece isso.
-É, ele vai estar lá e eu também. – eu disse lançando meu pior olhar para Michael.
Ele estava na minha lista negra. Tudo bem, eu nem tenho essa tal lista, mas todo mundo diz isso quando fica bravo com alguém certo?
Nossa deve ter um monte de nomes na minha lista então...
Bem, depois do pequeno incidente eu engoli minha comida e fui para o meu quarto pensar.
Não sei por que, mas achava que meu brilhante plano precisava ser revisado.
Fui direto para o meu banheiro. Precisava treinar na frente do espelho.
-Draco precisamos conversar. – nossa me olhando no espelho pude ver o estado lamentável que eu me encontrava.
Um pouco suada, e meu cabelo totalmente desgrenhado. Horrível por sinal.
A maquiagem um tanto borrada, já disse que esta um baita calor hoje?
Bem, está! E só de pensar que eu poderia estar em algum lugar lindo com Draco a essa hora.
Ao invés de preparar meu discurso de reconciliação.
-Eu quero que você saiba em primeiro lugar como eu me sinto. – continuei falando para o meu reflexo.
Isso boa Ginevra. Espero que saia tudo certo e que amanhã a essa hora eu esteja me trocando para o baile.
Detalhe, eu ainda nem vi o que irei usar. Mas sabe, isso realmente não interessa.
Não agora. O meu primeiro objetivo é falar com Draco.
Entrei no quarto e olhei no relógio do meu criado mudo. 16h00min!
Como o tempo voa não? Sério, eram 2h00min e do nada já se passaram duas horas.
Isso significa que, meu tempo esta acabando. Fala se eu não sou dramática!
Olhei-me mais uma vez no espelho. Eu precisava de mais um banho.
Já pensou, do jeito que eu estou sortuda é bem capaz de eu encontrar o Draco assim. Totalmente horrível.
Depois de me banhar, trocar, escovar os dentes (precisava estar com um bom hálito, vai que ele decide me beijar no meio da declaração?), e devidamente penteada, me sentia mais confiante.
Encarei o espelho mais uma vez e disse a mim mesma:
-Você pode garota! – sério não sei por que o disse, mas deu vontade.
E assim sai do quarto pensando no meu futuro namorado. (pra que ser pretensiosa?).
Sai do quarto e me dei conta de uma coisa. Já eram quase 18h00min e não fazia idéia de a aonde ir para procurá-lo.
Pensei em dezenas de lugares, mas nenhum era bom o suficiente.
Decidi por fim ir tocar na casa dele. Eu precisava de muita coragem, mas eu era uma grifinoria certo? (apesar de eu sempre achar que meu lugar era na Lufa-lufa!).
Fui me rastejando até a casa ao lado e toquei a campainha prendendo a respiração.
Eu estava nervosa, mentira, nervosa eu fiquei quando colocaram o bendito chapéu na minha cabeça pra dizer em que casa deveria ficar.
E também fiquei nervosa naquela vez em que quase peguei detenção por culpa do Draco.
Agora eu não estava nervosa, estava uma pilha de nervos. Tremia mais do que, bem alguma coisa que treme muito...
Um elfo simpático abriu a porta. E eu pedi gentilmente:
-Er – ahn... – er. – o elfo me olhava como se eu fosse um trasgo e estivesse dançando balé em sua frente.
Por fim falei:
– Poderia falar com o Sr. Malfoy? – há, quem disse que eu não sei ser educada?
-Desculpe senhora. – ah que elfo bonitinho me chamou de senhora. Isso é bom?
Não sei, acho que minha cabeça finalmente entrou em curto-circuito.
-Mas o meu senhor não esta em casa nesse momento. – ele continuou.
-E você sabe para onde ele foi? – bem eu tinha que arriscar...
-Não senhora, meu senhor não fala dessas coisas com Stinky. – sorri para a pobre criatura e me despedi.
