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terça-feira, 31 de maio de 2011

Capítulo 19: Verdadeiros Sentimentos

Hoje não acordei de uma das melhores maneiras possíveis.

Amanhã recomeça a minha "querida" rotina de:
Academia, estágio, casa (E um pouco de Draco), e bem, queria aproveitar hoje e dormir até um pouco mais tarde. Mas meu plano não foi sucedido, logo cedo acordei com batidas na janela do meu quarto. Tentei ignorar ao máximo, mas o tal barulho continuava. Abri um olho e vi uma coruja branca, tentando entrar em meu quarto.

Reconheci na hora Edwiges, apenas não sabia o que Harry poderia querer comigo à uma hora dessas. Levantei da cama vagarosamente e fui me arrastando até a janela. A ave estava batendo as asas freneticamente, e fazia muito barulho. Assim que abri a janela ela entrou no quarto e despejou uma carta em cima da minha escrivaninha. Acariciei-a, mas ela não devia estar esperando resposta, pois logo tornou a levantar voou, me deixando apenas com a carta e com grandes bolsas debaixo dos olhos.

Fui até a escrivaninha para ver a tal carta. Era de Bernard. Senti-me um pouco mal quando vi uma carta dele ali, pois lembrei que ainda tinha muito que falar com ele. Abri devagar o envelope e dentro dele tinha apenas um pedaço bem pequeno de pergaminho. Peguei o pergaminho e comecei a ler.
Senti meu estomago começar a embrulhar, ele queria se encontrar comigo, hoje, naquele parque perto de casa.
Não sabia o porquê de tanto nervosismo. Ta eu sabia, é que não me agradava nem um pouco dar "um fora" em alguém.

Mas eu tinha que fazer. Ele havia pedido que nos encontrássemos as 14:00 e sabe eu decidi que não teria mais jeito. Ia ser hoje, as 14:00 que eu estaria enfim livre. Olhei no despertador, 09:00.
"Ainda" pensei enquanto ia tomar uma ducha, para ver se eu acordava de vez.

Depois do meu banho rápido, decidi descer e tomar café. Ainda estava cedo, por isso, acho eu, que todo mundo estava à mesa.

Todo mundo ficou me olhando quando me sentei, ou eu estava com muitas olheiras, ou apenas estavam surpresos por eu estar acordada há essa hora. De qualquer forma minha mãe veio logo querer saber porque hoje eles tinham a honra da minha pessoa a mesa há essa hora. Ela falou exatamente isso, "a honra". Há. Olhei para ela, ainda um pouco bêbada de sono e disse:

-Ah eu recebi uma carta hoje mais cedo. E não consegui dormir mais.

-Hum de quem querida? – sabia que eu havia falado demais. Ela agora ia achar outras coisas, por que minha boca não fica quieta para variar?

-Do Bernard. Ele chegou de viajem. – disse bem calma, pegando uma torrada e passando geléia de abóbora, minha preferida.

-Que ótimo querida. – começou minha mãe. – Por que não o traz aqui? – quase me engasguei com um pedaço de torrada. Odeio quando minha mãe tem essas idéias. E não, eu não ia dar o tal fora nele na minha própria casa. Ia ser péssimo. Tentei disfarçar o pequeno incidente sorrindo, não deu certo, todos continuavam a me olhar como se eu tivesse três narizes. Tudo bem eu exagerei.

-Veja mamãe. – comecei de uma maneira bem agradável. – Já marcamos de nos encontrar no parque. – tudo bem, não foi lá uma desculpa muito boa, mas era a verdade e ela pareceu entender muito bem. Pois apenas me deu um sorrisinho.

Depois de comer muitas torradas e beber toneladas de suco de abóbora, decidi me retirar da mesa e voltar para o meu quarto.
Ainda estava bem cedo, e decidi ficar treinando minha conversa com Bernard.
Fui até o banheiro, parei em frente ao espelho e comecei a falar com meu reflexo. Não é lá uma coisa que eu gostaria que os outros vissem, mas me acalmava.

-Olá Bernard. – sorri, e meu reflexo sorriu de volta. Acho que se ela pudesse falar iria me chamar de idiota. Mas eu continuei.
– Então, como foi seu Natal? – como foi seu Natal? Nossa eu não posso dizer isso. Sabe vai desviar totalmente do assunto, e bem não é minha intenção. – você tem que ser clara e rápida. – dizia em voz alta.

-Olá Bernard. – comecei de novo. E dei um belo sorriso. Melhor sem sorriso, fui o que pude deduzir quando me olhei no espelho.

-Eu acho que deveríamos conversar.

Muito manjada essa. Não poderia destroçar os sentimentos de alguém começando com aquela velha historia do "temos que conversar". Simplesmente não dava.
Olhei para meu reflexo, meu cabelo estava lamentável. Desisti de treinar meu dialogo com Bernard e fui atrás da minha escova, meu cabelo precisava de uma, urgentemente por sinal.
Fiquei escovando ele e me preparando psicologicamente. Eu não sou craque em destroçar corações, entende?

Voltei ao espelho, precisava treinar mais. Antes de começar a falar vi que meu cabelo já não era mais um problema, ele parecia mesmo um cabelo, e não uma juba de leão como há alguns minutos atrás.
Só que o que me chamou a atenção dessa vez foi dois círculos pretos em volta dos meus olhos. Nunca tinha visto olheiras tão profundas que nem as minhas. Precisava dar um jeito nisso também. Olhei no relógio, já eram quase 13:00, e bem meu estomago estava doendo de fome. Já tinha passado o efeito das torradas. Arrumei meu vestidinho, e desci.

Para variar ninguém mais estava na mesa. E não me restou nada a não ser procurar o elfo simpático na cozinha e arranjar algo para comer.
Quando cheguei à porta ele veio rapidinho, como sempre. E eu pedi que ele me desse um prato do almoço. Estava cansada de sanduíches. No minuto seguinte eu já tinha uma bandeja nas mãos, a mesma que eu derrubei no chão uns dias depois do Natal.

Sentia aquelas borboletas no estomago. Sentia-me tão nervosa. Sabe não faz muito o meu estilo destroçar pobres corações, nem estraçalhar sentimentos. Tudo bem você não vai destroçar o coração de ninguém. Só vai explicar que simplesmente não dá mais para vocês ficarem juntos. Repetia a mim mesma na fraca tentativa de me acalmar.
Coloquei a bandejinha na mesa, e me sentei. Minhas mãos estavam começando a suar. Peguei uma garfada de alguma coisa verde. Não quero nem saber o que era.

-Gina? – quase pulei da cadeira de susto. Eu estava tão concentrada que simplesmente não vi Draco entrar. Tentei disfarçar sorrindo. Mas ele continuava com aquela expressão indecifrável.
–Tudo bem? – continuou ele, num tom de voz muito calma.

-Ah tudo. – sério, não dava para ser menos convincente.

-Então por que ta tão assustada? – ele foi se aproximando. E pude sentir aquele cheiro bom dele entrando pelas minhas narinas.

-É que eu estava distraída. – não era uma mentira sabe, eu estava bem distraída mesmo.

-Sei. E tava pensando em quê? – eu não poderia simplesmente virar e falar, em quê? "A eu estava pensando em como dar um fora no meu namorado por que eu estou gostando de outro cara, ah e olha, por sinal é você!" Não dava para falar isso, por isso resolvi omitir toda a parte do fora.

-Recebi uma coruja de Bernard. Ele chegou hoje. – meu coração começou a acelerar. – e pediu para nos encontrarmos hoje.
Ele sorriu. Acho que ele tinha entendido o porquê do nervosismo.
-bem, boa sorte. – disse ele e depois simplesmente saiu dali. Deixando-me ainda mais nervosa.

Vi no grande relógio da sala que já eram 13:50 deixei o prato ali mesmo, fui ao banheiro dar uma ultima olhada no espelho.

Não estava nada mal. Dirigi-me a porta e aparatei no parque. Fiquei ali alguns minutos, até que escutei alguém chamar meu nome.

-Gina! –escutei de novo, decidi me virar, olhei para as minhas mãos, elas continuavam suando. Era ele. E posso dizer que ele estava mais bonito que antes. Mas ainda sim não tinha aqueles braços, nem aquele cabelo loiro caindo em sua face. Concentração. Eu precisava me lembrar dessa palavra.

Ele me deu um aceno. E eu fiz o mesmo. Ele veio para perto de mim. Pude ver que estava mais bronzeado. Onde ele foi passar o Natal?
"Isso não interessa, não desvie da conversa".

-Puxa você veio. – ele disse quando se aproximou.

-Pois é eu vim. – comecei mal, mas ele também parecer estar nervoso. Vou acabar com isso de uma vez.

-Nós temos que conversar. – eu me surpreendi, eu não fui a única a usar a tal frase. Eu e Bernard falamos a mesma coisa.

Tudo bem, agora além das mãos suando meu coração começou a acelerar. Ficamos nos olhando por um instante.

-Fale você. – isso estava começando a ficar muito estranho. Mais uma vez falamos ao mesmo tempo, a mesma coisa. Ele deu uma risadinha. Que com certeza era de nervoso.

-Fala você primeiro. – eu tentei dizer não transparecendo meu nervosismo. Ele sorriu.

-Ta. Bem eu você se sabe que fui passar esse feriado no Brasil com o Harry e mais uns amigos.

-Certo. – eu não sabia da parte do Brasil, mas no momento não interessava.

-Então... – continuou ele. – A gente ficou na casa de um amigo nosso.

