-Gina acorde! –Ouvi minha mãe gritar histérica do outro lado da porta enquanto batia freneticamente na mesma. Sabe não foi uma das melhores maneiras que já fui acordada. Abri um olho e fui me esgueirando para fora da cama. Abri a porta com a cara mais amassada e emburrada do mundo. Não era assim que eu queria ser acordada no meu primeiro dia de férias, tudo bem que são apenas duas semanas, mas mesmo assim são férias.
Minha mãe ficou me olhando por um segundo, ela deve ter se assustado ao ver meu estado, que devo dizer deveria ser lastimável. Afinal na noite anterior eu não havia dormindo quase nada, metade dela dediquei a gritar com o travesseiro na cara e falar mal do Malfoy.
-Querida, eu vou ao beco diagonal com Dennis para comprarmos as coisas para o Natal, sabe vai estar lotado hoje, afinal, é véspera de Natal... – ela falou mais alguma coisa, só que realmente eu não ouvi.
Sabe, já estávamos na metade do semestre. Mas seis meses e eu me formo. Acho que até posso alugar algum apartamento perto do centro de Londres.
-Tudo bem querida? – disse ela por fim me despertando dos meus pensamentos. Olhei para ela, ainda com a cara amassada. E apenas disse:
-Tudo. – ela me deu um beijo na testa e saiu andando. Tudo bem eu não havia entendido nada. Mas normalmente eu não entendendo nada mesmo.
Voltei ao meu quarto olhando a roupa toda no chão lembrei que tinha que escrever algo para o jornal.
Fui ao banheiro e tomei uma ducha bem rápida na fraca tentativa de espantar o sono. Depois de vestir a roupa mais confortável do meu armário, ou seja, o meu velho moletom,decidi que estava pronta para começar a escrever.
Peguei minhas anotações, um pedaço de pergaminho, minha pena e as anotações feitas no dia anterior. Eu tinha quase certeza que depois do meu pequeno ataque minhas chances seriam zero. Mas eu não desistiria tão fácil, continuei escrevendo.
~~D/G~~
Depois de já ter terminado de escrever a matéria e ter enviado a coruja ao Sr. David, me sentia muito aliviada. Mas não o suficiente para agüentar ver o Malfoy na minha frente.
Fiquei andando de um lado para o outro no quarto, até perceber que meu estomago estava roncando, tão alto que tinha certeza que quem estivesse na Cornualha pudesse ouvir (tudo bem eu exagerei!).
Decidi descer e procurar algo para comer. Fui até a cozinha, e por mais estranho que isso parecesse, eu não costumava ir até lá. Com esse negocio de elfos por toda parte eu já tinha te ficado mais acomodada.
Entrei na cozinha, que por sinal dava umas cinco da antiga cozinha na Toca, e sentei num banquinho.
Fiquei esperando um elfo, com uma carinha bem gentil, preparar uns sanduíches e um suco de abóbora para mim.
Se Mione estivesse aqui certamente falaria algo como "Não devemos ter elfos domésticos como escravos" ou algo assim. Apesar do F.A.L.E. não existir mais, ela ainda é uma grande defensora dessas pobres criaturas. Ela só não entende que por mais estranho que pareça, eles gostam de trabalhar assim.
Quando o elfo me entregou a bandeja com os sanduíches e com um copo bem gelado de suco de abóbora, decidi levar para comer em outro lugar. Não gostei do ambiente da cozinha, tinha uma porção de elfos ali, correndo de um lado para o outro e fazendo muitas coisas.
Peguei tudo e fui para a sala. Eu não estava com vontade de ficar olhando para as paredes do meu quarto sabe?
Mas eu deveria ter previsto que ficar em qualquer lugar daquela casa, menos o meu quarto e o banheiro talvez, eu teria MUITAS chances de encontrá-lo. Sabe o tal loirinho, metido e gostoso... Tudo bem, ele é irritante, mas mesmo assim tem uns braços que por Merlin...
E bem,apesar de eu nunca ter prestado atenção em adivinhação, alguns minutos depois, quando eu estava no meu segundo sanduíche, ele apareceu. Provavelmente ia sair com Michael ou qualquer coisa assim, mas mesmo assim não pude deixar de ter alguns instintos assassinos, por causa dele eu com certeza tinha estrago as chances de conseguir o tal cargo no profeta diário. E tudo que ele fazia? Olhava-me com aquele sorrisinho no canto da boca.
Encarei-o por um instante, minha vontade era de pular no seu pescoço. Mas como sou uma garota delicada (até parece!) eu me controlei. Ele continuou a me encarar com aqueles olhos azuis acinzentados e inexpressivos. Devo dizer que aquele olhar me dava arrepios.