Droga! Mil vezes droga! Não fazia idéia de onde Draco se metera e já estava escurecendo.
Tentei me acalmar lembrando que amanha teria que vê-lo de qualquer jeito e assim fui para casa, um pouco mais conformada.
Acordei um tanto elétrica no dia seguinte. Olhei para o meu despertador, 7h00min ainda estava cedo, a tal da colação só ia ser as 9h00min.
Decidi que eu ia arrasar na hora de me declarar, logo após a colação, claro.
Depois de fazer tudo o que uma pessoa normal faz no banheiro. Desci para tomar café.
E para minha surpresa eu fui a primeira a chegar à mesa.
Até a elfa (esperai como é o feminino de elfo?), bem de qualquer forma o ser verde que estava servindo a mesa até se espantou em me ver tão cedo acordada.
Sentei-me à mesa e comecei a sentir uns certos calafrios na barriga. Eu esperava que fosse fome.
Mas eles duraram até a hora da colação. Quando já estávamos todos de becas arrumadinhos no palco os calafrios passaram a piorar.
E devo dizer que quando a diretora chamou o orador da nossa classe, os calafrios só pioraram.
O tal orador era nada menos do que ele. Sim, o meu loiro estava lá em cima.
Ele falava uma porção de coisas bonitinhas, mas meus ouvidos estavam surdos.
Fiquei pensando e se ele não quisesse saber de mim? O que eu iria fazer?
Cheguei a triste conclusão que minha vida dependia dele (ó o Drama!).
Mas sério, sabe quando você acha que encontrou o cara, a tampa da sua panela, a metade da laranja, o seu chinelo velho, a sua outra metade e blá blá blá.
Bem é assim que eu me sinto em relação ao Draco. Pode parecer até bobeira, mas nunca tinha sentido nada parecido com outro cara.
Só com ele que meus joelhos cederam. Só ele me fez pirar com a possibilidade de perdê-lo e ficar quase dois dias atrás dele para fazer o quê?
Implorar que me ouvisse e dizer que o amava e implorar para que ficasse comigo.
Mas e se eu não conseguisse? E se na hora as palavras não saírem e eu me atrapalhar e não dizer nada que preste?
Eu estava à beira de um ataque de nervos. Acho que por isso que não reparei quando meu nome fora chamado.
-Ginevra Molly Weasley. – escutei a diretora repetir, olhei ao meu redor, todos estavam me olhando como se eu fosse de outro planeta.
Percebi que Draco não estava mais ao microfone e então caminhei até a mulher com o canudo na mão.
Meu coração batia tão rápido e descompassado que podia jurar que a diretora estava escutando o "tum-tum".
Peguei o canudo e sorri. Vi alguns flashs na minha cara. Droga! Sai com uma cara horrível. Eu sempre saio.
Olhei para o lado e vi Draco. Ele não estava me olhando, mas mesmo assim senti meu coração entalar na garganta.
Quando todos já estavam com os canudos nas mãos vi mais uns flashs serem disparados em nossa direção e todo mundo começou a sair do palco aos poucos.
Eu era uma das ultimas, não sei por que. Mas um desespero me bateu de novo quando vi Draco lá na frente, no meio de uma multidão.
Tentei correr, mas o salto e a quantidade de pessoas a minha volta me impossibilitaram de fazê-lo.
Gritei seu nome, mas meu grito foi abafado pela quantidade de vozes no recinto.
Merlin não pode me odiar tanto ao ponto de não deixar eu me explicar para ele. Pode?
Corri um pouco para alcançá-lo e por mais que meu pé doesse muito, não me importava, precisava falar com ele, e ter-lo novamente eu meus braços.
-DRACO! – eu gritei bem alto. Atraindo muitos olhares curiosos.
Ele me olhou. Senti meu coração dar pulos dentro do meu corpo, meu intestino começou a se revirar.
E as famosas borboletas no estomago vieram para completar a festa.
Mas com a mesma intensidade que se virou, ele também virou de volta me dando as costas.