– Tudo bem, não precisava ser leglimente para saber o que viria depois.

– E ele tinha uma irmã. – droga, minhas suspeitas se confirmaram.

-Sim? – meu coração batia freneticamente no peito. Eu sabia onde ele queria chegar, e sabe eu não queria ouvir. Tudo bem, eu ia terminar mesmo, mas é diferente.

-Não que eu não goste de você, e ache que você é uma pessoa super legal, sem falar que é linda. Mas bem... desde que eu conheci a Thamires... Acho que não podemos mais ficar juntos. – respirei bem fundo. Eu tinha acabado de levar um belo fora certo? E era exatamente o que eu queria. Agora por que eu não me sentia feliz?
Talvez seja pelo fato de que ser trocado nem sempre é legal.
Senti-me tão mal nessa hora. Mal por ter deixado a situação chegar naquele estado. Pude sentir o que ele deve ter sentido em relação aos meus sentimentos.

E vi que eu deveria ser uma pessoa muito ruim. Não consegui dizer mais nada. Meus olhos estavam lacrimejando. Não queria chorar na frente dele. Não queria que ele sentisse pena de mim, ou se sentisse culpado. Também não sabia explicar o que sentia. Virei de costas, dei alguns passos e aparatei na minha sala de estar.
Agora minha vista estava embaçada. Grossas lágrimas já caiam na minha face. Vi que tinha alguém na sala. Mas eu não queria falar com ninguém. Subi correndo as escadas. Escutei passos atrás de mim.

Tudo que eu menos precisava era ouvir sermão de alguém.
Sabe eu sei que errei com Bernard, em deixar a situação chegar naquele ponto. Mas eu ainda me sentia mal. Por ter levado um fora.
Entrei no meu quarto e bati a porta atrás de mim. Joguei-me na cama e fiquei assim por algum tempo. Escutei alguem bater na porta. Não respondi, eu não queria ver absolutamente ninguém.

-Eu sei que você esta ai. E eu vou entrar. – parei de chorar na hora. Era o Draco na porta. A voz dele estava séria. Limpei meu rosto e sentei na cama. Ele abriu a porta devagar e veio até mim. Sentou-se na minha cama. Fiquei apenas olhando. O que ele poderia querer justo agora?

-Foi tão mal assim lá? – ele disse olhando para o nada. Continuei olhando-o. – sabe pensei que você fosse apenas terminar tudo.

-Bem ele terminou comigo antes. – ele me encarou. Senti um arrepio ao senti-lo tão perto.

-E isso é ruim? – não conseguia pronunciar nada. – pensei que você não gostasse dele.

-E não gosto. – sabe ele falando assim eu parecia uma idiota.

–Mas...

-Sabe eu não entendo vocês mulheres. – começou ele me interrompendo. – são tão complicadas. Não era exatamente isso que você queria, terminar tudo com ele. – ele praticamente cuspiu a ultima palavra.

-Tudo bem, eu sou uma idiota. – eu disse isso um pouco mais alto do que eu queria. Ele abriu um sorrisinho com o canto da boca.

-Eu sei. – levantei uma sobrancelha. Isso era uma frase retórica.

-Hei! – eu disse na defensiva, mas logo ele começou a rir. Ri também, não sei de que. Mas eu estava me sentindo melhor.

-Mas é uma idiota muito bonita por sinal. – eu não pude deixar de sorrir ao ouvir aquilo, ainda mais vindo dele. Uma ultima lagrima havia escorrido pelo meu rosto.

Gelei quando ele levantou sua mão e limpou-a do meu rosto. Como era bom sentir o toque de sua mão.
Fechei os olhos e senti seus dedos na minha face. Ele havia feito com que eu me sentisse melhor. Abri os olhos vagarosamente, e a senti-o se aproximar de mim. Estávamos tão perto que podia sentir sua respiração em meu rosto. Ainda me sentia um pouco idiota por toda a historia com Bernard e tudo mais. Mas a felicidade que eu senti naquele instante, foi bem maior.

Ele levantou sua mão e pousou na minha cabeça, fazendo nos aproximarmos mais. Fechei novamente os olhos, e relaxei a boca. E ele acabou por eliminar nossa distancia com um beijo. E por Merlin, aquele beijo que me fazia esquecer do mundo e de tudo. Eu o beijei de volta e passei minhas mãos por trás de sua cabeça.
Ficamos assim por algum tempo. Não muito, logo Michael bateu a porta e combinamos fingi que nada havia acontecido.
Até que meu dia tinha sido bem proveitoso.



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N/a to uma lerdesa por aqui, mas é pura falta de tempo. Amanhã tento colocar mais um!