Não conseguia dizer nada, fiquei apenas com uma cara de boba olhando para ele. Não sabia o que mais me dava ódio, o fato dele ter feito que minhas chances no Profeta se resumissem a zero, ou o fato de ele estar um gato logo cedo e eu simplesmente não conseguir tirar os olhos de cima dele.
Enquanto eu tentava me concentrar no meu sanduíche e simplesmente ignorara a presença dele ali, ele se virou para mim e disse num tom muito casual:
-Sua mãe está? – não pude deixar de ficar espantada, afinal o que ele poderia quere com a minha mãe?
-Não ela saiu com Dennis. – eu disse dando de ombros, mas mesmo assim aquilo me incomodava, sabe, Malfoy vir até aqui procurar minha mãe.
-Bem então se você puder falar para ela que eu aceito o convite, ficarei agradecido. – ele disse muito formal. Mas afinal que convite minha mãe poderia fazer para ele?
-O.k. mas que convite posso saber? – eu disse o mais "amável" possível.
-Você não sabe? – ele levantou uma sobrancelha, o que o deixou ainda mais sexy. - Sua mãe me convidou para passar o Natal com vocês.
HÁ além de ter que agüentá-lo todo santo dia ainda vou ter que ver aquele loiro no Natal,e eu que pensei que ficaria pelo menos um dia semele.
Tentei me controlar, mas não pude deixar de pensar que minha mãe estaria mesmo fazendo algum complô contra a minha pessoa.
-Ah ta. – é isso mesmo, "ah ta" foi o que eu disse. Às vezes acho que poderia tentar me expressar melhor, afinal, "ah ta" não é uma grande resposta. Ele deu um sorriso triunfante e subiu as escadas, provavelmente ele ia ver Michael. Alguns pensamentos me vieram à cabeça, como a lembrança do Malfoy todo arrumado, sabe ele fica ainda mais lindo.
Depois eu pensei em Bernard, ele foi viajar e até agora nenhuma noticia. Quando lembrei dele não pude deixar de pensar em como eu sou uma namorada ruim. Mas ruim mesmo! Pobre Bernard, eu sei o que ele deve sentir, sabe gostar de alguém e esse alguém nem te dar bola. Ai que vida injusta!
Depois de ficar me lamentando no sofá, decidi que isso não me levaria a nada. Levantei e fui procurar algo para fazer.
Fui até a sala de estar e vi John montando uma arvore enorme. Ele estava enfeitando-a, com magia, claro. E ela já estava toda cheia de brilho, acho que era pó de fada, ou algo assim.
-Quer me ajudar Gina? – disse ele me dando um susto, eu estava realmente concentrada o vendo fazer aquilo tudo.
Fiz um gesto positivo com a cabeça. Peguei minha varinha e comecei a enfeitar do meu jeito.
-Como você tá? – começou ele. Ah, muito bem, exceto por eu achar que perdi as chances de conseguir algo no profeta diário, e da minha mãe provavelmente ter endoidado de vez convidando o Malfoy para jantar conosco na ceia de Natal, e claro, sem esquecer de que meu namorado falou que me amava umas 1000 vezes (tudo bem, menos!) e eu apenas gosto dele. Fora isso, tudo normal.
-vou bem e você? – foi o que eu disse. Ta vendo, preciso me expressar melhor!
-Tudo bem mesmo? – Eu acho que ele deve ter algum dispositivo que apita toda vez que eu não estou me sentindo bem. Ou talvez ele seja apenas um bom leglimente.
-Claro – respondi e tratei de voltar a atenção a arvore. Ele não insistiu.
Depois de algum tempo arrumando a arvore, ou melhor, do John arrumando e concertando minhas besteiras, decidi subir e me trocar.
Enquanto me arrumava escutei a campainha soar varias vezes. E já estava começando a escutar vozes lá
Enquanto descia as escadas vi que os sapatos de salto agulha eram lindos, mas não eram a melhor opção. Quando cheguei ao final da escada escutei um grito: "Gina". Olhei para o lado assustada e vi Mione correndo e quase pulando em cima de mim. Depois de recobrar o equilíbrio, o que não era fácil naquele salto enorme, olhei para Mione e vi que ela estava ainda mais linda desde a ultima vez que eu a vira. Sorri e ela retribuiu meu sorriso.
-Você já soube da novidade certo?
-Hum qual delas? – não que tivessem muitas novidades, mas nunca é ruim perguntar certo?
-Ora eu vou ser sua cunhada oficialmente! – e ela terminou a frase abrindo um largo sorriso. Não pude deixar de sorrir também.