Senti uma enorme dor me atingir. Como era ruim sentir aquilo.
-Draco. – eu insisti. Ele continuou de costas. – preciso falar com você, e tem que ser agora. – eu disse de uma vez.
Ele se virou rapidamente. Por um momento achei que estava tudo bem. Mas quando ele começou a falar, tive a certeza de que nada ia bem.
-Olha, não temos nada para conversar certo? – ele respondeu. – não se preocupe eu não conto a ninguém sobre o Sr. Clark.
BOSTA DE DRAGÃO FRITA! Ele achava que eu tinha um caso com o Sr. Clark!
Fiquei irritada. Irritada por ele insistir em não me ouvir mesmo eu tendo procurado-o por dois dias.
Irritada por ele duvidar assim de mim. E irritada por ser uma boba que se apaixonou por alguém que não valia a pena.
Sai dali correndo. Não queria ver ninguém. Muito menos ele.
Não queria ir para casa. Teria que dar milhões de explicações. E eu não estava afim disso também.
Decidi ir para aquele parque perto de casa.
Aparatei perto de umas arvores que eu sempre via pela minha janela.
Ajoelhei-me perto de uma delas e comecei a chorar.
A raiva se misturava com uma dor estranha. Sentia um tipo de nó na garganta que parecia que ia me sufocar.
Garota estúpida! Era o que eu repetia a mim mesma.
Estúpida por acreditar que ele a amava. Estúpida por ficar dois dias procurando-o.
E estúpida por gostar de alguém que não gostava de mim.
Afinal, se ele gostasse mesmo teria me ouvido certo?
Quanto mais eu pensava, mais chorava. Parecia uma boba.
Mas sinceramente eu não estava nem ai. Sentia-me tão mal que não ligava à mínima se alguém iria ver a cena patética.
Fiquei assim durante um tempo. Queria tentar sumir dali. ir para Marte.
Qualquer lugar onde não existissem Draco's Malfoy's. E eu não pudesse me apaixonar.
Quando meu estomago começou a roncar alto se queixando da falta de comida.
Lembrei que eu tinha casa, e uma família. E eles mereciam ter satisfações minhas.
Resolvi ir andando. A caminhada não era longa, e apesar de estar escurecendo era tranqüila.
Daí eu reparei o tempo que havia ficado ali.
Quando cheguei devia ser perto do almoço, e agora eram quase 18h00min pelo visto.
Limpei as lagrimas e fui andando firme para casa. Não iria ao baile.
Além de não ter vestido, meu par não olhava na minha cara.
Decidi que ia ficar no meu quarto o resto da noite. E NÃO IA PENSAR EM DRACO.
Cheguei em casa e minha mãe quase me esmagou de tanto me abraçar.
Tive que ouvi um baita sermão por não ter avisado onde estaria e prometi nunca mais fazer isso.
Fui para meu quarto me trocar, eu parecia uma maluca de beca o dia todo.
Peguei minha calça de moletom cinza e minha baby look preta preferida e me joguei na cama.
Fiquei olhando para o nada por algum tempo e foi quando eu lembrei do que me animava nessas horas.
Meu caderninho! Levantei de súbito e fui procurá-lo.
Logo que abri a primeira gaveta o achei. Ele estava ali desde a última vez que me lembro.
Desde a vez que Draco o havia pegado. Abri numa página qualquer e senti algo cair em meu pé.
Olhei para o chão e lá estava um pedaço de pergaminho.
Peguei-o e comecei a ler.
Eu tenho várias garotas que estão na minha
Mas nada pode se comparar a você
Agora você não pode ver que
Você e a única que eu realmente quero?
E tudo o que preciso é tudo o que você faz
Uma garota guiada por "não me importo"
Elas podem ser uma super modelo na capa de todas as
revistas
Elas nunca significaram nada para mim
Porque você é a garota que eu sempre sonhei
Você é mais do que bonita
E eu apenas quero que você saiba
Tudo o que sempre precisei é o que tenho com você
Eu não quero nada que eu não tenho
Eu não preciso de mais nada, só você!