beijos amoures,


Flora Sly

terça-feira, 24 de maio de 2011

Capítulo 18: Amigos

Acordei hoje me sentindo feliz, como há muito tempo eu não me sentia. Não sei se tinha haver com o reveillon, ou pelo fato de as coisas com o Malfoy estarem meio que se acertando, apesar do simples fato que eu estou namorando (ainda!) e bem, não é com ele! Mas são apenas detalhes. Tudo bem, não vou dizer que não me senti mal beijando o Malfoy, e não foi só na noite de Natal, sabe , ele me agarrou um dia desses, e por Merlin, como foi bom.
Flashback
Eu tinha acordado com uma horrível dor de cabeça, não acho que a bebida tenha haver com isso, pelo menos não só ela. Sabe não consegui dormir nem um minuto, toda vez que fechava os olhos era como se toda a cena do beijo voltasse na minha cabeça e daí eu perdia o sono e ficava sonhando acordada. Claro que eu me sentia mal quando lembrava de Bernard, e me senti pior quando recebi uma coruja dele, foi fofo da parte dele mandar uma carta de Feliz Natal, eu respondi e depois fiquei pensando que ele realmente não merece isso.
Mas eu simplesmente não pude fazer nada quando ele me beijou. Era como se meu corpo não estivesse mais sobre controle do meu cérebro. E bem aconteceu. Mas eu prometi a mim mesma que quando Bernard voltar vou conversar com ele e explicar. Por mais que magoe ele, vai ser mais honesto da minha parte. Mas enquanto ele não estava aqui, não conseguia parar de pensar nele um minuto, isso é, em Draco e não Bernard.
Mas depois de responder a carta de Bernard eu decidi descer e comer alguma coisa. Há essa hora deduzi que todo mundo já tivesse tomado café da manha e tudo mais. Por isso fui para a cozinha direto.
Acho que o tal elfo tinha se acostumado de me servir o café da manhã a parte,já que sempre acordo atrasa então não tenho tempo de sentar e comer como uma pessoa normal. Ele me viu e veio logo saber o que eu queria, pra variar pedi uns sanduíches e um suco de abóbora. E eu mal tinha terminado de falar e ele já estava correndo de um lado pro outro fazendo o meu lanche.
Depois de alguns segundos o café da manha estava pronto. Peguei a bandejinha e fui para a sala, isso já estava virando rotina. Sentei no sofá e comecei a comer. Eu ainda estava com um pouco de dor da cabeça, mas mesmo assim não havia conseguido parar de pensar nele e nos tais acontecimentos. Não sei como ele conseguiu isso, sabe eu acho que ele deve ter feito algum feitiço. Nunca me senti assim, nunca senti o que eu sinto toda vez que ele me toca, toda vez que ele simplesmente fala comigo, e bem eu sabia que estava andando num terreno incerto, mas eu não estava ligando.
Escutei o barulho de passos vindo do corredor, não liguei eu podia até estar ouvindo, mas meus pensamentos estavam em outro lugar. Não tão longe, apenas no garoto da casa ao lado.
Olhei para a bandeja e vi que estava vazia, não estava mais com fome e a dor de cabeça tinha me deixado em paz. Resolvi ser uma boa pessoa e levar a badejinha para a cozinha, sabe não sou partidária do F.A.L.E., mas também não sou exploradora de elfos.
Eu levei um susto quando vi certo loiro parado ali no corredor como quem não queria nada. Senti um leve arrepio percorrer meu corpo quando ele me olhou. Merlin o que há de errado comigo? Ele apenas me olhou. Sério não sei como ele consegue fazer isso.
Eu fiquei em estado de choque olhando para ele, eu me pergunto às vezes, como será que ele consegue ser tão irresistível?
Ele abriu um sorrisinho no canto da boca e disse na maior cara de pau:
-Tudo bem? – "tudo bem?" isso lá e coisa que se fale para uma pessoa com que você deu um beijo (e que beijo) na noite passada. Dei um sorrisinho sincero e disse encarando aqueles olhos azuis acinzentados.
-Tudo e com você? – eu realmente preciso me expressar melhor.
-Podia estar melhor. – ele disse com um sorriso bem malicioso. Eu senti minhas bochechas queimarem por um instante, o que ele quis dizer com isso? E lembrando que ele ainda não me disse o que queria ontem, tudo bem aquele beijo valeu por mil palavras, mas eu apenas queria ouvir algo da boca dele.
-Como? – eu não estava entendo onde ele queria chegar, só sei que no segundo seguinte ele havia me prensado na parede e me dado um beijo, e não qualquer beijo, aquele beijo que só ele dá.
Sentia seus braços ali me encurralando, e a sensação era ótima, estar entre os braços dele, beijando-o, era mais que perfeito.
Larguei a bandeja, ela caiu com tudo no chão, fazendo um barulho bem alto, mas eu não me importei, nem ele, pois ele não parou de me beijar.
Ele soltou meus lábios depois de algum tempo, sei que não se passaram muitos minutos, mas pareciam horas. Quando ele me soltou pude sentir a sua respiração perto da minha. Senti seu perfume, muito bom por sinal. Ficamos assim por um tempo, só nos olhando, ele mordeu de leve o lóbulo da minha orelha. Senti mais um daqueles calafrios. Ele percebeu e sorriu maliciosamente.
-Draco. – eu disse quase num sussurro. Ele continuou a me beijar, só que agora ele havia descido até o pescoço. E bem eu juntei todas as minhas forças e disse numa voz que nem parecia minha. – A gente não devia. - ele parou subitamente de me beijar, olhou bem fundo nos meus olhos e disse.
-Por quê?
-Por quê? Eu tenho namorado. – tudo bem não devia ter falado isso, mas por mais que eu não gostasse, gostasse mesmo do Bernard, ele ainda era meu namorado. E eu não me sentia bem assim, sabe sentir arrepios com uma pessoa e namorar outra.
-Gina. – ele disse meio ofegante. Sabe isso o deixava ainda mais sexy. – eu sei que você não gosta dele. – ele fez questão de sublinhar a ultima palavra. Olhei para ele e disse no pé de seu ouvido.
-Eu sei, mas ainda sim não é certo. – ele entrelaçou seus braços na minha cintura e me beijou. Eu não resisti e o beijei de volta. Era inexplicável o domínio que ele tinha sobre mim, quando ele me beijava, eu perdia totalmente os sentidos.
-Se não é certo te beijar... – disse ele entre os beijos. –então eu não me incomodo de fazer o errado. – eu não pude deixar de sentir uma imensa felicidade ao ouvir aquilo. Por mais que fosse culpa dele de eu não ter chances no Profeta diário, e ainda ter toda aquela historia com Bernard, não dava pra agüentar, tudo era bom demais para ser verdade. Ele me beijou novamente, e muitos beijos vieram depois desse. Pelo menos até escutarmos passos pela escada e a gente começar a agir como se nada tivesse acontecido.
Fim do Flashback (n/a gigante por sinal!).
Desde então a gente não repetiu o tal ocorrido. Tudo bem que não tivemos chance de ficarmos sozinhos ainda, se é que me entende. E bem eu não posso sair beijando-o na frente da minha família. Sabe apesar de esquecer frequentemente, eu ainda tenho namorado, mesmo que eu nunca esteja pensando nele e sim num certo loiro. Mas não pensem que eu não vi os olhares que ele me da toda vez que eu chego a algum lugar. Ou todas as vezes que ele se sentou ao me lado e começou a puxar assunto, e sabe nessa semana tivemos duas conversas duradouras e muito maduras por sinal.
A única coisa que ainda me deixa intrigada é que ainda não conversamos. E a nossa situação esta estranha. Às vezes eu o acho bem distante de mim. Outras vezes, era como se nós fossemos amigos há muito tempo. Mas parece que toda vez que eu tento conversar com ele, alguém interrompe e as vezes que ficamos a sós, decidimos não falar muito, se é que me entende.
Outra decisão que tomei nesse ano (o que vai começar hoje!), vou terminar tudo com Bernard de uma forma não muito traumática, depois vou conversar com Draco. E se ele não quiser nada, vou ser forte o suficiente e simplesmente "virar a página". Tudo bem, não são decisões lá muito importantes, mas eu acho que vou ficar louca se não fizer isso logo.
Depois de passar metade do dia no quarto, fazendo a minha atividade preferida desde o Natal, ou seja, pensar no Malfoy e literalmente viajar. Às vezes eu acho que ainda tenho 15 anos sabia? Mas uma garota pode sonhar certo?
Olhei no relógio e vi que eram quase 18:00 acho que sou o ser mais inútil do planeta. Decidi me trocar, por que mais uma vez nossa "pequena" casa ia acumular toneladas de Weasleys com seus pares e ainda por cima Dennis, John e Michael. Ah claro, Draco também vai vir, mas desta vez fui quem o convidei, e sabe o que mais?
Ele aceitou!
Não sei por que mais eu estava precisando ficar linda. Ou melhor, deslumbrante. Eu queria que ele me notasse e quem sabe ele falasse logo se ele gosta gosta de mim.
Eu sei que ele é um completo idiota na maior parte do tempo, e que ele é bem arrogante quando quer. Sem falar que eu acho que ele simplesmente desconhece a palavra modéstia.
Mas eu não consigo evitar, toda vez que ele olha para mim as minhas pernas ficam bambas, as minhas mãos começam a suar, o meu coração acelera e o meu cérebro entra em parafuso.
E também não posso negar que todas as vezes que ele me beijou foram simplesmente fantásticas. Sei que corro um risco bem grande de me machucar, mas eu acho que vou seguir o conselho de John pela primeira vez, vou "deixar rolar".
Depois de pensar seriamente no assunto decidi abrir meu armário e ver se tinha algo que prestasse.
Mais uma vez eu consegui jogar todas as roupas na minha cama, queria algo tradicional e branco! Afinal, era reveillon!
Após alguns preciosos minutos experimentando todas as roupas possíveis e impossíveis, optei por usar um vestidinho branco, que eu comprei há algum tempo já. Ele era um pouco acima dos joelhos, com finas alças. Todo branco, do jeito que eu queria, e com uns pequenos bordados na barra dele. Depois que já tinha a roupa escolhida decidi ir tomar um banho.
Abri a torneira da banheira e comecei a me despir. Quando a banheira já estava cheia eu entrei e fiquei ali por um tempo. Sabe tomar banho de banheira é uma boa forma de relaxar.
Não sei quanto tempo eu passei ali, esparramada na banheira, mas garanto, foi o suficiente para enrugar meus dedos.
Enxuguei-me e fui me arrumar. Sequei meus cabelos com magia e os deixei bem liso. Sabe o feitiço não é nada fácil, a Hermione me ensinou quando ainda estávamos em Hogwarts, e desde então só uso em ocasiões especiais.
Coloquei o vestido e fui dar um jeito na minha cara amassada. Nada do que uma maquiagem básica não resolva.
Depois de borrar o rimel umas duas vezes, eu finalmente havia conseguido terminar, e bem, o resultado não ficou nada mal.
Olhei no relógio e ele já marcava 20:10,e eu me pergunto como alguém pode demorar tanto para se arrumar?
Mas sabe, na maioria das vezes que eu demoro a me arrumar, o resultado não é tão mal assim.
Já havia começado a ouvir vozes lá em baixo e resolvi descer. Mais uma vez eu tive que me equilibrar na escada. Salto agulha mais escada não combinam.
Logo quando desci vi que quase todos já haviam chego, menos ele. Senti meu coração dar um pulo, mas acho que foi de decepção. Quando já estava sã e salva no final da escada Rony veio falar comigo.
-Maninha, acho que Mione já deve ter falado com você, sabe sobre ser madrinha do nosso casamento. – eu sorri, é ia ser até que divertido.
-Falou sim, e bem claro que eu aceito, e acho bom ter sido a primeira escolha! – ele sorriu também, e depois de olhar para o meu vestido, apenas comentou.
-E você não acha que esse vestido está um pouco curto? – levantei uma sobrancelha e disse um pouco séria.
-A última coisa que eu preciso hoje é que você regule meu vestido Rony. – vi suas orelhas ficarem vermelhas, ele não disse mais nada. Sério, irmão ciumento é a última coisa que eu precisava.
A campainha soou e meu coração deu outro pulo. Era ele, só podia ser.
Minha mãe foi abrir a porta, e sabe a cada passo que ela dava meu coração acelerava mais. Por Merlin o que aquele garoto fez comigo?
Quando ela abriu a porta meu coração deu mais um salto 180º graus, era ele. E bem não pude deixar de abrir um sorriso. Ele cumprimentou minha mãe, depois começou a procurar alguém, eu achei que era Michael, mas quando ele me avistou, ele deu um pequeno aceno e veio na minha direção.
Fiquei em estado de choque por um minuto, mas logo me recuperei. Ele estava lindo, como sempre, e bem o fato dele vir me procurar me animou um pouco (o.k. bastante, eu estava quase pulando de alegria).
Mas antes que ele pudesse falar algo, por que bem eu ainda estava meio em choque, minha mãe avisou que a ceia estava servida. E todo mundo se dirigiu à mesa, e claro, eu fui também.
Ele se sentou na minha frente. E toda vez que ele sorria, sentia meu coração acelerar. Eu falava a mim mesma, Se controle Ginevra, mas não dava. O jantar foi bem animado, sabe com Fred e Jorge, acho que tudo fica mais engraçado.
Mas foi bem no final do jantar, que sabe acho que eu devo ter esticado a perna, por que ela meio que roçou na perna do Malfoy. Devo ter ficado um tanto quanto vermelha, por que Gui olhou para mim e perguntou se eu estava bem, fiquei sem coragem de olhar para Draco e apenas fiz um gesto afirmativo.
Depois da ceia, fomos para a sala de estar, e ficamos ali conversando, Fred e Jorge, fazendo palhaçadas, enquanto eu ria, e de minuto em minuto olhava para Draco.
Quando estava perto das 11:30 não agüentava mais ficar ali, vendo-o rir, e sabe não poder conversar com ele sem atrair olhares suspeitos. Decidi ir para o jardim, se ele quisesse conversar comigo, certamente iria para lá também. E assim o fiz. Fui me esgueirando até chegar à porta de vidro.
Minha surpresa não foi muito grande quando vi seu reflexo pela porta de vidro. Sorri e me virei.
-Hãn, Oi Malfoy. – "oi Malfoy" que tipo de idiota começa uma conversa assim! Definitivamente vou me empenhar em dialogar melhor.
-Draco. – ele disse abrindo a porta.
-Como? – eu estava meio extasiada. Ele havia acabado de passar por mim e seu perfume penetrou nas minhas narinas de uma forma que... Por Merlin foi bom!
-Me chame de Draco ok? – ele disse sorrindo com o canto da boca. Eu senti minhas bochechas corarem um pouco e disse apenas:
-Certo, então me chame de Gina. – ele afirmou com a cabeça e começou a caminhar pelo jardim. Eu o segui.
-Então. – começou ele. – ainda acha errado? – eu olhei meio confusa para ele, odeio quando ele faz isso. Fala daquele jeito que eu simplesmente não entendo.
-Errado? O que? – ele parou e ficou de frente para mim. Senti meu coração começar a martelar contra minhas costelas.
-Sabe... Te beijar. – ok meu coração agora estava quase saindo pela garganta a fora. Não sabia o que dizer. Sabe não queria que ele pensasse que era errado me beijar, era errado eu beijá-lo já que estava namorando com outro.
-Sabe, não é errado, é que eu tenho namorado. – eu não conseguia encara-lo tinha certeza que minhas bochechas deviam estar mais do que vermelhas.
-Gina, eu sei que... – ele começou, tinha certeza do que ele ia falar, por isso o interrompi e desatei a falar.
-Olha, eu sei que não gosto gostodele, mas não é essa a questão. Ele ainda é meu namorado, e bem eu vou dar um jeito nisso. Só preciso ter uma chance para conversar com ele e explicar que eu não gosto mais dele, que eu gosto de... – eu percebi que havia falado demais, na verdade eu quase me declarei para ele. E bem eu não quero fazer isso antes de resolver as coisas com Bernard. Ele ficou me olhando, acho que esperava que eu continuasse. Mas ao invés disso fiquei com cara de boba olhando para ele.
-E eu realmente preciso fazer isso logo, por que se não acho que vou enlouquecer. – eu continuei a falar, e devo dizer que coisas meio sem nexo. – Ele não merece uma namorada tão ruim quanto eu...
-Seu problema Gina, – começou ele me interrompendo. – é que você fala demais.
E depois ele simplesmente me beijou. É ali no meio do jardim. Com a minha família a poucos metros dali. E por Merlin, como foi bom!
Ele me puxou mais para perto e colocou seus braços pela minha cintura. Eu entrelacei meus braços em seu pescoço, aprofundando o beijo.
Escutei certa gritaria dentro de casa, mas eu não me incomodei. Mal escutava, a única coisa que me interessava ali era ele.
Era bom demais ficar ali, com ele. Era como se o mundo parasse de girar e fosse só nosso.
Levei um susto quando ouvi o barulho de fogos.
Desgrudamos-nos e olhei para o céu, a tempo de ver o primeiro dos fogos explodindo no ar.
Era a cena mais bonita que eu já havia visto. O céu estava azul bem escuro e os fogos coloridos o deixavam magnífico.
Olhei para Draco, ele também admirava o céu. Ele me olhou e sorriu.
Sorri de volta, voltamos a olhar para o céu e mais fogos brilhavam ali.
Ele entrelaçou seus dedos nos meus e ainda olhando para o céu todo iluminado ele disse:
-Feliz ano novo Gina! - apertei um pouco sua mão e disse mais feliz do que nunca:
-Feliz ano novo Draco!