Ela estava mudada, parecia mais adulta, e tinha um brilho diferente no olhar. Ela realmente estava apaixonada. Será que algum dia eu ainda vou dizer a frase "eu vou me casar"? De qualquer forma eu a parabenizei e depois ela me disse que queria saber tudo sobre o meu namoradinho.
Eu disse que depois contava tudo para ela e fui cumprimentar o resto dos meus irmãos, que por sinal não são poucos.
Vi Gui e Fleur num canto falando com mamãe, e logo depois ela deu um berro bem alto. Não pude deixar de me morder de curiosidade e me aproximei deles.
-Gina querida você já sabe da novidade? – outra? Por Merlin deviam ter um limite de novidades em festas familiares.
-Não. – eu disse abraçando Gui e dando apenas um beijinho em Fleur, sabe eu ainda não gosto muito dela, mas se meu irmão gosta...
-Fleur está grávida. – tudo bem eu também berrei, mas foi de surpresa, sabe alem de ter uma "nova" cunhada ainda vou ganhar um sobrinho. Da pra acreditar?
-Ah que ótimo! – eu disse toda empolgada, não é todo dia que você vira titia. – quer dizer que eu já fiquei pra titia? – e lá vai minha boca falar mais do que devia.
-Ate parece, eu soube que você esta namorando. – olhei feio para mamãe, aparentemente ela contou para todo mundo. Não que eu não queria que ninguém ficasse sabendo, é só que eu não considero esse namoro algo muito serio pra todo mundo ficar sabendo.
Depois de acariciar a barriga de Fleur, eu pensei que nunca faria isso, pra você ver como as coisas mudam, a campinha soou.
Eu fui atender a porta, sabe eu estava esperando Percy ou algo assim, mas eu não esperava um loiro todo arrumado e todo cheiroso.
Fiquei ali babando por uns instantes e depois de recobrar a consciência apenas murmurei um "entre" quase inaudível. Acho que Malfoy sempre causa esse efeito nas pessoas. Ou pelo menos na minha pessoa.
-Boa noite Gina. – foi apenas isso que ele disse ao passar por mim e ir cumprimentar minha mãe. Ele prefere cumprimentar a minha mãe a mim. Isso é humilhante.
Minha mãe o abraçou e informou que todos já haviam chego. Para variar o Percy não ia poder vir. Já eram 9:00h e todos fomos nos sentar na sala de jantar. Bem, digamos que éramos um numero muito grande de pessoas, mas acho que para aquela casa isso não importava.
O jantar foi bem barulhento, como todos os jantares na Toca eram. E eu senti por um segundo como se estivesse lá de volta. Todo mundo estava rindo ou falando alguma besteira. Até Draco estava se divertindo. A coisa toda só me incomodou um pouco quando a conversa se voltou para mim.
-Então Gina. - começou Rony. - quando vamos conhecer esse seu misterioso namorado?
Pude sentir minhas bochechas que ele tinha que tocar nesse assunto justo agora?
Dei um sorrisinho sem graça e falei com toda a dignidade que me restava.
-Ah ele não é misterioso, é amigo do Harry, e bem não é nada muito sério ainda...
-Ah qual é Gina ta com vergonha da sua querida família? - disse Jorge brincando
-Cl-claro que não. - eu praticamente gaguejei e vendo que eu estava bem desconcertada com o assunto, mamãe decidiu falar do casamento de Rony.
E o resto da ceia foi basicamente dividido entre dois assuntos: Casamento de Rony e o filinho de Gui e Fleur.
Depois da deliciosa sobremesa de torta de abóbora e de alguns drinques bem fortes, tudo bem eu não bebia, até hoje, mas afinal é Natal, todo mundo se levantou da mesa e tratou de se espalhar pela casa. Eu estava no meio de uma conversa bem animada com Mione sobre vestidos de noiva,
quando vi Malfoy se aproximar. Acho que a bebida devia estar começando a fazer efeito, ou algo assim, por que no minuto seguinte, eu já havia
dispensado Mione e me aproximado dele.
-Eu queria falar com você. - foi o que ele disse quando eu me aproximei.
-Pode falar. - eu disse no meu tom mais casual, mas eu estava começando a sentir aquela sensação do coração batendo contra minhas costelas.
-A sós. - não sei por que, mas apenas aquelas duas palavrinhas me fizeram estremecer. Eu apontei para o jardim e fomos até lá. Mas para minha
surpresa o jardim estava, digamos,ocupado. Rony e Mione estavam no maior amasso isso sim.
E disfarçadamente saímos de fininho.
-Outra idéia para algum lugar? - ele disse com uma cara extremamente sexy, ou talvez fosse mais uma vez o efeito da bebida.