Li e reli o poeminha. Não podia ser. Eu conhecia essa caligrafia muito bem.
Como aquilo havia ido parar lá dentro?
Mil perguntas invadiram minha mente e a única resposta sensata foi "Draco".
Sentei na cama para arrumar as idéias.
Li o poema. E vi a letra. Era dele. Eu tinha mais do que certeza.
Ele deve ter colocado quando o meu caderninho ficou com ele.
Mas por quê? Será que foi uma declaração e eu não vi?
Será que foi por isso que ele achou que eu não gostava dele?
POR MERLIN! É EU SOU O SER MAIS ESTUPIDO DO MUNDO.
Ele no mínimo achou que eu já tinha lido a declaração e como não sentia a mesma coisa não me pronunciei.
Senti uma vontade louca de bater com a cabeça na parede.
Mas eu me controlei. Olhei para o relógio, 19h45min. Ótimo, a festa havia começado à 45 min.
Olhei para os meus trajes e não pensei duas vezes. Calcei meu tênis e aparatei em frente ao salão.
O fato de eu entrar correndo totalmente desarrumada, descabelada, desleixada e tudo mais com "des". Não me afetou em nada.
Eu mais do que nunca precisava falar com ele e desfazer o tal mal entendido.
Quando entrei dei de cara com Lana que foi soltar uma gracinha.
Olhei sem paciência por ela e simplesmente a ignorei. Não havia tempo para idiotices.
Comecei a procurá-lo por toda a parte.
A banda tocava algo animado e bem alto. Meus gritos foram abafados facilmente.
Senti vários olhares sobre mim. Com certeza era culpa do modelito.
Depois de passar uns dez minutos em busca dele. Eu desisti.
Não, eu não fui para casa. Eu não tinha acabado de pagar o mico do ano por nada.
Subi no palco. Ignorei o comentário da banda e peguei o microfone da mão do vocalista, ele me olhou feio e me chamou de louca.
Mas eu disse no microfone assim:
-Desculpe, é questão de vida ou morte. – ele ficou me olhando como se eu fosse louca.
E advinha, eu sou louca. Sabe por quê? Ah releia tudo acima e você vai descobrir!
-Draco! – eu berrei no microfone. Ok, a festa toda estava olhando para mim.
E sabe o que mais? Eu não estava nem ai. Tentei mais uma vez.
-Draco! – DROGA! Cadê ele?
Minha pergunta foi logo respondida. Vi certo loiro atravessando uma multidão de pessoas para chegar ao palco.
Não pensei duas vezes, larguei o microfone e pulei do palco sem mais nem menos.
Fui correndo em sua direção. Meu coração estava novamente agindo descompassado.
-Draco. – eu disse agora bem perto dele. – eu to tentando falar com você há quase dois dias e nada.
Ele foi me interromper. Mas eu não deixei e continuei a falar.
-Não, me deixa falar. O que você viu na sala do Sr. Clark foi parte de uma cena. Na verdade eu derrubei café nele e fui limpar sabe? Mas você apareceu na hora errada e pensou besteira. Não me deixou dar a minha explicação. – fiz uma pausa dramática.
Ele ameaçou falar novamente, mas eu o interrompi.
-E eu queria te dizer nesses dois dias isso. Mas não só isso. – respirei fundo. Era agora. – Queria dizer que eu te amo! E não to mais agüentando isso.
Todo mundo estava ouvindo a minha declaração. Mas quer saber? Dane-se!
-E ficar cada minuto sem você, sabendo que você não queria nem olhar na minha cara me deixou mal. Fiquei dois dias chorando que nem uma boba por sua causa. Achei que você não me amava.
Ele tentou me interromper pela milésima vez. Mas quando eu me empolgo, sai de perto!