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N/a eba, mais de 500 views já :D
quando der posto mais, ok? Prometo não demorar...

beijinhos da Flora

Capítulo 17: Natal

-Gina acorde! –Ouvi minha mãe gritar histérica do outro lado da porta enquanto batia freneticamente na mesma. Sabe não foi uma das melhores maneiras que já fui acordada. Abri um olho e fui me esgueirando para fora da cama. Abri a porta com a cara mais amassada e emburrada do mundo. Não era assim que eu queria ser acordada no meu primeiro dia de férias, tudo bem que são apenas duas semanas, mas mesmo assim são férias.

Minha mãe ficou me olhando por um segundo, ela deve ter se assustado ao ver meu estado, que devo dizer deveria ser lastimável. Afinal na noite anterior eu não havia dormindo quase nada, metade dela dediquei a gritar com o travesseiro na cara e falar mal do Malfoy.

-Querida, eu vou ao beco diagonal com Dennis para comprarmos as coisas para o Natal, sabe vai estar lotado hoje, afinal, é véspera de Natal... – ela falou mais alguma coisa, só que realmente eu não ouvi.

Sabe, já estávamos na metade do semestre. Mas seis meses e eu me formo. Acho que até posso alugar algum apartamento perto do centro de Londres.

-Tudo bem querida? – disse ela por fim me despertando dos meus pensamentos. Olhei para ela, ainda com a cara amassada. E apenas disse:

-Tudo. – ela me deu um beijo na testa e saiu andando. Tudo bem eu não havia entendido nada. Mas normalmente eu não entendendo nada mesmo.

Voltei ao meu quarto olhando a roupa toda no chão lembrei que tinha que escrever algo para o jornal.

Fui ao banheiro e tomei uma ducha bem rápida na fraca tentativa de espantar o sono. Depois de vestir a roupa mais confortável do meu armário, ou seja, o meu velho moletom,decidi que estava pronta para começar a escrever.
Peguei minhas anotações, um pedaço de pergaminho, minha pena e as anotações feitas no dia anterior. Eu tinha quase certeza que depois do meu pequeno ataque minhas chances seriam zero. Mas eu não desistiria tão fácil, continuei escrevendo.

~~D/G~~

Depois de já ter terminado de escrever a matéria e ter enviado a coruja ao Sr. David, me sentia muito aliviada. Mas não o suficiente para agüentar ver o Malfoy na minha frente.
Fiquei andando de um lado para o outro no quarto, até perceber que meu estomago estava roncando, tão alto que tinha certeza que quem estivesse na Cornualha pudesse ouvir (tudo bem eu exagerei!).
Decidi descer e procurar algo para comer. Fui até a cozinha, e por mais estranho que isso parecesse, eu não costumava ir até lá. Com esse negocio de elfos por toda parte eu já tinha te ficado mais acomodada.

Entrei na cozinha, que por sinal dava umas cinco da antiga cozinha na Toca, e sentei num banquinho.
Fiquei esperando um elfo, com uma carinha bem gentil, preparar uns sanduíches e um suco de abóbora para mim.
Se Mione estivesse aqui certamente falaria algo como "Não devemos ter elfos domésticos como escravos" ou algo assim. Apesar do F.A.L.E. não existir mais, ela ainda é uma grande defensora dessas pobres criaturas. Ela só não entende que por mais estranho que pareça, eles gostam de trabalhar assim.

Quando o elfo me entregou a bandeja com os sanduíches e com um copo bem gelado de suco de abóbora, decidi levar para comer em outro lugar. Não gostei do ambiente da cozinha, tinha uma porção de elfos ali, correndo de um lado para o outro e fazendo muitas coisas.
Peguei tudo e fui para a sala. Eu não estava com vontade de ficar olhando para as paredes do meu quarto sabe?
Mas eu deveria ter previsto que ficar em qualquer lugar daquela casa, menos o meu quarto e o banheiro talvez, eu teria MUITAS chances de encontrá-lo. Sabe o tal loirinho, metido e gostoso... Tudo bem, ele é irritante, mas mesmo assim tem uns braços que por Merlin...

E bem,apesar de eu nunca ter prestado atenção em adivinhação, alguns minutos depois, quando eu estava no meu segundo sanduíche, ele apareceu. Provavelmente ia sair com Michael ou qualquer coisa assim, mas mesmo assim não pude deixar de ter alguns instintos assassinos, por causa dele eu com certeza tinha estrago as chances de conseguir o tal cargo no profeta diário. E tudo que ele fazia? Olhava-me com aquele sorrisinho no canto da boca.

Encarei-o por um instante, minha vontade era de pular no seu pescoço. Mas como sou uma garota delicada (até parece!) eu me controlei. Ele continuou a me encarar com aqueles olhos azuis acinzentados e inexpressivos. Devo dizer que aquele olhar me dava arrepios.
Não conseguia dizer nada, fiquei apenas com uma cara de boba olhando para ele. Não sabia o que mais me dava ódio, o fato dele ter feito que minhas chances no Profeta se resumissem a zero, ou o fato de ele estar um gato logo cedo e eu simplesmente não conseguir tirar os olhos de cima dele.

Enquanto eu tentava me concentrar no meu sanduíche e simplesmente ignorara a presença dele ali, ele se virou para mim e disse num tom muito casual:
-Sua mãe está? – não pude deixar de ficar espantada, afinal o que ele poderia quere com a minha mãe?

-Não ela saiu com Dennis. – eu disse dando de ombros, mas mesmo assim aquilo me incomodava, sabe, Malfoy vir até aqui procurar minha mãe.

-Bem então se você puder falar para ela que eu aceito o convite, ficarei agradecido. – ele disse muito formal. Mas afinal que convite minha mãe poderia fazer para ele?

-O.k. mas que convite posso saber? – eu disse o mais "amável" possível.

-Você não sabe? – ele levantou uma sobrancelha, o que o deixou ainda mais sexy. - Sua mãe me convidou para passar o Natal com vocês.

HÁ além de ter que agüentá-lo todo santo dia ainda vou ter que ver aquele loiro no Natal,e eu que pensei que ficaria pelo menos um dia semele.

Tentei me controlar, mas não pude deixar de pensar que minha mãe estaria mesmo fazendo algum complô contra a minha pessoa.

