Andei por todo Profeta atrás dele, e nenhum misero sinal se quer.
Droga! Justo hoje ele resolve sumir? Isso não é justo.
Mas não faz mal, vou continuar atrás dele. E ele vai ter que me ouvir.
Acho que esse é o lado Weasley falando mais alto.
Aquela altura eu me sentia bem melhor, sabe depois de ver a Bárbara com o Sr. Clark, me bateu uma certeza de que tudo se resolveria.
Definitivamente eu precisava encontrá-lo e já me faltavam idéias de onde ir.
Voltei a minha sala, e o Sr. Clark ainda estava lá, claro, com Bárbara.
-Com licença, mas algum de vocês viu o Draco? – perguntei tentando controlar minha ansiedade.
-Ah ele veio aqui mais cedo. – respondeu Sr. Clark.
Droga! Que hora afinal ele acordou? Puxa será que eu que acordei tão tarde assim?
Vendo minha cara de ponto de interrogação Bárbara falou:
-Mas se quer saber acho que ele também estava te procurando.
Não pude deixar de sorrir ao ouvir aquilo. E eu também não pude deixar de perguntar.
-Ele sabe sobre vocês? – eles se entreolharam um tanto sem graça.
-Na verdade, você foi à primeira, a saber. – respondeu meu chefinho.
Bem, ele ainda não sabia, mas pelo menos já não havia motivo para ciúmes besta.
Sai dali sem mais nem menos. Tudo bem que pode ter sido mal-educado da minha parte.
Mas além da minha barriga estar roncando de fome, eu não havia tomado café direito e já estava na hora do almoço.
Eu ainda tinha que arrumar as coisas entre eu e ele.
Mas antes, parar pra comer alguma coisa, como diria minha mãe, saco vazio não para em pé.
Apesar de eu estar achando que dei uma engordadinha básica...
Bem voltando, eu decidi dar uma parada
Seria muita sorte, mas eu acho que depois de tanto azar as coisas não podem piorar... Podem?
Espero que não. Sai correndo do Profeta, certo, super normal uma ruiva um tanto alta correndo totalmente descabelada e desorientada pelos corredores do maior jornal inglês.
E detalhe, quase derrubei a moça simpática que trás café com bolachinhas.
Pedi desculpas e ela apenas sorriu. Gostei dela!
Voltando, sai de lá. E desaparatei
Sabe, almoçando na mesa, ao invés de ir roubar comida dos elfos na cozinha.
Verdade que eu fiquei bem mal quando vi que ele não estava ali.
Sentei-me na mesa e dei um olá geral . E não resisti, eu tinha que perguntar.
-Hum mamãe? – comecei bem doce.
-Sim querida. – ela respondeu pegando um pouco de suco de abóbora.
-Draco apareceu aqui? – isso, um tanto sutil e nada preocupada.
-Não querida, era para ele ter vindo? – disse ela com aquele olhar de "você esta me escondendo algo".
-Hahaha. – tudo bem foi uma risada nervosa. – não é que não o encontrei em parte alguma...
-Eu o vi mais cedo. – disse Michael. – ele estava meio estranho aconteceu algo com vocês?
Certo, a mesa toda me encarava. Como eu adoro o meu querido meio irmão!
Ele não é um doce? Na verdade não!
-N-não. Tudo normal. – eu gaguejei isso. Bem, experimenta ter uma mãe, um padrasto e mais dois meios irmãos te encarando sem o menor dó.
Não é fácil. Mas esses últimos dias não foram fáceis também, é estou me acostumando.
-Eu soube que vocês vão juntos no baile. – Aiai... eu já disse que eu AMO meu meio irmão Michael?
HÁ HÁ HÁ. É querido, nós íamos juntos. E talvez até iremos, se eu o encontrar antes da hora do baile certo?
Ai droga! Acabei de lembrar, amanhã é minha formatura. Bem isso significa que vou vê-lo de qualquer jeito.
Ahá. Não preciso me preocupar. Tudo sob o mais perfeito controle.
Amanhã, quando a nossa colação acabar, eu irei até ele e bem, vou dizer tudo que está entalado na minha garganta.
E se ele disser que não quer nada comigo eu me interno no St. Mungus e nunca mais saio de lá.
Já se ele disser que me ama, me beijar e me pedir em namoro, (sim eu posso sonhar ok?) eu vivo feliz para sempre!
-Isso é verdade querida? – não queria deixar minha mãe feliz antes da hora.
Sabe, falar que eu desencalhei sem ser verdade. Ela não merece isso.