-Até agora a pouco. Quando eu fui pegar meu caderninho e achei isso. – apontei para o papel com o poema. – Draco, é verdade?
Estava uma enorme tensão no ar. Sentia que não éramos os únicos nervosos.
-Mas você não sabia? Eu achei que você não queria nada comigo, sabe quando falei que achava melhor esquecermos foi por que achei que você não gostava de mim do jeito que eu bem, gostava de você.
O encarei por um instante. Eu estava exatamente bêbada de felicidade.
-Draco. – eu disse. – o seu problema, é que você fala demais.
E assim sem mais nem menos, eu o beijei. E pude escutar alguns gritos.
Tudo bem, acho que a escola toda estava gritando. Mas o mundo a minha volta parecia não existir.
O mundo era apenas feito por ele e eu.
Beijamos-nos por algum tempo. Não tínhamos pressa nenhuma. O mundo era nosso.
Quando finalmente nos soltamos à única coisa que consegui dizer foi:
-Te amo! – e ai ele fez uma coisa que eu não esperava.
Agarrou minha mão direita. A com o anel. E o pegou da minha mão.
Dentro dele estava gravado assim "Draco Malfoy" .
Ele sorriu. Eu também. Tive certeza que era a pessoa mais feliz desse mundo.
E tive ainda mais certeza quando ouvi da boca dele outras duas palavrinhas:
-Eu também!
Sorri novamente e ele me beijou. Dessa vez tivemos até musica de fundo e tudo mais.
Cause here's my promise made tonight
Essa é promessa que farei esta noite
You can count on me for life
Você pode contar comigo para sempre
Cause that's when I love you
Por que é assim quando eu te amo
When nothing you do can change my mind
Quando nada do que você faça puder mudar minha mente
The more I learn the more I love
Eu vou aprender mais e amar mais
The more my heart can't get enough
O máximo que meu coração puder agüentar
That's when I love you
É assim quando eu te amo
When I love you
Quando eu te amo...
No matter what
Nada mais importa
--
N/a último cap. postadíssimo!
Ainda tem o epílogo...e espero q tenham gostado.
Perdoem os eventuais errinhos, não está betado.
O poema é uma música do Jesse McCartney (lembrem, escrevi a fic com 15 aninhos!), She's no you.
E esse último pedaço é uma música da Aslyn, That's when I love you.
Vou colocar as músicas no próximo Post, ok?!
beijos imensos!!!!!
Até breve.
-Draco! – eu berrei ainda bem ofegante. Era complicado correr quando não se esta acostumada, tipo eu sabe?
Ele parou de andar. Devia estar a uns 15 passos de mim.
-Draco. – eu repeti. Mas ele não virava, permanecia de costas. Droga! Não poderia acontecer isso.
Não agora que as coisas finalmente estavam dando certo. Era muito azar para uma pessoa só.
Ele recomeçou a andar. Rápido Gina diz algo.
-Olha não era o que você estava pensando. – ótimo, existe frase mais clichê?
Definitivamente não. E como era de se esperar não funcionou. Ele continuou a andar.
-Draco, me escuta, por favor! – sério uma sensação horrível surgiu em mim.
Eu já tinha percebido nesses últimos dias que ele era um pouco, tudo bem, muito ciumento.
E ele já havia me falado do e tudo mais, mas definitivamente ele estava enganado!
Que ódio que eu sentia de mim. Por que tinha que ser tão desastrada?
-Eu posso explicar! – tudo bem, segunda frase clichê em menos de dois minutos...
É eu estava ficando boa nisso. E claro, não funcionou.
-Olha Ginevra. – droga, odeio quando ele me chama assim. – Você não tem que me explicar nada certo?
Ele disse tudo isso ainda de costas para mim. Por que ele não me deixava ao menos tentar?
-Mas Draco... – já não sabia mais o que falar. Seu tom de voz foi tão frio, não sei me senti realmente mal em ouvi-lo me chamar naquele tom.