-Ah ta. – é isso mesmo, "ah ta" foi o que eu disse. Às vezes acho que poderia tentar me expressar melhor, afinal, "ah ta" não é uma grande resposta. Ele deu um sorriso triunfante e subiu as escadas, provavelmente ele ia ver Michael. Alguns pensamentos me vieram à cabeça, como a lembrança do Malfoy todo arrumado, sabe ele fica ainda mais lindo.

Depois eu pensei em Bernard, ele foi viajar e até agora nenhuma noticia. Quando lembrei dele não pude deixar de pensar em como eu sou uma namorada ruim. Mas ruim mesmo! Pobre Bernard, eu sei o que ele deve sentir, sabe gostar de alguém e esse alguém nem te dar bola. Ai que vida injusta!
Depois de ficar me lamentando no sofá, decidi que isso não me levaria a nada. Levantei e fui procurar algo para fazer.

Fui até a sala de estar e vi John montando uma arvore enorme. Ele estava enfeitando-a, com magia, claro. E ela já estava toda cheia de brilho, acho que era pó de fada, ou algo assim.

-Quer me ajudar Gina? – disse ele me dando um susto, eu estava realmente concentrada o vendo fazer aquilo tudo.

Fiz um gesto positivo com a cabeça. Peguei minha varinha e comecei a enfeitar do meu jeito.

-Como você tá? – começou ele. Ah, muito bem, exceto por eu achar que perdi as chances de conseguir algo no profeta diário, e da minha mãe provavelmente ter endoidado de vez convidando o Malfoy para jantar conosco na ceia de Natal, e claro, sem esquecer de que meu namorado falou que me amava umas 1000 vezes (tudo bem, menos!) e eu apenas gosto dele. Fora isso, tudo normal.

-vou bem e você? – foi o que eu disse. Ta vendo, preciso me expressar melhor!

-Tudo bem mesmo? – Eu acho que ele deve ter algum dispositivo que apita toda vez que eu não estou me sentindo bem. Ou talvez ele seja apenas um bom leglimente.

-Claro – respondi e tratei de voltar a atenção a arvore. Ele não insistiu.
Depois de algum tempo arrumando a arvore, ou melhor, do John arrumando e concertando minhas besteiras, decidi subir e me trocar.
Enquanto me arrumava escutei a campainha soar varias vezes. E já estava começando a escutar vozes lá em baixo. Por isso me apressei um pouco, acho que a maioria dos Weasleys devia ter chego, e com sorte Malfoy não viria. Tudo pode acontecer hoje, é Natal, ou quase.

Enquanto descia as escadas vi que os sapatos de salto agulha eram lindos, mas não eram a melhor opção. Quando cheguei ao final da escada escutei um grito: "Gina". Olhei para o lado assustada e vi Mione correndo e quase pulando em cima de mim. Depois de recobrar o equilíbrio, o que não era fácil naquele salto enorme, olhei para Mione e vi que ela estava ainda mais linda desde a ultima vez que eu a vira. Sorri e ela retribuiu meu sorriso.

-Você já soube da novidade certo?

-Hum qual delas? – não que tivessem muitas novidades, mas nunca é ruim perguntar certo?

-Ora eu vou ser sua cunhada oficialmente! – e ela terminou a frase abrindo um largo sorriso. Não pude deixar de sorrir também.
Ela estava mudada, parecia mais adulta, e tinha um brilho diferente no olhar. Ela realmente estava apaixonada. Será que algum dia eu ainda vou dizer a frase "eu vou me casar"? De qualquer forma eu a parabenizei e depois ela me disse que queria saber tudo sobre o meu namoradinho.

Eu disse que depois contava tudo para ela e fui cumprimentar o resto dos meus irmãos, que por sinal não são poucos.
Vi Gui e Fleur num canto falando com mamãe, e logo depois ela deu um berro bem alto. Não pude deixar de me morder de curiosidade e me aproximei deles.

-Gina querida você já sabe da novidade? – outra? Por Merlin deviam ter um limite de novidades em festas familiares.

-Não. – eu disse abraçando Gui e dando apenas um beijinho em Fleur, sabe eu ainda não gosto muito dela, mas se meu irmão gosta...

-Fleur está grávida. – tudo bem eu também berrei, mas foi de surpresa, sabe alem de ter uma "nova" cunhada ainda vou ganhar um sobrinho. Da pra acreditar?

-Ah que ótimo! – eu disse toda empolgada, não é todo dia que você vira titia. – quer dizer que eu já fiquei pra titia? – e lá vai minha boca falar mais do que devia.

-Ate parece, eu soube que você esta namorando. – olhei feio para mamãe, aparentemente ela contou para todo mundo. Não que eu não queria que ninguém ficasse sabendo, é só que eu não considero esse namoro algo muito serio pra todo mundo ficar sabendo.

Depois de acariciar a barriga de Fleur, eu pensei que nunca faria isso, pra você ver como as coisas mudam, a campinha soou.
Eu fui atender a porta, sabe eu estava esperando Percy ou algo assim, mas eu não esperava um loiro todo arrumado e todo cheiroso.
Fiquei ali babando por uns instantes e depois de recobrar a consciência apenas murmurei um "entre" quase inaudível. Acho que Malfoy sempre causa esse efeito nas pessoas. Ou pelo menos na minha pessoa.

-Boa noite Gina. – foi apenas isso que ele disse ao passar por mim e ir cumprimentar minha mãe. Ele prefere cumprimentar a minha mãe a mim. Isso é humilhante.
Minha mãe o abraçou e informou que todos já haviam chego. Para variar o Percy não ia poder vir. Já eram 9:00h e todos fomos nos sentar na sala de jantar. Bem, digamos que éramos um numero muito grande de pessoas, mas acho que para aquela casa isso não importava.

O jantar foi bem barulhento, como todos os jantares na Toca eram. E eu senti por um segundo como se estivesse lá de volta. Todo mundo estava rindo ou falando alguma besteira. Até Draco estava se divertindo. A coisa toda só me incomodou um pouco quando a conversa se voltou para mim.

-Então Gina. - começou Rony. - quando vamos conhecer esse seu misterioso namorado?
Pude sentir minhas bochechas que ele tinha que tocar nesse assunto justo agora?
Dei um sorrisinho sem graça e falei com toda a dignidade que me restava.

-Ah ele não é misterioso, é amigo do Harry, e bem não é nada muito sério ainda...

-Ah qual é Gina ta com vergonha da sua querida família? - disse Jorge brincando

-Cl-claro que não. - eu praticamente gaguejei e vendo que eu estava bem desconcertada com o assunto, mamãe decidiu falar do casamento de Rony.
E o resto da ceia foi basicamente dividido entre dois assuntos: Casamento de Rony e o filinho de Gui e Fleur.

Depois da deliciosa sobremesa de torta de abóbora e de alguns drinques bem fortes, tudo bem eu não bebia, até hoje, mas afinal é Natal, todo mundo se levantou da mesa e tratou de se espalhar pela casa. Eu estava no meio de uma conversa bem animada com Mione sobre vestidos de noiva,
quando vi Malfoy se aproximar. Acho que a bebida devia estar começando a fazer efeito, ou algo assim, por que no minuto seguinte, eu já havia
dispensado Mione e me aproximado dele.

-Eu queria falar com você. - foi o que ele disse quando eu me aproximei.

-Pode falar. - eu disse no meu tom mais casual, mas eu estava começando a sentir aquela sensação do coração batendo contra minhas costelas.

-A sós. - não sei por que, mas apenas aquelas duas palavrinhas me fizeram estremecer. Eu apontei para o jardim e fomos até lá. Mas para minha
surpresa o jardim estava, digamos,ocupado. Rony e Mione estavam no maior amasso isso sim.
E disfarçadamente saímos de fininho.

-Outra idéia para algum lugar? - ele disse com uma cara extremamente sexy, ou talvez fosse mais uma vez o efeito da bebida.

-Na verdade não. - eu disse um pouco sem graça. Afinal, por que ele queria ficar sozinho comigo? - tem meu quarto.
Nunca pensei que fosse odiar tanto a personalidade própria da minha boca. Por que eu tinha que falar isso? Parecia alguma garota oferecida, o que eu não sou. Ele sorriu maliciosamente, e fez minhas pernas cederem por um instante.

-Ótimo. - ele disse e começou a subir as escadas. Ótimo? Bem como minha curiosidade é do tamanho de 10 hipogrifos, decidi subir atrás dele.
Antes vi se alguém estava olhando, afinal o que achariam de eu estar sozinha no meu quarto com Malfoy? Bem para falar a verdade até eu estava me sentindo preocupada. Sentia meu coração acelerar a cada passo.
Ele parou ao lado da porta. Eu me aproximei vagarosamente e girei a maçaneta. A porta abriu e nós entramos no quarto. Nota para mim, sempre que levar algum garoto loiro e gostoso para conversar no seu quarto, tratar de tirar toda a bagunça do meio.

Ele se sentou na minha cama e eu me sentei ao seu lado. Ficamos um minuto em silêncio e logo depois decidi perguntar.
-E sobre o que você queria falar? - eu já estava me roendo de curiosidade e meu coração batia tão alto que tinha certeza que ele também podia ouvir.

-Bem, para falar a verdade faz algum tempo que eu queria te dizer isso, só não sabia como. - senti minhas entranhas se contorcerem. Onde ele queria
chegar?

-Hum? - eu murmurei ansiosa. Mil coisas se passavam pela minha cabeça.