-É, ele vai estar lá e eu também. – eu disse lançando meu pior olhar para Michael.
Ele estava na minha lista negra. Tudo bem, eu nem tenho essa tal lista, mas todo mundo diz isso quando fica bravo com alguém certo?
Nossa deve ter um monte de nomes na minha lista então...
Bem, depois do pequeno incidente eu engoli minha comida e fui para o meu quarto pensar.
Não sei por que, mas achava que meu brilhante plano precisava ser revisado.
Fui direto para o meu banheiro. Precisava treinar na frente do espelho.
-Draco precisamos conversar. – nossa me olhando no espelho pude ver o estado lamentável que eu me encontrava.
Um pouco suada, e meu cabelo totalmente desgrenhado. Horrível por sinal.
A maquiagem um tanto borrada, já disse que esta um baita calor hoje?
Bem, está! E só de pensar que eu poderia estar em algum lugar lindo com Draco a essa hora.
Ao invés de preparar meu discurso de reconciliação.
-Eu quero que você saiba em primeiro lugar como eu me sinto. – continuei falando para o meu reflexo.
Isso boa Ginevra. Espero que saia tudo certo e que amanhã a essa hora eu esteja me trocando para o baile.
Detalhe, eu ainda nem vi o que irei usar. Mas sabe, isso realmente não interessa.
Não agora. O meu primeiro objetivo é falar com Draco.
Entrei no quarto e olhei no relógio do meu criado mudo. 16h00min!
Como o tempo voa não? Sério, eram 2h00min e do nada já se passaram duas horas.
Isso significa que, meu tempo esta acabando. Fala se eu não sou dramática!
Olhei-me mais uma vez no espelho. Eu precisava de mais um banho.
Já pensou, do jeito que eu estou sortuda é bem capaz de eu encontrar o Draco assim. Totalmente horrível.
Depois de me banhar, trocar, escovar os dentes (precisava estar com um bom hálito, vai que ele decide me beijar no meio da declaração?), e devidamente penteada, me sentia mais confiante.
Encarei o espelho mais uma vez e disse a mim mesma:
-Você pode garota! – sério não sei por que o disse, mas deu vontade.
E assim sai do quarto pensando no meu futuro namorado. (pra que ser pretensiosa?).
Sai do quarto e me dei conta de uma coisa. Já eram quase 18h00min e não fazia idéia de a aonde ir para procurá-lo.
Pensei em dezenas de lugares, mas nenhum era bom o suficiente.
Decidi por fim ir tocar na casa dele. Eu precisava de muita coragem, mas eu era uma grifinoria certo? (apesar de eu sempre achar que meu lugar era na Lufa-lufa!).
Fui me rastejando até a casa ao lado e toquei a campainha prendendo a respiração.
Eu estava nervosa, mentira, nervosa eu fiquei quando colocaram o bendito chapéu na minha cabeça pra dizer em que casa deveria ficar.
E também fiquei nervosa naquela vez em que quase peguei detenção por culpa do Draco.
Agora eu não estava nervosa, estava uma pilha de nervos. Tremia mais do que, bem alguma coisa que treme muito...
Um elfo simpático abriu a porta. E eu pedi gentilmente:
-Er – ahn... – er. – o elfo me olhava como se eu fosse um trasgo e estivesse dançando balé em sua frente.
Por fim falei:
– Poderia falar com o Sr. Malfoy? – há, quem disse que eu não sei ser educada?
-Desculpe senhora. – ah que elfo bonitinho me chamou de senhora. Isso é bom?
Não sei, acho que minha cabeça finalmente entrou em curto-circuito.
-Mas o meu senhor não esta em casa nesse momento. – ele continuou.
-E você sabe para onde ele foi? – bem eu tinha que arriscar...
-Não senhora, meu senhor não fala dessas coisas com Stinky. – sorri para a pobre criatura e me despedi.
Droga! Mil vezes droga! Não fazia idéia de onde Draco se metera e já estava escurecendo.
Tentei me acalmar lembrando que amanha teria que vê-lo de qualquer jeito e assim fui para casa, um pouco mais conformada.
Acordei um tanto elétrica no dia seguinte. Olhei para o meu despertador, 7h00min ainda estava cedo, a tal da colação só ia ser as 9h00min.
Decidi que eu ia arrasar na hora de me declarar, logo após a colação, claro.
Depois de fazer tudo o que uma pessoa normal faz no banheiro. Desci para tomar café.
E para minha surpresa eu fui a primeira a chegar à mesa.