Droga! Senti aquela horrível sensação de que estava prestes a chorar.
Ginevra o que você é, uma mulher ou um bebezão?
No momento, definitivamente a segunda opção, o próprio bebezão!
Não queria chorar na frente dele, e muito menos na das pessoas do escritório.
Desci correndo as escadas em direção a saída. E aparatei em casa.
Mais precisamente na porta de casa. Abri a porta e subi correndo para meu quarto.
Precisava ficar sozinha, mas pelo visto Merlin não achava a mesma coisa.
Depois que eu entrei e bati a porta com força, e me joguei na cama, escutei alguém bater.
-Quem é? – eu praticamente berrei. E a pessoa não respondeu.
Ótimo, tomara que tenha ido embora. Mas a próxima coisa que eu vi foi à maçaneta virar e John aparecer.
-Gina? – ele quis saber, tudo bem, eu não devia estar num dos meus melhores estados...
-Hum? – eu disse bem grossa. Nada contra John, pra falar a verdade eu o adoro, mesmo. Mas não estava a fim de conversar com ninguém.
Estava com raiva de mim por se desastrada e com raiva dele por nem querer me ouvir.
-Eu vi que você chegou um pouco. – ele parou um pouco e depois continuou. – nervosa.
Coitadinho, ficou pensando em uma palavra para me definir, garanto que não era nervosa, mas talvez irritada, estressada, com ódio, morrendo de raiva, entre outras...
Ele se sentou na beira da minha cama. Acho que todo mundo devia ter um John em casa.
-Então, vai me falar o que aconteceu? – eu levantei-me e sentei ao seu lado.
Ele estava certo, precisava falar com alguém, e ninguém melhor que John.
-Bem. – comecei limpando algumas lágrimas teimosas que insistiram em cair. – Eu e Draco estávamos meio que...
Ótimo, nós estávamos o que exatamente? "Ficando"? Há, só me faltava essa...
-Tudo bem. – ele me interrompeu. – eu vi vocês dois ontem aqui em frente.
Sabia que era impossível ninguém ter nos visto. Melhor que tenha sido John, se fosse mamãe, essas horas já estaria comprando meu vestido de noiva.
-Então. – e assim eu contei a ele tudo. Sobre os beijos, sobre a comissão, o almoço de hoje, o baile e por fim do café.
Nessa hora senti vontade de chorar de novo. Eu estava me saindo um belo bebezão não acham?
De qualquer forma ele me interrompeu. Sabe, antes que eu começasse a chorar.
-Olha Gina, eu acho que ele gosta de você. – não querendo ofender a John, mas essa conclusão eu cheguei quando ele me convidou para o baile.
-Hum. – eu disse na esperança dele falar algo mais.
-E pelo visto você também gosta dele. – isso eu também já sabia.
-E muito. – completei ainda meio pra baixo.
-Então, mas será que ele sabe isso? – aquela pergunta me atingiu em cheio.
-Na verdade eu não faço idéia. – respondi. Certo, agora eu estava mais confusa que antes.
Ele devia saber, eu o beijei ontem! E depois ele me pegou na cena nada constrangedora com o Sr. Clark.
DROGA! Por que eu não pensei nisso antes. Mas até então eu também não sei se ele gosta, gosta mesmo de mim.
Ninguém falou isso ainda. Pelo menos não diretamente.
-Bem tenho que ir agora. Espero ter ajudado. – dizendo isso ele se levantou e andou até a porta.
-Se cuida Gina. – ele disse antes de fechar a porta atrás dele.
Voltei a me jogar na cama. Ele havia me deixado ainda mais confusa isso é certo. Mas ele poderia até ter razão.
O problema é que, eu não podia chegar agora simplesmente e dizer:
"Oh Draco eu te amo, estou perdidamente apaixonada por você."
E se ele falasse que não sentia nada por mim, eu ficaria arrasada.