-É que desde aquele incidente na academia, acho que algumas coisas não ficaram bem esclarecidas. - eu o olhava ansiosamente. E podia
sentir certo nervosismo em sua voz.
Ele se aproximou um pouco mais de mim. Tão perto que podia sentir sua respiração. Meu coração estava começando a dar saltos.

De repente minhas mãos começaram a suar. E mais uma vez o silêncio se impôs. O clima estava pesado. Ele foi se aproximando ainda mais de mim,
senti suas mãos tocarem minha face. Fechei os olhos ao sentir aquele toque. Se eu estivesse de pé com certeza teria caído no chão.
Deixei a boca relaxada, sabe no caso dele decidir enfiar a língua ali. Não lembrei de Bernard, nem de que toda minha família estava lá em baixo.

Senti seus lábios quentes encostarem-se aos meus. E aos poucos pude sentir novamente aquela sensação. a sensação que só ele me fizera sentir, e apenas com ele eu ousara experimentar.
Eu o beijei de volta e puis também minhas mãos em seu rosto. Sentia-me mais leve e feliz com aquele simples toque, dos lábios dele nos meus.
Não pude deixar de lembrar de como sentira saudades daquele beijo, e só Merlin sabe quantas noites eu me imaginei beijando-o de novo.
Senti um leve arrepio ao sentir suas mãos percorrem minhas costas, fazendo aprofundar o beijo.

De repente senti seu corpo sobre o meu. Alguma coisa dizia que devia parar ali, mas eu não controlava mais meu corpo, ficamos nos beijando assim por um
tempo. Era inexplicável a sensação de sentir aquele corpo quente e todo definido em cima do meu. Minhas mãos agora percorriam suas costas também.

Ele passou a mão por dentro da minha blusa. Não pude deixar de corar. Ele parou de me beijar por um instante, podia sentir que sua respiração estava tão ofegante quanto a minha. Ele devia estar com tanto calor quanto eu, pois logo tirou a blusa, e Por Merlin, se eu ainda não tinha me apaixonado totalmente por ele com camisa, certamente que me apaixonaria por ele sem. Não pude deixar de ver um sorrisinho no canto de sua boca.
Mas quando ele voltou a me beijar, escutamos batida a porta.
Como eu poderia ter esquecido que toda a minha família estava lá em baixo enquanto eu me agarrava com o Malfoy?

Ele tratou de colocar a camisa logo e eu gritei um "quem é?"
-Gina querida. - era minha mãe. - você está bem? - me virei para o Malfoy e vi que ele já estava de pé.

-To mãe, já vou descer. - depois disso ouvi os passos dela se afastando.
Olhei mais uma vez para ele antes dele aparatar. Mas acho que não tive tanta raiva da minha mãe, vai saber o que teria acontecido se ela não tivesse chego...



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N/A sei que estou um pouc lerda nas postagens, mas tô mega sem tempo.

espero que gostem!


beijos

terça-feira, 17 de maio de 2011

Capítulo 16: O Evento II

Quando desaparatamos Malfoy fez algo que eu não esperava, me olhou de cima em baixo e falou num tom muito cínico:

-É Michael tem razão em se preocupar. – Sim... Meu queixo caiu. Será que isso foi uma tentativa de elogio? Valeu a pena mesmo demorar 25 minutos para escolher um vestido.

-Olha Malfoy eu já sou bem grandinha ok? – Eu disse tentando não parecer muito feliz. Às vezes eu acho que devo ter alguns problemas. Como alguém fica feliz com isso? Ah claro é só lembrar daqueles braços e todo o resto...

-E é por isso que eu digo que ele tem razão em se preocupar. – será isso mais uma tentativa de elogio? Se for pode ser outro recorde que eu estabeleço, dois elogios vindo dele em menos de 10 minutos. Sabe isso não acontece todo dia.

-Malfoy me poupe das suas observações. – E com isso sai andando na frente. Mas eu parei ao perceber o tamanho da escadaria que me aguardava. Sério nada agradável ver aqueles milhares de degraus e saber que você está com um salto número 10.

-Com medo de que Weasley? – senti um arrepio percorrer minha espinha ao escutar aquela voz atrás de mim. Olhei para ele o mais séria possível e disse:

-De nada, mas olha para isso. – eu apontei para minha sandália. –você acha que é tão fácil assim?

-Weasley, só você. – eu não havia entendido quando ele disse o só você. Só sei que no minuto seguinte eu senti algo me levantando. Sabe meus pés saíram do chão e senti aqueles braços (Por Merlin, que braços) me segurando bem firme. E quando dei por mim lá estava ele subindo as escadas comigo em seu colo.

Senti minhas bochechas arderem de vergonha. Sorte que ainda eram 7:35 h e não havia quase ninguém ali. E ao invés de eu ficar com muito ódio dele, eu pensei num filme trouxa que eu vi há algum tempo com a Mione. Onde o herói segurava a mocinha assim no colo e logo depois falava aquelas coisas todas românticas antes de beijá-la. Não houve frases fofas muito menos beijo quando chegamos lá em cima. Não sei como ele me agüentou. Mas quando estávamos no topo das escadarias ele desatou a rir.

Não agüentei e ri também. Não sabia se era de nervosismo ou por que eu estava me sentindo uma boba. Acho que os dois.

-Sabe Weasley, você é meio pesadinha. – olhei bem feio para ele e dei uma bela "bolsada" no ombro dele. Apesar de eu achar que não deve ter doido absolutamente nada.

– É brincadeira. – disse ele ainda rindo. E eu não agüentei e ri novamente. Quem visse pensariam que eram dois amigos se divertindo muito. Mas eu ainda acho que meu riso era nervoso.

Tentei me recompor e alei séria para ele como se nada tivesse acontecido:

-Então vamos começar? Preciso fazer uma reportagem ótima. Sabe tem um cargo que me espera. – ele me olhou e apenas arqueou uma sobrancelha.

-Isso é o que veremos Weasley.

Acho que o Malfoy é uma das pessoas que mais me surpreendem. Apesar de eu conhece-lo há tanto tempo e conviver bastante com ele, sinto como se ainda não o conhecesse bem. E isso me da certa angustia, queria poder conhecê-lo melhor, saber o que se passa em sua mente e procurar não me surpreender com as reações espontâneas dele. Enquanto eu estava nos meus devaneios vejo um ser se aproximando de mim. Quando percebi que era o meu chefinho tratei de me ajeitar. Procurei a pena de repetição o caderninho e dei uma pequena disfarçada.

Só que ele não estava vindo sozinho, tinha alguém com ele. Uma mulher, muito bonita, tinha cara de seus quase 40 anos, mas ainda assim era bem conservada. E em quanto eles se aproximavam de mim, senti alguém chegar ao meu lado. E não foi bem uma surpresa ao ver Malfoy ali. E antes que eu pudesse falar qualquer coisa os dois, meu chefe e a mulher, nos cumprimentaram.

-Esses aqui são os estagiários que lhe falei Elizabeth. – disse ele para a mulher. Que por sinal era a escritora, que lançara o tal livro. Sorri o mais amável possível.

-Vocês formam um casal muito bonito. – senti minhas bochechas corarem novamente, olhei de relance para o Malfoy e vi um sorrisinho surgir na sua face.
-Eles são realmente excelentes. – falou o Sr. David. E eu ainda tentava não parecer desconcertada.

-Espero que gostem desse evento. O primeiro de vocês? – disse Elizabeth. Ela era bem simpática e percebi que Malfoy também estava assim, exalando simpatia.

-Ah sim, e é uma grande honra. – como ele consegue ser tão bajulador? E depois disso ele ainda deu aqueles sorrisos, sabe, eu - tenho-32-dentes. Ele podia ser o galã quando quisesse, mas hoje eu não ia deixar.

-Verdade, pois cobrir o lançamento de um dos livros de maior sucesso juvenil, ainda sendo uma simples estagiaria, é uma grande experiência. – percebi o olhar de desdém do Malfoy. Weasley 1 x Malfoy 0.

Eu fiz algumas perguntas a Elizabeth e Malfoy também. Quando percebi que já tinha tudo do que precisava decidi dar uma "geral" para ver como ia andando as coisas. Malfoy fez o mesmo. E depois de ter dado a tal "geral" decidi sentar um pouco no bar e beber algo.

Sentei num dos banquinhos que ali estavam e pedi um suco de abóbora. É eu não bebo em serviço. Ou melhor, eu não bebo, no máximo uma cerveja amanteigada.

Enquanto esperava o meu suco vi um moreno se aproximar, e por Merlin, que moreno! Cabelos pretos bem lisos caiam em sua face meio desarrumados , e apesar do paletó, dava para perceber que por debaixo daquilo deviam haver aqueles braços. Tudo bem, eu tenho namorado, mas eu não estou morta, e sabe, olhar não faz mal, faz?

E eu estava adorando olha-lo. Ele deve ter percebido meu olhar, pois veio na minha direção e se sentou ao meu lado. Tentei parecer bem natural, mas eu não consegui. Ficava repetindo a mim mesma o mantra : "eu tenho namorado". Não que eu fosse esquecer, mas nunca se sabe.

-É difícil ver uma mulher tão linda sozinha. – disse ele numa voz toda galanteadora.

Dei um sorrisinho discreto e ele deu um sorriso, deixando-o muito sexy.

Mas quando eu ia responder algo, certo loiro apareceu e passou seu braço em volta do meu ombro. Olhei assustada para ele, afinal o que ele pensa estar fazendo.