-Na verdade não. - eu disse um pouco sem graça. Afinal, por que ele queria ficar sozinho comigo? - tem meu quarto.
Nunca pensei que fosse odiar tanto a personalidade própria da minha boca. Por que eu tinha que falar isso? Parecia alguma garota oferecida, o que eu não sou. Ele sorriu maliciosamente, e fez minhas pernas cederem por um instante.
-Ótimo. - ele disse e começou a subir as escadas. Ótimo? Bem como minha curiosidade é do tamanho de 10 hipogrifos, decidi subir atrás dele.
Antes vi se alguém estava olhando, afinal o que achariam de eu estar sozinha no meu quarto com Malfoy? Bem para falar a verdade até eu estava me sentindo preocupada. Sentia meu coração acelerar a cada passo.
Ele parou ao lado da porta. Eu me aproximei vagarosamente e girei a maçaneta. A porta abriu e nós entramos no quarto. Nota para mim, sempre que levar algum garoto loiro e gostoso para conversar no seu quarto, tratar de tirar toda a bagunça do meio.
Ele se sentou na minha cama e eu me sentei ao seu lado. Ficamos um minuto em silêncio e logo depois decidi perguntar.
-E sobre o que você queria falar? - eu já estava me roendo de curiosidade e meu coração batia tão alto que tinha certeza que ele também podia ouvir.
-Bem, para falar a verdade faz algum tempo que eu queria te dizer isso, só não sabia como. - senti minhas entranhas se contorcerem. Onde ele queria
chegar?
-Hum? - eu murmurei ansiosa. Mil coisas se passavam pela minha cabeça.
-É que desde aquele incidente na academia, acho que algumas coisas não ficaram bem esclarecidas. - eu o olhava ansiosamente. E podia
sentir certo nervosismo em sua voz.
Ele se aproximou um pouco mais de mim. Tão perto que podia sentir sua respiração. Meu coração estava começando a dar saltos.
De repente minhas mãos começaram a suar. E mais uma vez o silêncio se impôs. O clima estava pesado. Ele foi se aproximando ainda mais de mim,
senti suas mãos tocarem minha face. Fechei os olhos ao sentir aquele toque. Se eu estivesse de pé com certeza teria caído no chão.
Deixei a boca relaxada, sabe no caso dele decidir enfiar a língua ali. Não lembrei de Bernard, nem de que toda minha família estava lá em baixo.
Senti seus lábios quentes encostarem-se aos meus. E aos poucos pude sentir novamente aquela sensação. a sensação que só ele me fizera sentir, e apenas com ele eu ousara experimentar.
Eu o beijei de volta e puis também minhas mãos em seu rosto. Sentia-me mais leve e feliz com aquele simples toque, dos lábios dele nos meus.
Não pude deixar de lembrar de como sentira saudades daquele beijo, e só Merlin sabe quantas noites eu me imaginei beijando-o de novo.
Senti um leve arrepio ao sentir suas mãos percorrem minhas costas, fazendo aprofundar o beijo.
De repente senti seu corpo sobre o meu. Alguma coisa dizia que devia parar ali, mas eu não controlava mais meu corpo, ficamos nos beijando assim por um
tempo. Era inexplicável a sensação de sentir aquele corpo quente e todo definido em cima do meu. Minhas mãos agora percorriam suas costas também.
Ele passou a mão por dentro da minha blusa. Não pude deixar de corar. Ele parou de me beijar por um instante, podia sentir que sua respiração estava tão ofegante quanto a minha. Ele devia estar com tanto calor quanto eu, pois logo tirou a blusa, e Por Merlin, se eu ainda não tinha me apaixonado totalmente por ele com camisa, certamente que me apaixonaria por ele sem. Não pude deixar de ver um sorrisinho no canto de sua boca.
Mas quando ele voltou a me beijar, escutamos batida a porta.
Como eu poderia ter esquecido que toda a minha família estava lá em baixo enquanto eu me agarrava com o Malfoy?
Ele tratou de colocar a camisa logo e eu gritei um "quem é?"
-Gina querida. - era minha mãe. - você está bem? - me virei para o Malfoy e vi que ele já estava de pé.
-To mãe, já vou descer. - depois disso ouvi os passos dela se afastando.
Olhei mais uma vez para ele antes dele aparatar. Mas acho que não tive tanta raiva da minha mãe, vai saber o que teria acontecido se ela não tivesse chego...
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N/A sei que estou um pouc lerda nas postagens, mas tô mega sem tempo.
espero que gostem!
beijos
Eu não posso mais ficar pensando no Draco sem camisa. >.<
ResponderExcluirMas confesso que suspirei. Hahaha :D
Continue!
Beijo.