Até a elfa (esperai como é o feminino de elfo?), bem de qualquer forma o ser verde que estava servindo a mesa até se espantou em me ver tão cedo acordada.
Sentei-me à mesa e comecei a sentir uns certos calafrios na barriga. Eu esperava que fosse fome.
Mas eles duraram até a hora da colação. Quando já estávamos todos de becas arrumadinhos no palco os calafrios passaram a piorar.
E devo dizer que quando a diretora chamou o orador da nossa classe, os calafrios só pioraram.
O tal orador era nada menos do que ele. Sim, o meu loiro estava lá em cima.
Ele falava uma porção de coisas bonitinhas, mas meus ouvidos estavam surdos.
Fiquei pensando e se ele não quisesse saber de mim? O que eu iria fazer?
Cheguei a triste conclusão que minha vida dependia dele (ó o Drama!).
Mas sério, sabe quando você acha que encontrou o cara, a tampa da sua panela, a metade da laranja, o seu chinelo velho, a sua outra metade e blá blá blá.
Bem é assim que eu me sinto em relação ao Draco. Pode parecer até bobeira, mas nunca tinha sentido nada parecido com outro cara.
Só com ele que meus joelhos cederam. Só ele me fez pirar com a possibilidade de perdê-lo e ficar quase dois dias atrás dele para fazer o quê?
Implorar que me ouvisse e dizer que o amava e implorar para que ficasse comigo.
Mas e se eu não conseguisse? E se na hora as palavras não saírem e eu me atrapalhar e não dizer nada que preste?
Eu estava à beira de um ataque de nervos. Acho que por isso que não reparei quando meu nome fora chamado.
-Ginevra Molly Weasley. – escutei a diretora repetir, olhei ao meu redor, todos estavam me olhando como se eu fosse de outro planeta.
Percebi que Draco não estava mais ao microfone e então caminhei até a mulher com o canudo na mão.
Meu coração batia tão rápido e descompassado que podia jurar que a diretora estava escutando o "tum-tum".
Peguei o canudo e sorri. Vi alguns flashs na minha cara. Droga! Sai com uma cara horrível. Eu sempre saio.
Olhei para o lado e vi Draco. Ele não estava me olhando, mas mesmo assim senti meu coração entalar na garganta.
Quando todos já estavam com os canudos nas mãos vi mais uns flashs serem disparados em nossa direção e todo mundo começou a sair do palco aos poucos.
Eu era uma das ultimas, não sei por que. Mas um desespero me bateu de novo quando vi Draco lá na frente, no meio de uma multidão.
Tentei correr, mas o salto e a quantidade de pessoas a minha volta me impossibilitaram de fazê-lo.
Gritei seu nome, mas meu grito foi abafado pela quantidade de vozes no recinto.
Merlin não pode me odiar tanto ao ponto de não deixar eu me explicar para ele. Pode?
Corri um pouco para alcançá-lo e por mais que meu pé doesse muito, não me importava, precisava falar com ele, e ter-lo novamente eu meus braços.
-DRACO! – eu gritei bem alto. Atraindo muitos olhares curiosos.
Ele me olhou. Senti meu coração dar pulos dentro do meu corpo, meu intestino começou a se revirar.
E as famosas borboletas no estomago vieram para completar a festa.
Mas com a mesma intensidade que se virou, ele também virou de volta me dando as costas.
Senti uma enorme dor me atingir. Como era ruim sentir aquilo.
-Draco. – eu insisti. Ele continuou de costas. – preciso falar com você, e tem que ser agora. – eu disse de uma vez.
Ele se virou rapidamente. Por um momento achei que estava tudo bem. Mas quando ele começou a falar, tive a certeza de que nada ia bem.
-Olha, não temos nada para conversar certo? – ele respondeu. – não se preocupe eu não conto a ninguém sobre o Sr. Clark.
BOSTA DE DRAGÃO FRITA! Ele achava que eu tinha um caso com o Sr. Clark!
Fiquei irritada. Irritada por ele insistir em não me ouvir mesmo eu tendo procurado-o por dois dias.
Irritada por ele duvidar assim de mim. E irritada por ser uma boba que se apaixonou por alguém que não valia a pena.
Sai dali correndo. Não queria ver ninguém. Muito menos ele.
Não queria ir para casa. Teria que dar milhões de explicações. E eu não estava afim disso também.
Decidi ir para aquele parque perto de casa.
Aparatei perto de umas arvores que eu sempre via pela minha janela.
Ajoelhei-me perto de uma delas e comecei a chorar.
A raiva se misturava com uma dor estranha. Sentia um tipo de nó na garganta que parecia que ia me sufocar.