-Amor, eu estava procurando você. – e depois ainda me deu um beijo. Ok. não foi "o" beijo sabe? Foi apenas um enconstão de boca com boca, mas o suficiente para me deixar sem reação. E a única coisa que eu queria falar era: "O que você pensa estar fazendo?"
Mas cada dia eu chego a crer que minha boca tem mente própria.

O tal moreno pareceu bem sem graça com a cena toda, ele apenas se virou para nós e disse:

-Ah pelo visto não esta tão sozinha quanto eu achei. – minha cara foi pro chão. Será que ele acreditou no Malfoy? E por que ele fez isso?
Quando o cara bonitão estava a uma distancia onde não escutaria mais nada da nossa "conversinha", eu me virei para o Malfoy e disse tentando me acalmar.

-Você pode me explicar o que foi isso?
Ele fez aquela cara, que só ele sabe fazer, e que me deixa com vontade de pular em cima dele.

-Apenas cumpri a minha promessa. – disse ele com cara de deboche. E depois começou a andar como se nossa conversinha tivesse acabado. Mas não iria acabar assim, então eu o segui.

-Olha aqui Malfoy eu não estava fazendo nada, entendeu? – ele parou de andar e eu dei um encontrão nele. Ele me olhou nos olhos e disse:

-Lógico que não fez, eu cheguei a tempo. – essa era boa, ele estava insinuando que eu trairia Bernard? Não, definitivamente não. Eu posso até não gostar muito dele, mas EU JAMAIS O TRAIRIA.

-Olha aqui Malfoy, eu tenho namorado sabia? – eu disse ainda tentando me conter. Não queria fazer um estardalhaço no meu primeiro evento social entende?

-Eu sei que você tem namorado... E também sei que você não sente nada por ele, mas eu não esperava isso de você, sabe coitadinho dele... – eu não sabia mais o que estava me irritando, se era a cara de sarcasmo dele, aquelas coisas que ele dizia, e que infelizmente estavam em parte certas, ou se era o fato de algumas pessoas começarem a lançarem olhares a nós.

-Eu jamais trairia meu namorado, não sou igual a você! – meu tom de voz começou a elevar, e isso só fez mais pessoas lançarem olhares em nossa direção.

-Olha Weasley não é o que parecia, e só Merlin sabe o que aconteceria se eu não chegasse a tempo.

-Não aconteceria nada! Eu apenas estava conversando com ele. – tudo bem, não estávamos conversando, ele estava falando e eu babando, mas isso não significa que eu o trairia certo?

-Weasley, você sabe muito bem que aquilo era mais que uma simples conversa. – eu o olhei bem feio. Sentia meu sangue ferver dentro das veias. Aquele garoto me dava nos nervos.

-OLHA AQUI MALFOY, VE SE ME DEIXA EM PAZ! – eu tentei me controlar e não explodir, mas não deu. Sabe esse garoto consegue me estressar, muito por sinal. Ele tem o dom.
Depois do meu pequeno ataque percebi que os poucos olhares se transformaram em uma multidão deles. Mas sabe o que mais? Eu não estava nem ai.

A única coisa que eu pensava era em como ele é idiota! E como eu odeio aquele jeito dele, e acho que ele quis isso mesmo. Sabe mas depois do meu breve ataque eu me virei e sai. Senti vários olhares me acompanharem, pensei na tal vaga por um momento, mas sinceramente eu não estava dando a minha só queria estar na minha cama e mais nada. Então foi o que eu fiz. Dirigi-me a entrada do salão e aparatei em casa.

Chegando em casa subi correndo as escadas em direção ao meu quarto. Como eu queria esquecer esse meu pequeno vexame. Entrei no quarto e bati a porta atrás de mim. Sentei um pouco na cama, estava furiosa, não sabia o que fazer, decidi por fim pegar um travesseiro e jogar na parede. Não sei por que, mas isso sempre me acalma.
Fiquei ali sentada pensando nos últimos acontecimentos, será que eu ainda teria chances de conseguir o cargo? Como eu odeio o Malfoy.
Ele é sem duvida nenhuma a pessoa mais insuportável desse mundo.

E exatamente nessa hora me lembrei de uma frase que Mione havia me dito há muito tempo, Que existe uma fina linha entre o ódio e o amor. Realmente ela estava certa. E ela nem sabe como.
Depois da frase que eu lembrei decidi anotar no meu caderninho. Mas o sono era tanto que acabei desistindo. Pus meu pijama e me deitei.



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N/a eba, tem bastantes views já. Vou tentar postar mais um essa semana ainda.
Até o próximo. Espero que gostem :D

bjs,
Flora Sly.*

Capítulo 15: O Evento I

-Gina entra logo no carro!– Michael gritava do lado do carro.
E mais uma vez eu saia de casa com torradas numa mão e o material escorregando na outra. Pra variar eu havia acordado atrasada. Uma coisa nada legal se você quer saber. Devia estar uma cena horrível mesmo, porque Michael se ofereceu para pegar meus livros e colocou ao meu lado enquanto eu me sentava no banco traseiro do carro.

-Gina já seu o que vou te dar de Natal. – disse John olhando para mim. – um despertador, daqueles trouxas sabe? – eu dei um sorrisinho bem falso, se é que me entende.

Mas essa brincadeira de John, muito sem graça se quer saber, me lembrou de uma coisa, o Natal estava chegando, e com isso férias de inverno, que apesar de curtas são realmente ótimas. Não pude deixar de sorrir ao lembrar disso. Mas logo tive de fechar a cara. Malfoy acabara de entrar no carro.
Tratei de me ajeitar logo, sabe eu não queria parecer tão, ah tão estranha na frente dele. Bem o resto da nossa viagem de carro foi tranqüila, até aquele loiro metido e gostoso, falar para mim na maior cara de pau:

-Iai Gina preparada para a festa de hoje? – John me olhou com aquela cara de "Há eu sabia!" ou algo do gênero.
Senti minhas bochechas corarem, sabe a única pessoa que sabia disso era minha mãe.
-Ah então vocês vão numa festa hoje? – quis saber John. E era exatamente isso que eu estava querendo evitar. Já tive que explicar para minha mãe, e creio que ela não sabe de nenhum sentimento meu pelo loiro. Mas John, bem... ele sabe tudo e mais um pouco.
E tenho certeza que ele não bota fé no meu namoro com Bernard, e na cabeça dele um dia ele ainda vai nos unir!

Pobre e ingênuo John, mal sabe ele que eu e o Malfoy somos de mundos diferentes, e que jamais daríamos certo. E afinal, foi ele mesmo que disse isso! Que era para eu esquecer de tudo que aconteceu.
Talvez não com essas palavras, mas garanto que tudo levava a crer na mesma coisa: eu levei um fora. E sabe, não ia ser eu que ia correr atrás dele. Ele pode ser muito lindo e ter uns braços que fazem eu perder o ar, e sem contar que ele beija bem (e como!), mas nada disso ia fazer diminuir meu orgulho. Então vamos concordar que a chance de nós darmos certo é ZERO. Mas John entende isso? Não, claro que não. E agora tenho que agüentar aquele olhar dele. De quem "descobriu tudo". Coitada de mim!

-É, do Profeta Diário. – eu praticamente gaguejei a frase. E Malfoy percebeu, me lançou aquele olhar que faz com que eu tenha arrepios.

-Hum. – disse John ainda com aquele sorrisinho no rosto. E pela cara de Draco suspeitava que minhas bochechas estivessem mais vermelhas que meu cabelo.

Graças a Merlin chegamos logo na academia e dei um jeitinho de sair logo do carro e escapar do possível interrogatório de John.
Quando achei que já estava a salvo no meu armário escuto uma voz familiar atrás de mim:
-Gina! – Merlin... era Bernard! Sabe, acho que ele tem o dom de me pegar sempre quando estou no meio duma crise.
Tentei disfarçar com um sorrisinho. E acho que ele não percebeu, ou então simplesmente ignorou, pois a única reação dele foi me dar um beijo. Não aqueles beijos de tirar o fôlego, mas aquele encostar de boca com boca.
Tentei parecer o mais normal possível. Eu ainda não havia contado para ele que iria a uma festa. Não que eu tivesse que contar cada passo que dou a ele. Mas eu estava me sentindo mal. Sabe ir à festa com um cara que digamos, eu tenho certa quedinha e meu namorado nem sabe. Então eu adiei a semana toda e hoje, no dia da festa, não dava mais para adiar.

-Bernard, eu preciso falar com você sobre uma coisa. – eu disse tentando não ficar nervosa. Vai saber a reação que ele vai ter. Será que ele é ciumento?

-Ah eu também queria falar com você!

Pronto eu gelei. Sabe as conversas nunca são boas quando começam assim. – temos que conversa então. – OPA! Ele usou duas frases exatamente comprometedoras quase ao mesmo tempo. Isso foi o suficiente para minhas mãos começarem a suar frio.

-Ah claro. – tentei manter controle na minha voz, mas ela saiu mais como um chiado.

-Eu queria que fosse a sós. – disse ele bem perto de mim. Eu sabia, nem ele agüentou ficar comigo e agora vai me dar um fora. Dois foram em menos de um mês, isso deve ser quase um recorde. Eu sorri em resposta, mas foi mais por nervosismo do que por outra coisa. Então ele começou a caminhar até a sala, como ainda era cedo, devia estar vazia. E assim estava quando chegamos lá.