Mas bem, se ele não quisesse nada por que então me beijaria?
E olha não foi apenas uma vez. Minha cabeça estava confusa, não sabia mais no que pensar.
Como era difícil gostar de alguém. Principalmente quando você não tem a certeza de que esse sentimento é retribuído.
Mais tarde ouvi minha mãe me chamar para jantar. Não estava com fome, meu apetite já tinha ido embora faz tempo.
Queria apenas ficar no meu quarto. Fui até a janela e olhei para o céu.
Parecia até contraditório, eu naquele estado, e o céu brilhando com dezenas de estrelas.
Estava uma noite linda. Estaria mais linda ainda se certa pessoa estivesse ao meu lado.
Mais precisamente o garoto da casa ao lado.
Cansada de admirar o céu e de pensar nele resolvi ir deitar.
E a ultima coisa que pensei foi que depois de amanhã seria a tal formatura.
Tinha apenas dois dias para falar com Draco. E ele teria que me ouvir.
Acordei no dia seguinte sentindo uma dor de cabeça insuportável.
Levantei-me devagar e não gostei nada do meu reflexo quando me olhei no espelho.
Fui direto para o banheiro, definitivamente precisava de um banho.
Depois de algum tempo tomando banho e depois me arrumando eu já me sentia melhor.
Exceto pela parte de procurar Draco e ter que arranjar uma maneira de fazê-lo me escutar.
Ia ser um longo dia. E seu tinha que estar preparada.
Animei-me um pouco mais em pensar que não teria aula hoje, teria apenas que dar os últimos toques no salão e ir ao Profeta.
Duas chances perfeitas de encontrar Draco.
Desci as escadas correndo. Dei um beijo rápido me minha mãe de desejei bom dia a todos. Não tinha tempo a perder.
O baile estava muito próximo. E bem, eu queria ir com ele.
Roubei algumas torradas da mesa e sai em disparada para a porta.
Ouvi minha mãe berrar algo como "Você vai passar mal comendo só isso".
Mas ela não entendia que eu precisava mesmo falar com ele.
Aparatei direto no salão. Entrei com certa apreensão. Sentia meu coração na mão.
Estava nervosa, e olha, eu tinha motivos. Estava prestes a me declarar para o garoto o qual fiquei apaixonada praticamente um ano.
Quando finalmente entrei no salão percebi que não faltava mais nada para ser arrumado.
Ele já havia feito tudo. Droga! Ele veio antes de mim e fez escondido.
Porcaria, bem só me restava então mais um lugar.
Isso mesmo, o Profeta. Ele tinha que estar lá. E bem, eu iria encontrá-lo.
Sai correndo do salão e aparatei em frente ao Profeta.
Mas antes de ir para a sala resolvi dar uma passadinha no banheiro.
Ótima escolha se quer saber, meu estado estava lamentável.
E queria pelo menos estar bonitinha na hora de me declarar a ele.
Penteei meus cabelos rebeldes. Além de ruivos cismam em ficar todo despenteado.
É muito para uma pessoa só. Depois passei um batom básico.
Olhei-me no espelho mais uma vez. Nada mal devo dizer. Agora de volta a procura.
Sai e fui à direção a minha, ou melhor, nossa sala. Ele tinha que estar lá.
Mas a minha surpresa foi enorme quando eu abri a porta.
Foi uma cena um tanto constrangedora para mim. E se que saber Draco não estava lá.
Mas Bárbara estava, e não sozinha, com o Sr. Clark. Corei ao ver a cena.
Eles estavam... Bem, se beijando. Eu quis pular de alegria ao ver essa cena.
Isso indicava que o Sr. Clark não estava afim de mim. E que Bárbara não estava afim do Draco.
Estava sentindo que meu dia havia começado a melhorar. Pedi desculpas e fechei a porta.
Ainda tinha que descobrir onde ele tinha se enfiado.
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tem mais o 26 e o epílogo apenas... gostando?
bjs