Garota estúpida! Era o que eu repetia a mim mesma.
Estúpida por acreditar que ele a amava. Estúpida por ficar dois dias procurando-o.
E estúpida por gostar de alguém que não gostava de mim.
Afinal, se ele gostasse mesmo teria me ouvido certo?
Quanto mais eu pensava, mais chorava. Parecia uma boba.
Mas sinceramente eu não estava nem ai. Sentia-me tão mal que não ligava à mínima se alguém iria ver a cena patética.
Fiquei assim durante um tempo. Queria tentar sumir dali. ir para Marte.
Qualquer lugar onde não existissem Draco's Malfoy's. E eu não pudesse me apaixonar.
Quando meu estomago começou a roncar alto se queixando da falta de comida.
Lembrei que eu tinha casa, e uma família. E eles mereciam ter satisfações minhas.
Resolvi ir andando. A caminhada não era longa, e apesar de estar escurecendo era tranqüila.
Daí eu reparei o tempo que havia ficado ali.
Quando cheguei devia ser perto do almoço, e agora eram quase 18h00min pelo visto.
Limpei as lagrimas e fui andando firme para casa. Não iria ao baile.
Além de não ter vestido, meu par não olhava na minha cara.
Decidi que ia ficar no meu quarto o resto da noite. E NÃO IA PENSAR EM DRACO.
Cheguei em casa e minha mãe quase me esmagou de tanto me abraçar.
Tive que ouvi um baita sermão por não ter avisado onde estaria e prometi nunca mais fazer isso.
Fui para meu quarto me trocar, eu parecia uma maluca de beca o dia todo.
Peguei minha calça de moletom cinza e minha baby look preta preferida e me joguei na cama.
Fiquei olhando para o nada por algum tempo e foi quando eu lembrei do que me animava nessas horas.
Meu caderninho! Levantei de súbito e fui procurá-lo.
Logo que abri a primeira gaveta o achei. Ele estava ali desde a última vez que me lembro.
Desde a vez que Draco o havia pegado. Abri numa página qualquer e senti algo cair em meu pé.
Olhei para o chão e lá estava um pedaço de pergaminho.
Peguei-o e comecei a ler.
Eu tenho várias garotas que estão na minha
Mas nada pode se comparar a você
Agora você não pode ver que
Você e a única que eu realmente quero?
E tudo o que preciso é tudo o que você faz
Uma garota guiada por "não me importo"
Elas podem ser uma super modelo na capa de todas as
revistas
Elas nunca significaram nada para mim
Porque você é a garota que eu sempre sonhei
Você é mais do que bonita
E eu apenas quero que você saiba
Tudo o que sempre precisei é o que tenho com você
Eu não quero nada que eu não tenho
Eu não preciso de mais nada, só você!
Li e reli o poeminha. Não podia ser. Eu conhecia essa caligrafia muito bem.
Como aquilo havia ido parar lá dentro?
Mil perguntas invadiram minha mente e a única resposta sensata foi "Draco".
Sentei na cama para arrumar as idéias.
Li o poema. E vi a letra. Era dele. Eu tinha mais do que certeza.
Ele deve ter colocado quando o meu caderninho ficou com ele.
Mas por quê? Será que foi uma declaração e eu não vi?
Será que foi por isso que ele achou que eu não gostava dele?
POR MERLIN! É EU SOU O SER MAIS ESTUPIDO DO MUNDO.
Ele no mínimo achou que eu já tinha lido a declaração e como não sentia a mesma coisa não me pronunciei.
Senti uma vontade louca de bater com a cabeça na parede.
Mas eu me controlei. Olhei para o relógio, 19h45min. Ótimo, a festa havia começado à 45 min.
Olhei para os meus trajes e não pensei duas vezes. Calcei meu tênis e aparatei em frente ao salão.
O fato de eu entrar correndo totalmente desarrumada, descabelada, desleixada e tudo mais com "des". Não me afetou em nada.
Eu mais do que nunca precisava falar com ele e desfazer o tal mal entendido.
Quando entrei dei de cara com Lana que foi soltar uma gracinha.
Olhei sem paciência por ela e simplesmente a ignorei. Não havia tempo para idiotices.
Comecei a procurá-lo por toda a parte.
A banda tocava algo animado e bem alto. Meus gritos foram abafados facilmente.
Senti vários olhares sobre mim. Com certeza era culpa do modelito.
Depois de passar uns dez minutos em busca dele. Eu desisti.
Não, eu não fui para casa. Eu não tinha acabado de pagar o mico do ano por nada.