Ele se sentou numa carteira lá no fundo e eu o segui. Devo dizer que com o coração na mão. Concordo que talvez não sinta o mesmo que ele sente por mim, e que terminar seria uma solução. Também não estou feliz com isso. Mas sabe por mais que dar um fora seja ruim. Levar o tal fora, dói mais. Porque você não pode culpar a pessoa de não gostar de você e essas coisa, e sabe recentemente eu tinha tomado um, e pode até parecer criancice, mas eu não gostaria de receber outro.

Então eu apenas me sentei ao seu lado e ele falou com aquele sorriso fofo que ele tem:
-Então me fale primeiro o que você queria falar. – eu olhei para aqueles olhos azuis bebes, sabe ele é realmente lindo e fico pensando o que faz caras como ele namorarem garotas como eu!
Mas isso eu ia ter que deixar para depois.

-Ah eu só queria comentar que hoje vai ter uma festa de um livro, e eu vou cobrir para o Profeta Diário. – despejei isso para fora. Exceto talvez a parte que eu ia estar com o Draco e iríamos concorrer a uma vaga. Existem detalhes que não precisam ser ditos certo?

-Puxa que bom! Fico feliz amor. – Sabe,eu posso não ser a pessoa que mais entende de relacionamentos amoroso, mas pelo que eu sei, pessoas que querem dar o fora na namorada não as chamam de "amor" no exato momento.

Fiquei um pouco mais aliviada. Mas sabe ainda tinha aquela historia, eu sei que seria muito melhor se ele me desse o fora. Afinal eu acho que diminuiria minha culpa.

-Então o que você queria falar? – eu quis saber com um pouco de curiosidade.

-Ah certo. Então as férias de inverno estão chegando certo? – eu fiz um gesto afirmativo com a cabeça. E ele prosseguiu.

-E eu tinha combinado há algum tempo atrás que nessas férias eu ia viajar. Sabe sem um destino certo. E estava tudo marcado, só que eu me sinto mal sabendo que ficarei longe de você.

Daí ele fez um cara muito fofa, sabe aquela de cachorro de pidão que dá vontade de levar para casa? E por mais egoísta que fosse eu senti certo alivio, ao saber o que era a coisa importante e também que ele não ficaria grudado em mim durante as férias. Sorri para ele, acho que o primeiro sorriso sincero do dia.

– Então tudo bem para você, por que se você não quiser eu posso até desmarcar...

-Imagina! Você deve ir sim, e não se preocupe comigo, juro que me comportarei direitinho. – ele sorriu e me abraçou.

-E se não é o casal ternura! – soou uma voz atrás de mim. E eu sabia muito bem de quem era aquela voz. Era dele. Aquele garoto insuportável que sempre tratava de invadir meus pensamentos.

Tratei de largar de Bernard e olhei para a porta. E lá estava ele, todo cheio de si, com aquele sorriso cínico que só ele tem.

-Não enche Malfoy! – foi a única coisa que eu consegui dizer.

-Sabe vocês poderiam fazer isso em outro lugar. – ele disse cheio de malicia. Senti meu sangue ferver dentro das veias. "Garoto idiota" era a única coisa que vinha na minha cabeça.

-Sabe, não tenho que dar explicação nenhuma. – eu disse juntando toda a minha força que restara.

-Só acho que você e seu namoradinho poderiam ficar se agarrando em outro lugar. – como ele conseguia me deixar tão irritada? Como ele conseguia me tirar do sério tão fácil? Às vezes nem eu me reconhecia.

-Malfoy me esquece certo? – eu disse tentando me controlar, mas ele não para. Ele continuou a me provocar.

-Seria um prazer, mas você parece que aparecer em todo lugar que eu estou. – essa era boa, como se fosse eu que jantasse todo dia na casa dele.

-Vá caçar sapos de chocolate! – olhei para Bernard e ele estava atônito, acho que não sabia se ria ou se me ajudava.

E felizmente não pude ouvir a "sabia" resposta do loiro insuportável. O sinal bateu e logo a sala estava cheia. O resto do dia foi normal. Às vezes ele fazia alguma gracinha e todo mundo ria. Sério, detesto esse jeito dele. Sabe esse jeito de que pode tudo. Ele consegue ser mesmo irritante quando ele quer.
Mas depois da aula ainda tinha muito a fazer. Tinha que me trocar para a tal festa e preparar a pena de repetição rápida. E a idéia de passar a noite toda com Malfoy não me animou nem um pouquinho. Sabendo que ia ser uma bela disputa. E eu ia vencer essa. Custe o que custar.

Chegando em casa subi direto para meu quarto, com um único intuito:

Ficar linda! Não sei por que, mas sentia certa necessidade de ficar linda hoje. Não para ele. Definitivamente não era isso. Era?
Tomei um banho demoradamente de banheira. A sensação de ficar ali, sozinha era sem igual. Depois de algum tempo, (não muito, não tinha ficado enrugada) Sai e comecei a me trocar. A festa começava as 20:00 h e deveríamos chegar juntos e um pouco antes dos convidados. Aquela historia de ver cada entrada.

Olhei no relógio do meu criado mudo e marcava 6:00 h. ainda tinha tempo, mas eu não podia deixar para mais tempo. Como dizem os trouxas, a perfeição leva tempo. Ou algo assim, sabe eu nunca prestei muita atenção nas aulas de estudo dos trouxas.
Abri o meu armário e comecei a busca pela roupa perfeita.
Comecei a tirar roupa por roupa. Experimentava algumas, olhava outras e quando dei por mim tinha mais roupa no chão do que no armário.

Olho mais uma vez para o relógio, 18:25.
Quanto tempo é necessário para achar algo que preste no seu próprio armário?
Quando já estava entrando em um colapso nervoso lembrei de um vestido que eu havia usado apenas uma vez. Na verdade fazia um bom tempo que eu não via aquele tal vestido e não fazia idéia do estado dele. Apenas pedia a Merlin que estivesse em bom estado. Ele ficava guardado numa caixa dentro do meu armário. Então tratei de buscar o tal vestido.

Não resisti e soltei um gritinho de animação quando achei a tal caixa. Abri cuidadosamente e lá estava ele. São e salvo! Tirei-o ainda com muito cuidado e o estendi na frente do espelho. Ele ainda continuava lindo, como eu me lembrava dele.
Ele é todo prata. Na parte de cima ele é um corpete e a sua saia não é muito comprida, vai até os joelhos e cai um pouco justa na perna. Na parte de cima ele é totalmente bordado, mas o que gosto mesmo nele, e comprovo quando o visto, é que ele cai muito bem em mim.

Olhei-me no espelho, é não estava tão mal. Na verdade ele caia perfeitamente em mim.
Sequei o cabelo rapidamente com magia e o deixei bem liso. Puis uma maquiagem rápida e estava pronta.
Olhei-me no espelho mais uma vez. Sim, eu estava me sentindo até bonita. Peguei a pena de repetição rápida, um bloco de notas e joguei tudo dentro da minha bolsa (também prata, combinava com a sandália). Dei uma última olhada no relógio, 19:15.
Estava pronta na hora. Havíamos combinado de nos encontrar, eu e Malfoy, aqui em baixo, no hall de entrada para aparatarmos juntos. E apenas isso!

Escuto a campainha soar lá em baixo. "Deve ser ele" é a primeira coisa que eu penso. Não sei por que mais meu coração começa a acelerar. Tudo bem eu sei por que mais não quero admitir.
-Gina ele já chegou. – era minha mãe berrando, provavelmente lá de baixo. Sério ainda não descobri por que estou tão nervosa. Até parece que estou indo a um encontro. O que claro que não é. Você vai lá para trabalhar.
Fico pensando nisso enquanto descia cada degrau com muito cuidado. Sabe eu nunca consegui me equilibrar muito bem nesses saltos.

Quando cheguei à ponta da escada, percebi que tinham muitos olhares sobre mim. Senti minhas bochechas corarem um pouco. Dei um sorriso nervoso a todos. E o primeiro a falar foi John.
-Uau Gina! Você está linda. – mas eu realmente não escutei direito o que ele disse. Meu olhar recaiu sobre certo loiro que estava ali em pé me olhando. Sabe eu percebi a cara que ele fez a me ver. E posso dizer que valeu a pena demorar 25 minutos escolhendo algo para vestir.

Não sei quanto ele passou se arrumando só sei que ele estava mais do que irresistível. Não pude deixar de perceber que ele todo social ficava ainda mais lindo. E o cabelo ainda meio molhado caindo sobre seu rosto o deixava tão sexy!
-Hei, você vai assim mesmo? – olhei para o lado e vi Michael. O que ele quis dizer com "você vai assim mesmo"? Eu não estou tão feia assim, estou?

-Que? – foi a única coisa que eu consegui dizer.
-Ora você esta muito pelada Ginevra. – há essa era boa, um segundo Rony, eu mereço?

-Michael, eu vou a trabalho. – respondi um tanto grossa.

-Por isso mesmo. – ele disse com um olhar bem feio para mim. – isso não parece nenhum um pouco com uma roupa de trabalho.

-Não se preocupe, ela vai estar segura. – agora era o Malfoy se intrometendo na discussão.

Olhei atônita para os dois. Só podia ser brincadeira certo?

-Eu vou cuidar bem dela. – disse Malfoy. – e prometo que não vou chegar perto dela. - Isso ele disse num tom de brincadeira. E eu realmente esperava que fosse. Tudo bem eu não deveria pensar em coisas assim tendo um namorado. Mas ele vestido todo social, quem não resiste?

Michael ficou sem resposta e logo aparatamos no lugar da tal festa.
Pelo visto ia ser uma noite muito longa...


N/a e ai, que estão achando?

Vou colocar mais um hoje!


bjs,

Flora Sly.*