Subi no palco. Ignorei o comentário da banda e peguei o microfone da mão do vocalista, ele me olhou feio e me chamou de louca.
Mas eu disse no microfone assim:
-Desculpe, é questão de vida ou morte. – ele ficou me olhando como se eu fosse louca.
E advinha, eu sou louca. Sabe por quê? Ah releia tudo acima e você vai descobrir!
-Draco! – eu berrei no microfone. Ok, a festa toda estava olhando para mim.
E sabe o que mais? Eu não estava nem ai. Tentei mais uma vez.
-Draco! – DROGA! Cadê ele?
Minha pergunta foi logo respondida. Vi certo loiro atravessando uma multidão de pessoas para chegar ao palco.
Não pensei duas vezes, larguei o microfone e pulei do palco sem mais nem menos.
Fui correndo em sua direção. Meu coração estava novamente agindo descompassado.
-Draco. – eu disse agora bem perto dele. – eu to tentando falar com você há quase dois dias e nada.
Ele foi me interromper. Mas eu não deixei e continuei a falar.
-Não, me deixa falar. O que você viu na sala do Sr. Clark foi parte de uma cena. Na verdade eu derrubei café nele e fui limpar sabe? Mas você apareceu na hora errada e pensou besteira. Não me deixou dar a minha explicação. – fiz uma pausa dramática.
Ele ameaçou falar novamente, mas eu o interrompi.
-E eu queria te dizer nesses dois dias isso. Mas não só isso. – respirei fundo. Era agora. – Queria dizer que eu te amo! E não to mais agüentando isso.
Todo mundo estava ouvindo a minha declaração. Mas quer saber? Dane-se!
-E ficar cada minuto sem você, sabendo que você não queria nem olhar na minha cara me deixou mal. Fiquei dois dias chorando que nem uma boba por sua causa. Achei que você não me amava.
Ele tentou me interromper pela milésima vez. Mas quando eu me empolgo, sai de perto!
-Até agora a pouco. Quando eu fui pegar meu caderninho e achei isso. – apontei para o papel com o poema. – Draco, é verdade?
Estava uma enorme tensão no ar. Sentia que não éramos os únicos nervosos.
-Mas você não sabia? Eu achei que você não queria nada comigo, sabe quando falei que achava melhor esquecermos foi por que achei que você não gostava de mim do jeito que eu bem, gostava de você.
O encarei por um instante. Eu estava exatamente bêbada de felicidade.
-Draco. – eu disse. – o seu problema, é que você fala demais.
E assim sem mais nem menos, eu o beijei. E pude escutar alguns gritos.
Tudo bem, acho que a escola toda estava gritando. Mas o mundo a minha volta parecia não existir.
O mundo era apenas feito por ele e eu.
Beijamos-nos por algum tempo. Não tínhamos pressa nenhuma. O mundo era nosso.
Quando finalmente nos soltamos à única coisa que consegui dizer foi:
-Te amo! – e ai ele fez uma coisa que eu não esperava.
Agarrou minha mão direita. A com o anel. E o pegou da minha mão.
Dentro dele estava gravado assim "Draco Malfoy" .
Ele sorriu. Eu também. Tive certeza que era a pessoa mais feliz desse mundo.
E tive ainda mais certeza quando ouvi da boca dele outras duas palavrinhas:
-Eu também!
Sorri novamente e ele me beijou. Dessa vez tivemos até musica de fundo e tudo mais.
Cause here's my promise made tonight
Essa é promessa que farei esta noite
You can count on me for life
Você pode contar comigo para sempre
Cause that's when I love you
Por que é assim quando eu te amo
When nothing you do can change my mind
Quando nada do que você faça puder mudar minha mente
The more I learn the more I love
Eu vou aprender mais e amar mais
The more my heart can't get enough
O máximo que meu coração puder agüentar
That's when I love you
É assim quando eu te amo
When I love you
Quando eu te amo...
No matter what
Nada mais importa
--
N/a último cap. postadíssimo!
Ainda tem o epílogo...e espero q tenham gostado.
Perdoem os eventuais errinhos, não está betado.
O poema é uma música do Jesse McCartney (lembrem, escrevi a fic com 15 aninhos!), She's no you.
E esse último pedaço é uma música da Aslyn, That's when I love you.
Vou colocar as músicas no próximo Post, ok?!
beijos imensos!!!!!
Até breve.
Gina gritando igual uma louca e agindo igual a uma adolescente nesse capítulo foi demais hahaha
ResponderExcluir'bora pro epílogo!